A FAMIGERADA RESENHA DAS REVISTAS VEJA, ÉPOCA E ISTOÉ

Nada de novo em Veja !
O terrorismo no mundo se mantém à tona, seja doméstico ou “importado” … os ministros da rainha Dilma sempre podem e poderão cair (dessa vez Aldo Rebelo e apontado pela semanal como o que quase foi frito por desavenças internas) … ministros do STF são tão humanos quanto qualquer mortal (Luiz Fux, diz Veja, afilhado do bom amigo e governador carioca Sérgio Cabral, quer revisar um processo de 100 milhões contra o governo movido por 15 funcionários da Companhia de Águas do RJ desde 1990), ou seja, ninguém pousa na vitrine do poder ou das vaidades da mídia impunemente (nem mesmo o novo herói nacional Joaquim Barbosa, agora em evidência em razão do material usado na reforma dos seus banheiros, com dinheiro público) … a cidade de São Paulo é tão violenta quanto o Iraque e a Faixa de Gaza … e, finalmente, que a ex-chefe de gabinete do ex presidente Lula, Rosemary Noronha, maltratava subordinados, fazia lobby semanalmente, viajava ao exterior com direito a dormir em luxuosos quartos nas embaixadas, e, para a infelicidade de dona Marisa, ficava inteiramente a disposição de Lula justo quando a ex-primeira dama resolvia não acompanhar o marido nas investidas internacionais (a maledicência parece não ter fim com a vida alheia) … Fofoqueira essa tal Veja !!! A periódica ainda nos brinda com a preciosa informação de que Galvão Bueno poderá desistir da aposentadoria anunciada para logo após a Copa de 2014 !!! O inconfundível narrador de futebol, F 1, UFC e demais modalidades, propôs a Globo um programa semanal nos moldes do Bem Amigos, as vezes apresentado pelo próprio no canal fechado Sport TV. Tomara Deus que Faustão, Ana Maria Braga, Gugu e outros tantos não sigam o mesmo exemplo.

O maior destaque de Época dessa semana não está no conteúdo propriamente dito, mas no patamar de instantaneidade que as novas plataformas tecnológicas permitem às revistas semanais. À zero hora de sábado (20), três horas depois da prisão do segundo suspeito do atentado na maratona de Boston, a informação já constava na edição digital de Época para tablet, editada e diagramada conforme a impressa (Veja também reporta o fato, embora tenha saído mais tarde). Uma boa demonstração de que com agilidade e organização este tipo de veículo, antes condenado a requentar temas factuais já explorados por outras mídias, pode sobreviver a uma era de informação em velocidades supersônicas. A reportagem de capa da Época, justamente sobre as bombas nos EUA, revela documento do MPF que sugere atraso na organização das ações anti-terror brasileiras para os grandes eventos que o país sediará nos próximos anos. Nenhuma novidade. Felipe Patury registra pesquisa telefônica do PSDB que coloca Geraldo Alckmin à frente dos potenciais concorrentes ao governo paulista. Hoje haveria segundo turno contra Mercadante, que para o tucanato será o nome petista na disputa. A mesma coluna relata a guerra dos portos entre Gleisi Hoffmann e o PMDB, que cogita desfigurar a MP com uma série de emendas. A revista entrevista o sensato velho reacionário escritor peruano Mario Vargas Llosa (terra de Fujimori), que vê a América Latina institucionalmente mais madura apesar da Venezuela (com perdão do trocadilho).

IstoÉ não informa na versão impressa a prisão de Djokhar Tsarnaev, mas a exemplo das concorrentes investiga a capacidade do Brasil de lidar com a “nova face do terror”, mais artesanal e desorganizado, porém não menos letal. A revista, na série “As Cidades da Copa”, dá as mãos sem pudor ao governador Agnelo Queiroz e estampa duas matérias forradas de adjetivos, relatando como o Distrito Federal se tornou “um dos mais pujantes pólos de crescimento econômico e social do País” e mostrando que o novo estádio Mané Garrincha leva “ao extremo o compromisso com a sustentabilidade e se torna o símbolo maior de uma cidade que se reinventa”. Isto é que é independência.

Avante para mais uma semana em que, a partir de agora, maratona só se deve correr em carro blindado.