A RESENHA DAS REVISTAS VEJA, ISTOÉ E ÉPOCA

Veja esquenta a chapa do PT e nos presenteia com fofoquinhas impagáveis sobre a vida alheia. Alguém sabia que o bom moço, carioquíssimo, e, finalmente, boleiro Bebeto (imortalizado por ninar seu filhote imaginário na Copa de 94) responde processo por calote de condomínio e ainda deve uma boa grana para bancos ? Outra do mundo dos “Betos” … o sempre pálido e azul, eterno beijoqueiro das rosas e cabeludinho Roberto Carlos, além de proibir a publicação de sua manjada biografia agora entra na Justiça para recolher um livro que trata da moda ditada pela saudosa Jovem Guarda !!!! Seus advogados dizem que ele não foi consultado. Mas como até os chimpanzés sabem, a verdade e que o o cantor não levou nenhum cascalho com a publicação e ficou P da vida com o uso não autorizado de sua imagem por uma desconhecida escritora catarinense. O caso irá virar brasa, mora!
Já a fofoca internacional vem do país das empanadas. A bizarra presidenta Cristina Kirchner terá trabalho para enfrentar o sucesso de vendas da obra “Los Amores de Cristina”. Conta o livro que após esperar dois anos para que o defunto esfriasse, a danada viúva se cercou de três assessores – todos com pinta de modelo – para usufruir das qualidades extra profissionais de um deles nas horas vagas. Só não fica claro qual dos conselheiros teria experimentado os lençóis da Casa Rosada ao sabor de um belo Malbec e ao som do inconfundivel e melancólico Gardel! Todas as questões, como vimos, são de altíssimo interesse público.
Fofocas à parte, Veja coleciona mais uma na saga EU ODEIO O PT !!! A reportagem diz que o partido instalou a “República Bolivariana no Brasil” (“Aí que meda!!!”) e procura calar a Justiça, a Imprensa, o Congresso e o Ministério Público, entre outras estripulias. A semanal apelida a estratégia dos políticos petistas como “As leis de PTopólis”. Cada vez mais criativa a periódica.
Holofote informa que o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) mandou recado ao ex ministro Franklin Martins para que ele enterre qualquer tentativa de proposta que ameace a liberdade de expressão. Uma voz de bom senso no assunto. Uma ala petista, segundo a coluna, atira em Bernardo e diz que ele esta mais alinhado aos interesses de grandes redes de TV do que do próprio PT. A ponta de lança dos que não querem mais brincar com Bernardo é a Revista Carta Capital.
Ainda no mundo das TVs, Holofote noticia que o afugentador e grande desafeto do capeta, e também curandeiro, Valdemiro Santiago (da Igreja Mundial do Poder de Deus) esta tentando se aproximar de Lula para abrir seus templos em Angola e Moçambique. Em troca, o pastor trará suas ovelhas para pastar nas terras da rainha Dilma Rousseff. Amém !!!

Quem procurar informação ou entretenimento neste final de semana, que leia um livro, assista a um filme ou vá bater papo furado no boteco … mas não chegue perto da Época.
Em uma das edições mais insossas dos últimos tempos, a revista se regozija na capa com um selo de apoio ao empreendedorismo e um cansativo retrato dos popstars do empresariado nacional, o sólido Jorge Lemann (InBev) e o instável Eike Batista. Muita biografia barata e pouco conteúdo.
Ainda há novas denúncias contra o já devidamente chamuscado casal Anthony e Rosinha Garotinho (irregularidades em notas na campanha de 2010 e desvio na prefeitura de Campos), e o presidente do banco de investimentos Goldman Sachs garantindo em entrevista que o mundo está melhorando. Quanto otimismo. Sintomaticamente, outra matéria conta que um badalado blogueiro norte-americano faz sucesso pregando a pouca esperteza dos seres humanos em geral, devido à maestria na arte da autossabotagem e da irracionalidade. Ler revistas semanais, às vezes, pode ser um dos sintomas. Um dos poucos bons momentos é o texto sacana e sarcástico sobre o lixo editorial produzido com verba pública pelo Senado, como um besteirol de 500 páginas sobre cavalos celibatários e jumentos alcoólatras.

IstoÉ está melhor, apesar da capa meio infame em que um menino com cara de filhinho da mamãe posa de bandido com moletom reluzente e pistola na mão. A matéria trata de forma sensata o delicado tema da redução da maioridade penal, sem apelar à fórmula fácil da comoção provocada por casos recentes, nem ignorar a urgência para mudar a forma de tratar e punir jovens criminosos.
Outro texto lista os parlamentares que se locupletam com o “Minha Farra Minha Vida” através da venda de terrenos e da construção de unidades por suas próprias empreiteiras.
Há também reportagem sobre os atletas famosos que por golpes de ex-mulheres, desorientação ou burrice mesmo perdem a fortuna ao fim da carreira – como o ex-corintiano Zé Elias, que ficou um mês preso e hoje vai trabalhar de bicicleta.
A grande matéria da revista é a que está anunciada na capa com o prenúncio da morte do julgamento do Mensalão, isto se a Corte resolver entender que os amaldiçoados réus – que, segundo a revista, não deveriam mais direito a nada a não ser apodrecer na cadeia, num exercício de pura torcida e pouco compromisso com a efetividade do Estado de Direito que deve imperar nos julgamentos judiciais – podem interpor o tal de embargos infringentes. É um recurso previsto no Regimento Interno da Corte e que, onde for cabível, efetivamente pode mexer no resultado das penas aplicadas até agora, sobretudo naquelas em que o diferença foi de apenas 1 voto.
Para a revista, ou o STF mantém as penas aplicadas até agora ou estará irremediavelmente desmoralizado e desmoralizada estará toda a Justiça brasileira, num exercício indisfarsável do bem contra o mal.
Segundo o texto, o mais rumoroso caso de corrupção já julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) viverá nos próximos dias um capítulo de incertezas e embates, capaz de mudar o desfecho da ação penal que condenou gente graúda à cadeia. A publicação do acórdão do mensalão e a apresentação dos recursos pela defesa dos acusados devem forçar os ministros a rediscutirem as penas impostas a 12 dos 25 réus enquadrados por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A nova análise dos casos pode causar uma reviravolta no resultado, livrando condenados da prisão e reduzindo substancialmente as penas impostas. Esse é um cenário que, se consolidado, vai abalar o simbolismo de um julgamento considerado o marco contra a cultura da impunidade no Brasil. As possibilidades mais estarrecedoras dessas mudanças envolvem as chances de o ex-ministro José Dirceu e seus parceiros, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) e o ex-tesoureiro Delúbio Soares, não irem para a prisão”.
Segue a cantilena “A maior preocupação é com a postura a ser adotada pelo novato Teori Zavascki. Ele não participou do julgamento inicial, mas se transformou na grande esperança da defesa dos mensaleiros que preparam os recursos. Caso Zavascki vote favoravelmente aos réus, ele terá o poder de empatar o jogo e mudar quase metade das condenações. O ministro sabe da influência que terá no desfecho do mensalão. Por isso, tem evitado receber advogados e conversar com colegas sobre o assunto. Nos últimos dias, seu gabinete recebeu nove pedidos de audiência referentes ao caso, mas a ordem dada por ele foi para protelar os encontros. Não significa, porém, que ele vai se revestir de bom senso e não se envolver no placar do julgamento. Para pessoas próximas, ele afirmou que não sente desconforto para julgar os recursos de uma ação penal que não acompanhou desde o início. Ele, inclusive, já participou da votação que ampliou o prazo para a apresentação dos embargos pela defesa dos acusados. Sua posição foi decisiva para conceder mais prazos para as defesas analisarem o acórdão. E, de acordo com ministros ouvidos por ISTOÉ, Zavascki tende a ajudar a consolidar a maioria favorável aos embargos infringentes, forçando uma possível alteração nas penas dos mensaleiros. Diferentemente do que pensa Barbosa, ele acredita que ignorar o Regimento Interno em pleno curso de um processo julgado pelo STF pode engessar as chances da defesa”.
Conclui que “Se a reviravolta for consumada realmente, como tudo leva a crer, colocará em xeque o resultado do maior caso julgado pelo Judiciário brasileiro, demonstrando que os quatro meses de discussões e os votos consistentes em favor das condenações dos réus do mensalão podem não ter servido de nada”.

Meus amigos, como se vê, abril chega ao fim e não deixa saudades no País em que matar virou qualquer coisa !!!
Montem seus bunkers e boa sorte ! Abs