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A RESENHA DAS REVISTAS VEJA, ISTOÉ, ÉPOCA E CARTA CAPITAL

A natureza agradeceria se as revistas semanais passassem e ser quinzenais! Em especial, as árvores!
Veja gasta papel com a capa de uma bela e jovem modelo, posada como solteirona convicta e pinta de high tech, sob o título ” FILHOS? NÃO, OBRIGADA !” A matéria não passa de uma tese de boteco acerca da opção de algumas mulheres por não ter filhos. Até ai, cada uma é dona do seu próprio nariz … ou do próprio útero! Mas a periódica avança !!! Afirma que esta por vir uma verdadeira “revolução brasileira” por conta da opção feminina em não procriar. Pinça quatro ou cinco mulheres que não quiseram –  ou não puderam – multiplicar a espécie humana e daí extrai o resultado como se fosse uma pesquisa quali e, diz sem medo de errar, que está em curso um fenômeno. Um primor editorial de fazer inveja ao profeta Nostradamus !  A criatividade jornalística não para ai. Em reportagem de retumbante e extrema relevância é possível conhecer a opinião do vice-presidente dos EUA, o famoso, visionário e carismático Joe Biden (alguém conhece ???), sobre a América Latina. Assim como todo americano que se preze e, naturalmente, que acha que a capital do Brasil é Buenos Aires, o tal Joe diz que o seu país e o nosso precisam estabelecer acordos de cooperação no setor de energia. Outro primor de intelectualidade !
Na política a revista deita o cacete para acertar o ex-ministro, ex-guerrilheiro, ex-seqüestrador, ex-foragido político e agora quase presidiário Zé Dirceu (para a revista é o próprio cão do segundo livro). Veja tenta comprovar que Zé e Erenice Guerra, aquela que esquentou a mesma cadeira da Casa Civil no final do governo Lula, ainda costuram negociatas entre empresas públicas e privadas. As ações não têm cheiro de escândalo, mas mantém quente a editoria estilo “bater no PT sempre” !
Não fica de fora da edição um rápido perfil do mais novo integrante da máxima corte da infalível Justiça brasileira, Luís Roberto Barroso.  Veja especula que será o XIS da questão para aliviar ou até livrar alguns mensaleiros das suas  penas … crava Veja! Barroso nem chegou e a Veja já senta a borduna só de pensar na menor hipótese de o novo ministro se atrever a ser independente e fazer o que a sua consciência jurídica mandar (e o diabo é que Veja pensa que ele pensa diferente dela).

Época completa 15 anos, e o efêmero permeia toda a edição, com diversas listas dos “15 mais”. A começar pela bem sacada capa, com jovens desta idade formando o mapa do país e aludindo ao exemplar inaugural da publicação (“Um futuro melhor”). Os depoimentos juvenis em si pouco acrescentam, mas a retrospectiva das 15 conquistas do país desde 1998 vale a leitura pelo reconhecimento sensato do enorme e evidente avanço do Brasil no período. Um olhar um tanto incomum na grande mídia, que via de regra confunde crítica e fiscalização com denuncismo, destrutivismo e, pior, partidarismo. Uma bela bola dentro. Mas foi desnecessária e tola a lista com os 15 “heróis” da última década e meia, que reúne figuras como Ana Maria Braga, Paulo Coelho, Juliana Paes e Ivete Sangalo – todos com incontestáveis serviços prestados à sociedade nacional e sem os quais não teríamos sobrevivido todos esses anos. É de doer -.

A coluna de Felipe Patury diz que a ministra Ideli Salvatti coordena a distribuição de mimos no Planalto a prefeitos, e que o ex-senador cassado Luiz Estevão arregaça as mangas para voltar à política através de prepostos.

 

 

Na IstoÉ, os ex-sócios de Marcos Valério rompem 8 anos de silêncio e contam detalhes do mensalão e da briga com o principal intermediário do governo no esquema de compra de votos. Os publicitários Cristiano Paz e Ramón Hollerbach juram que podem comprovar o destino de 90% dos R$ 73 milhões que, segundo o STF, foram desviados para financiar a maracutaia petista. A revista também reforça a especulação de que Gleisi Hoffmann estaria na corda bamba da Casa Civil. A revista diz que a senadora paranaense, que sairá de qualquer forma em abril de 2014 para se candidatar ao governo do Paraná, tem pouco trânsito com o Congresso e é pouco pró-ativa por se restringir ao cumprimento das ordens de Dilma. Se é assim, não deveria de gozar de prestígio perante a Presidenta – afinal, o Chefe da Casa Civil tem que agradar a quem? – Mas aquilo que qualquer presidente veria como uma virtude – a fidelidade do Chefe da Casa Civil a ele – a revista diz que é defeito e que a presidente da Petrobras, Graça Foster, com sua fama de eficaz e durona, mas que não tem mandato e ninguém a conhece no Congresso, e Aloizio Mercadante, de quem pouca gente gosta no Congresso e é tão Senador quando Gleise, seriam os possíveis sucessores. Estranha a conta da revista nesse tema e fica parecendo mais que se trata de uma torcida contra a senadora paranaense do que uma análise política que deva ser levada a sério.

 

 

A revista Carta Capital foi absolutamente fiel as suas companheiras de todas as semanas. Vem com uma capa sobre o fato do sistema financeiro ter encolhido. Temos menos bancos. É o Especial The Economist sobre o futuro do setor. Sobre o fato de termos menos bancos a matéria tem pelo menos 30 anos de atraso, pois o fenômeno da concentração no setor tem quase essa idade. Quando ao futuro, nenhuma novidade. A revista tem matéria sobre a vida de um motorista de ônibus em São Paulo, sobre essas mulheres chatas que não deixam homens pagar contas de restaurantes e nenhum outro gesto comum nos cavalheiros de ontem. Quem age assim é cavalheiro ou canalha? Pois é, nada de mais interessante.

 

 

Aproveitem a curta semana e não abusem da picanha e do vinho no feriadão ! Abs.

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