RECICLAGEM DE LIXO POR COOPERATIVA EM LONDRINA ACABA EM RESCISÃO

Em Londrina a auditoria constituída para apurar a prática de irregularidades na reciclagem de lixo levou a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) a romper definitivamente o contrato com a cooperativa Cooprelon, que era responsável por parte da coleta de material reciclável na cidade.

A auditoria teria constatado o mau uso de recursos públicos, a cobrança pela prestação de serviços de catadores que não compareciam ao trabalho (fantasmas), falsificação de assinaturas para viabilizar recebimento de salários e outras irregularidades, sendo que a defesa apresentada pela Cooprelon não conseguiu desconstituir as imputações da auditoria e a solução foi a opção pela rescisão definitiva.

O serviço prestado pela Cooprelon serão absorvidos pela Cocepeve e a Coper Região.

A constatação de dificuldades no desempenho da reciclagem de lixo por parte de cooperativas, quando o Poder Público opta por terceirizar dessa forma, tem sido recorrente país afora. Singelamente porque tais entidades são compostas por pessoas sem habilidades para a gestão de negócios e, portanto, sem condições de administrar adequadamente o próprio negócio. Quando profissionalizam a gestão, os salários que nas cooperativas podem pagar para executivos não permitem a contratação de bons quadros de gestão.

Outro aspecto, como se constatou no caso, o não recolhimento de tributos adequadamente produz lesão aos interesses dos cooperados e ao próprio Município, que acaba sendo solidário em relação a tais obrigações por não ter fiscalizado adequadamente.

Por fim, há a questão ambiental que fica também seriamente comprometida quando as cooperativas não conseguem dar conta da demanda de lixo produzida pela coleta, resultando que o gestor público tem que diminuir o ritmo da coleta para produzir menos e se adequar a capacidade da cooperativa ou, o pior, mandar o lixo reciclável coletado para aterros.

Esse não é um bom modelo.