EXECUTIVA DO PMDB/PR RECUA NO GOLPE DA DISSOLUÇÃO DE DIRETÓRIOS MUNICIPAIS

Reunida nesta segunda-feira a Executiva do Diretório Regional do PMDB resolveu recuar na decisão de dissolver os diretórios que não haviam atingido o mínimo de 10% dos votos para vereador nas últimas eleições municipais, ato que atingia cerca de 80 diretórios municipais, inclusive o de Curitiba, Presidido por Roberto Requião.

Com o recuo a Executiva é uma derrota diante da verdadeira rebelião que se armava dentro do partido a partir da maioria dos deputados estaduais e federais, pois desfez o golpe que estava em curso e reconheceu que a providência não era razoável politicamente e juridicamente defeituosa. Uma desmoralização.

Mas mesmo assim, a Executiva ainda persiste na investida contra Requião. Desta feita  deliberou por dissolver diretórios municipais que não fizeram convenções, cerca de 20 e dentre eles o diretório de Curitiba.

A briga segue.

 

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EXECUTIVA APLICA GOLPE GROSSEIRO NO PMDB DO PARANÁ

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Essa postagem foi feita ontem, terça, tão logo o Blo tomou conhecimento da decisão da Executiva do PMDB e o título foi postado em forma de pergunta: GOLPE NO PMDB DO PARANÁ?

Isto porque nem todas as questões estavam bem esclarecidas. Mas passadas as horas os esclarecimento foram chegando e resolvemos mudar o título da postagem para afirmar que houve um golpe.

Na manhã desta, como ocorre usualmente, a Executiva do Diretório Estadual do PMDB reuniu-se. Resolveu dissolver 72 diretórios municipais do partido no estado, inclusive o de Curitiba, presidido por Roberto Requião, sob o pretexto de aplicar uma resolução partidária que determina a dissolução dos diretórios onde o partido não eleger o mínimo de 10% dos cargos de vereador em disputa. À Gazeta do Povo o ex-Governador Orlando Pessuti (foto), que teria sido um dos comandantes da operação, esclareceu que: “A Executiva [do partido] cumpriu a resolução nº 01 de 2012 que estabelece que, nas regiões em que o partido não eleger 10% dos vereadores do município, o diretório estará sujeito à dissolução. A decisão não é uma novidade. O assunto está ocorrendo dentro do partido desde antes das eleições do ano passado”.

84 diretórios não lograram conseguir eleger os 10% dos vereadores nas suas cidades e ficaram expostos, portanto, a aplicação da resolução.

Ocorre que em 13 o Diretório Regional optou por não aplicar a resolução por razões ligadas à singularidade da situação local. É o caso de Maringá, onde o vice-eleito é do PMDB, embora o partido não tenha eleito nenhum vereador.

Sob tal aspecto, é incompreensível a dissolução do Diretório de Curitiba, Presidido por Requião, onde o partido também não elegeu vereador mas, no entanto, com Rafael Greca, no primeiro turno, obteve uma votação expressiva e ficou em quarto lugar, atrás de Ratinho, Fruet e Ducci, tendo realizado uma bela campanha e recuperando um prestígio eleitoral que havia praticamente perdido.

A impressão que fica é que, pelo menos no caso de Curitiba, o grupo de Pessuti quis atingir Requião.

O deputados estaduais Alexandre Curi, Tetuo Kato, Nereu Moura, Caito Quintana, Ademir Bier e Anibeli, os federais João Arruda, Frangão e André Zacarow, já manifestaram que não concordam com a medida e Alexandre Cury faz uma acusação grave: o tema não estava na pauta de convocação da reunião. Se isso for verdade, é golpe mesmo.

Mas há outras circunstâncias que tornam a decisão da Executiva um golpe grosseiro: se em alguns casos ouve um juízo de ponderação para não dissolver, seria mais que razoável que nos demais casos a Executiva estabelecesse o contraditório para que os diretórios extintos pudesse se defender, o que não houve, em ato claramente arbitrário e ilegal; nos próximos dias os diretórios municipais estão convocados para realizar convenções municipais, circunstância que torna inexplicável a aplicação da regra da extinção só agora, passados quase 9 meses das eleições (extintos os diretórios, a Executiva designa novas comissões provisórias a seu bel prazer e, assim, influirá no colégio eleitoral que indicará se o partido terá Requião como candidato a governador ou apoiará Beto Richa); tem-se a informação de que não havia quórum na Executiva para tão importante deliberação.

Então, postas as coisas assim, pode-se afirmar sem medo de errar que houve um golpe no PMDB do Paraná, e juridicamente grosseiro.

As conseqüências políticas disso estão por vir, mas é possível afirmar também que a Executiva ficará isolada nessa questão.

Em seu Blog o senador Roberto Requião (PMDB/PR) falou  sobre a dissolução de 75 diretórios municipais do PMDB no Paraná aprovada pela executiva estadual do partido. Confira a íntegra do pronunciamento:

“Os deputados adesistas que estão no PMDB na verdade verdadeira nunca fizeram parte da nossa tripulação. Nunca tiveram relação com o PMDB histórico, com as lutas do nosso partido em defesa da nação brasileira, da preservação do Estado do Paraná.

“Nas últimas eleições trabalharam contra o partido. Apoiaram candidatos de outros partidos. Em Curitiba apoiaram o Luciano Ducci tendo por exemplo o Pessuti até lançado o seu filho como candidato a vereador pelo PSC do Ratinho. Não estavam com o partido, não estavam junto conosco.

“Agora a ousadia foi ao limite máximo. Os que tentaram destruir o PMDB na eleição apoiando candidatos de outros partidos por todo o Paraná, propõem e conseguem na Executiva que dominam uma intervenção em cerca de 80 diretórios municipais do partido no Paraná.

“É o começo do fim do PMDB. Ou é o começo de uma reação dos verdadeiros e históricos peemedebistas para dizer ‘este partido tem dono, tem tripulação. Os peemedebistas históricos que o construíram ao longo do tempo’.

“Será que escutaremos ou não o grito de negação ao adesismo à fisiologia?”