MARTA AZEVEDO DEIXA A FUNAI E DEIXA CRISE PARA RESOLVER

Por meio de uma portaria a Funai (Fundação Nacional do Índio) expôs 62 áreas como sendo de preservação indígena, delas 11 estão no Estado do Paraná, na região de Guaíra.

Pelo menos na região paranaense a Portaria criou conflitos inadministráveis ao atingir partes de municípios e distritos onde simplesmente não existem índios. Se existiram e a intenção era reintegra-los, a operação para desocupar as áreas importará num social e num custo financeiro absolutamente irracional.

Há notícias de que índios residentes no Paraguai atravessaram a fronteira em razão da alvissareira notícia de que teriam terras no lado brasileiro. Algo a confirmar.

Se esse quadro se repetiu Brasil afora não é difícil vislumbrar o grau de confusão que a Funai criou para a Presidenta da República.

Assim, previsivelmente, em meio a uma estupenda crise indígena, a presidenta da Funai (Fundação Nacional do Índio), Marta Azevedo, antropóloga reconhecida nacional e internacionalmente, professora da Unicamp, deixou o cargo nesta sexta-feira (7).

A versão do governo é de que ela pediu demissão por problemas de saúde e, efetivamente, em abril, antes de a crise começar, pediu sucessivas licenças médicas.

O embróglio produziu mudanças no procedimento de reconhecimento das áreas para demarcação indígena dentro do governo e a partir de agora outros órgãos terão que opinar antes de serem editadas novas portarias.

As portarias editadas na gestão de Marta Azevedo foram cassadas.