Últimas Notícias

SAIU A RESENHA DAS REVISTAS VEJA, ISTOÉ, ÉPOCA E CARTA.

Nas semanas em que o Pibinho da Dilma assassinou o Brasil  – segundo os matraqueiros de plantão da crônica econômica – e ressucitou colhendo safras recordes de grãos e cana de açúcar e com a indústria resolvendo reagir, quando a popularidade da Presidenta deu um suspiro, as revistas vieram água com açúcar.

Por favor, leitores com o mínimo de compaixao ! Reservem 50 centavos dos seus ganhos mensais para depositar na conta pessoal de Abílio Diniz, um bilionário brasileiro que vendeu seu conglomerado de supermercados aos franceses, há quase uma década, e lamenta por ter feito um mau negócio. As páginas amarelas da Veja, Diniz afirma que foi ingênuo por não ter mais ” tão duro” ao assinar o contrato de venda das dezenas de lojas Pao de açúcar e Extra aos danados e oportunistas franceses do grupo Casino. Entre outras bobagens, o narciso empreendedor diz que “a vida começa as 76 anos” … e que ” amanhã ele pretende ser melhor do que hoje” … e que “não passa menos de duas horas por dia na academia”. Como quem não aceita a idade e suas agruras, o empresário parece discípulo do medíocre e insano guri Lair Ribeiro, um esperto explorador da lingüística que na década de 90 fez fortuna transformando o óbvio em mantra para rebanhos que precisam se nutrir de futilidades. Diniz perdeu a chance de usar um espaço editorial de certo valor e respeitabilidade nacional para se postar como paladino do bem estar (um livro ambulante de auto-ajuda de gosto duvidoso) e vítima do implacável capital estrangeiro! O capitalismo deles é pior do que o nosso? Ruim exemplo aos leitores de Veja ! Já a capa da semanal, para não perder o costume, desce o sarrafo no moribundo Ze Dirceu e depõe contra o bom jornalismo. O texto se apóia no livro recém lançado pelo editor da própria periódica, Otavio Cabral, uma biografia não autorizada que revela o lado negro do endemoniado ex-ministro de Lula. Como se fosse o pior dos homens que já habitaram as salas e corredores enigmáticos do Palácio do planalto, Veja, sem dó nem piedade, mete o prego nas mãos e pés do Zé ! A revista mostra suas várias faces, suas infidelidades conjugais e arrisca afirmar que Dirceu e Lula não se bicavam! Tudo para sobrepor o jornalista à notícia, a maior afronta ao bom jornalismo !!! Quem quiser perder tempo que leia o livro. No restante das páginas apenas matérias sem sal … parece que o luto de Veja ainda não passou.

Na falta de temas importantes numa semana insossa, a Época capricha com o padre Marcelo Rossi na capa exemplificando matéria sobre a espiritualidade como arma contra a depressão. Não foi exatamente um furo: é assim desde … que o mundo é mundo. Ou desde quando Neandertal começou a venerar deuses para lidar com suas protoangústias. Deus nos acuda!!!  -Reportagem desnecessária.  Outra matéria mostra novas modalidades de ensino à distância, incluindo cursos gratuitos ministrados por universidades consagradas de países desenvolvidos – interessante, mas com o curioso patrocínio de uma instituição de ensino superior (a FGV) -. Cadê a credibilidade? Aécio Neves, entrevistado da semana na série “Líderes Brasileiros”, promete enxugar pela metade os ministérios, segue na inócua defesa do legado de FHC e se diz a favor do aborto e do casamento gay. Pensa num cabra politicamente correto? A coluna de Felipe Patury relata que o marqueteiro João Santana, depois de fazer campanhas na Venezuela, Panamá e Honduras, abriu uma empresa e uma produtora de vídeo na América Central. Talvez a única matéria relevante é a que mostra ser mero boato o suposto retorno do câncer de Lula.

Já a IstoÉ bate no calcanhar de Aquiles do governo Alckmin e estampa a escalada da violência na capital paulista, com fartura de números e descrição de casos de crimes cruéis e banais (depois de tantos anos do tucanado dirigindo o terceiro maior orçamento da América Latina e o resultado na segurança pública é que cidadãos honestos estão sendo cremados por bandidos por estarem com pouco dinheiro e a elite ainda tem que sair nos Jardins com jóias falsas para entregar a eles porque os arrastões já chegaram nos melhores restaurantes). O governador e sua política de segurança pública não são poupados e a matéria traz alguns bons exemplos, embora bastante conhecidos, de combate à criminalidade em Medellín, Nova York e Rio de Janeiro. Outra matéria conta que madre Teresa de Calcutá, prestes a ser canonizada, não era tão santa assim: tinha ligações com corruptos e histórico de abandonar doentes. Mas a história conta que outros com índole parecida ou pior viraram santos, papas e bispos. As semanais elegeram personagens em detrimento da noticia bem apurada. Preguiça jornalística ou falta de competência ?

Carta Capital resolveu ir para o Rio de Janeiro, na cidade, e apontar o dedo para uma “vasta porção da cidade do Rio que está à margem dos investimento da Copa”. Mas como, isso existe? Se olhar para o resto do Brasil vai entrar em pânico.

Na sua linha pendendo para a esquerda, resolver abrir os olhos dos seus leitores – e precisa? – para certos projetos conservadores que colocam em risco direitos das minorias e não são poucos, basta olhar o Site da Câmara e do Senado Federal para ver que há um bem emblemático que – a voz divina desceu na Câmara – quer definir que desde que o sêmen penetre o óvulo o resultado já é gente e abordo é crime, e um outro de dar inveja e saudade à Ku Klux Klan, pois quer diminuir a maioridade penal para aumentar o números de pretos e pobres nas cadeias brasileiras. Os conservadores fizeram esse caminho nos EUA, de aumentar a repressão e as penas, e o resultado foi espetacular incremento na população carcerária sem nenhum resultado na redução dos índices de violência. Também querem impedir homem casar com homem e mulher com mulher e por aí vai. A religião tentando tutelar a sociedade usando a mão grande do Estado. Se passar, o STF vão ter trabalho.

Na política a Revista, com o resultado das votações nas mãos,  especula que o PSB no Congresso é Dilma. Para compensar (?) o dedão apontado para o que não está sendo feito, a Revista entrevistou o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e deu-lhe o palanque para refutas as duras críticas da oposição e dos que não estão com muito boa vontade com a Copa de que as intervenções para os eventos esportivos possam aprofundar as disparidades econômicas, sociais e territoriais da cidade, exatamente a mesma pancadaria que recaiu sobre o estamento do velho Mandela quando resolveu fazer a Copa na África. Nesse tema não há consenso possível.

Grande semana a todos!

Abs

Mais Notícias

Cadastro News