DEBATE: OPAS APOIA “MAIS MÉDICOS”

O Governo Federal ganhou um importante aliado para o programa Mais Médicos, recentemente lançado, e que nessa semana foi objeto de manifestações de milhares de médicos por várias localidades do país e também de medidas judiciais das entidades corporativas dos médicos com o objetivo de suspender o programa através de medida liminar deferida pelo Poder Judiciário.

Para a OPAS o Ministério da Saúde alcançou, no primeiro momento, o alinhamento estratégico de atores relevantes no âmbito sanitário brasileiro em torno do Programa “MAIS MÉDICOS”. Segundo o representante da entidade, o CONASS, o CONASEMS e governos estaduais e municipais apoiam e contribuirão para o sucesso do Programa. A publicação da Medida Provisória Nº 621/2013 deu início à fase operacional do programa, a qual tem seus próprios desafios. O Brasil apresenta uma média de médicos com relação a sua população menor que a média regional e a de países com sistemas de referência, tanto no Continente Americano como em outras regiões do mundo. Para a Organização, as medidas de levar médicos, em curto prazo, para comunidades afastadas e de criar, em médio prazo, novas faculdades de medicina e ampliar a matrícula de estudantes de regiões mais deficientes, assim como o numero de residências médicas, são corretas, pois países que têm os mesmos problemas e preocupações do Brasil, estão colhendo resultados da implementação dessas medidas.

A OPAS é a mais importante entidade na área na América Latina e tem uma extenso histórico de atuação no Brasil na área da chamada medicina básica e tornou-se a mais importante referência do chamado movimento sanitarista, que foi o grande responsável pela luta, concepção e estruturação do SUS no Brasil

 

 

 

 

 

 

 

O Representante da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, em entrevista à Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde (ASCOM/MS) sobre o Programa “MAIS MÉDICOS”, informou que a Organização, nos últimos meses, tem assistido aos debates nacionais de intercâmbio de ideias sobre como fortalecer a atenção básica e primária no Brasil. A OPAS/OMS vem trabalhando com atores nacionais para dar seus aportes e vê com entusiasmo o recente pronunciamento do Governo Brasileiro sobre o Programa “MAIS MÉDICOS”. Essas últimas medidas guardam coerência com resoluções e recomendações da Organização sobre cobertura universal em saúde, fortalecimento da atenção básica e primária no setor saúde equidade na atenção à saúde da população. O Programa, também, está direcionado a construir uma maior equidade nos benefícios que toda a população recebe do SUS. O Brasil, atendendo às demandas da população, lançou esse Programa, que visa melhorar o acesso com qualidade aos serviços de saúde em comunidades distantes, além de reduzir desigualdades regionais. É, justamente, em comunidades mais afastadas dos centros urbanos onde existe uma maior falta de serviços de saúde.

Em longo prazo, a prática dos graduandos em medicina, por dois anos no sistema público de saúde, deve garantir, juntamente com o crescimento do sistema e outras medidas, maior equidade no SUS. 

 

OPAS/OMS Brasil
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A Organização Pan-Americana da Saúde é um organismo internacional de saúde pública com um século de experiência, dedicado a melhorar as condições de saúde dos países das Américas. A integração às Nações Unidas acontece quando a entidade se torna o Escritório Regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde. A OPAS/OMS também faz parte dos sistemas da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU).
A Organização exerce um papel fundamental na melhoria de políticas e serviços públicos de saúde, por meio da transferência de tecnologia e da difusão do conhecimento acumulado por meio de experiências produzidas nos Países-Membros, um trabalho de cooperação internacional promovido por técnicos e cientistas vinculados à OPAS/OMS, especializados em epidemiologia, saúde e ambiente, recursos humanos, comunicação, serviços, controle de zoonoses, medicamentos e promoção da saúde.

Todo esse esforço é direcionado para alcançar metas comuns, como iniciativas sanitárias multilaterais, traçadas pelos governos que fazem parte da OPAS/OMS, sempre com uma atenção especial aos grupos mais vulneráveis: mães e crianças, trabalhadores, idosos, pobres, refugiados e desabrigados.