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RESENHA DAS REVISTAS VEJA, ÉPOCA, ISTO É, CARTA CAPITAL

As semanais insistem em disputar uma espécie de segundona editorial! Na concorrência pelo troféu das “piores informativas da semana”, Veja se supera de novo nas páginas amarelas. Dessa vez a periódica nos traz a relevante postura política e social de Maycon Freitas … ele mesmo !!! Um “famoso” jovem carioca que criou o mundialmente conhecido UCC (União Contra a Corrupção). Coisa bem ao estilo salvador da pátria! Para economizar em adjetivos, positivos ou negativos, resta citar a seção cultural de Veja. Alguém sabe que o neto de Freud, Lucian Freud, era um pintor surrealista e agora tem vários dos seus quadros expostos no MASP ? E que os astros do hip-hop americano querem ser endeusados e não apenas ganhar dinheiro e fama ? Para fechar, o cineasta espanhol Pedro Almodovar nos presenteia com o seu novo filme “Os Amantes Passageiros”, uma comédia que retrata o descaso das autoridades do seu pais em relação a crise que vem minando a Espanha há mais de um ano. Conclusão: Veja não acrescenta nada e muito menos nos surpreende com suas páginas insossas.

No mesmo dia em que o Datafolha mostra o desmoronamento da aprovação a Dilma, a Época chega às bancas perguntando que fim levou a “estadista”. Mas talvez uma imagem mais representativa que a da silhueta da ausência presidencial, na capa da revista, fosse a de uma estátua de pedra: engolida pelas convicções inflexíveis e pela personalidade de cão, Dilma não consegue articular politicamente, desconfia de todos e patina com um governo sem foco claro. A revista descortina bem o quadro atual e lança propostas concretas para que o país evolua em combate à corrupção, saúde, transportes, educação e segurança. Vale para ampliar o debate. Matéria sutilmente irônica tira um sarro da modinha editorial e ensina a fórmula para publicar um romance erótico: uma porção de clichês, algumas cenas de sacanagem, uma “heroína” submissa e um final feliz. Nem precisa saber escrever. Sobre literatura de verdade, outra matéria conta a curiosa história da crítica pesada de Graciliano Ramos (o homenageado da Flip deste ano) que mudou a obra do então iniciante Guimarães Rosa. Ainda na seção cultural, Época explicita novamente a promiscuidade entre seus departamentos de jornalismo e comercial: quase colado à indicação para Bates Motel, da Universal Channel, eis que surge frondoso anúncio de página inteira da mesma série de TV. Até quando, Editora Globo?

Na mesma linha de Veja, a IstoÉ destaca na capa o fim da inércia dos três poderes com a onda de manifestações. A revista conjectura o rearranjo das forças para 2014, o novo patamar de fiscalização social, a pressão sobre Dilma, entre temas correlatos – nada de muito surpreendente. A edição como um todo, aliás, é bem fraca e traz temas batidos (o desempenho ruim de estudantes brasileiros em matemática) ou de relevância duvidosa (sobre culto a objetos de João Paulo II ou a alta média de gols na Copa das Confederações, aliás enganosa pela presença dos amadores do Taiti). Faltou inspiração na reunião de pauta. A revista ainda descobre e entrevista um sociólogo espanhol que considera Dilma “a primeira líder mundial a ouvir as ruas”. Se ouviu, não está entendendo nada.

A Carta Capital não fugiu da regra. Pela esquerda vem também sem grandes novidades. Faz a sua radiografia dos gritos das ruas para dizer que trata-se da maioridade do povo e evolui para propor uma Assembleia Constituinte exclusiva na qual os seus integrantes ficariam proibidos por dez anos de concorrer a cargos políticos. Uma viagem bonita separando a política da elaboração constitucional. Fala também de Sílvio Berlusconi que, apesar da idade, pegou 7 anos de prisão por manter relações sexuais com uma menor (menor?). Quanta saúde.

Berlusconi

Também retrata o novo filme de Almodóvar, uma sátira da crise espanhola.  Nada mais.

A Espanha tomou um sacode e vai atravessar o Atlântico no seu retorno para casa “andando de lado”e com o embornau cheio de gols e quando retornar para a Copa do Mundo certamente o trará muitas fraudas.

E que volte o Brasileirão e seus jogos mais ou menos dessa fase morna e não menos insossa do que as semanais ! Abs

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