APESAR DA POBREZA E DAS DIFICULDADES ECONÔMICAS, BRASIL É PARAÍSO PARA BANCOS

Matéria da UOL revelam que, apesar da crise econômica e da existência de problemas com pobreza, saúde e educação, ainda muito longe de encontrarem a superação, o Brasil tem sido um paraíso generoso para as instituições do mercado financeiro.

Sistematicamente, os bancos, ao longo da história, com ou sem crise, com índices de inadimplência altos ou baixos, seguem faturando alto.

 

 

Leia a matéria:

A Itaú SA4, holding que controla o banco Itaú Unibanco, anunciou lucro líquido de R$ 2,562 bilhões no 1º semestre, alta de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado. No 2º trimestre, o lucro da holding foi de R$ 1,184 bilhões, ante alta de R$ 1,112 em 2012, ajudada pelos resutados do maior banco privado no país. Enquanto a área de serviços financeiros entregou receitas 10% mais altas sobre um ano antes, a área industrial, que combina os recursos oriundos da Duratex, Elekeiroz e Itautec, viu a linha diminuir 26,7% no mesmo período. O bom resultado advindo do Itaú compensou o aumento de 120,2% em perdas não recorrentes no mesmo período.

Na semana passada, o banco divulgou avanço de 8,4% no lucro líquido no segundo trimestre, impulsionado por maiores spreads e menores provisões para calotes. O conselho da Itaúsa também divulgou nesta manhã a aprovação de juros sobre capital próprio de R$ 0,071 por ação, com pagamento a partir de 21 de agosto.

Lucro do Itaú Unibanco é maior que economia de 33 países

lucro de R$ 7,055 bilhões do Itaú Unibanco no primeiro semestre, divulgado na semana passada, é maior do que toda a economia de 33 países. De acordo com um levantamento feito pelo UOL com dados do Banco Mundial, os ganhos do maior banco privado brasileiro apenas no primeiro semestre (cerca de US$ 3,11 bi) são maiores do que o PIB (Produto Interno Bruto) de Aruba, Cabo Verde e Butão, por exemplo.

Os 33 países mais pobres do mundo ficam principalmente na África, Oceania, Ásia e América Central. O ranking do Banco Mundial compara a economia de 190 países.

Em 2012, a economia brasileira foi considerada a sétima maior do mundo, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França e Reino Unido.

Bancos brasileiros estão entre os que mais ganham com juros no mundo

Os juros cobrados pelos bancos brasileiros são um dos fatores que fazem os lucros serem cada vez maiores.

Segundo um levantamento do blog Achados Econômicos, o Itaú, apesar de ser só o 39º maior banco do mundo no ranking geral da revista britânica “The Banker”, é o 13º quando o assunto é cobrança de juros.

O conglomerado financeiro recebeu US$ 27,687 bilhões com empréstimos no ano passado.

Os três maiores bancos do país (Itaú, Banco do Brasil e Bradesco) ganharam, juntos, US$ 72 bilhões com juros em 2012.

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BANCOS COM JUROS DE 200% AO ANO E LUCROS BILIONÁRIOS: DEPUTADOS TRAEM O POVO

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Os meios de comunicação divulgaram hoje, numa rotina que assisto desde que me conheço por gente, o lucro das instituições financeiras no Brasil.

O lucro do Itaú subiu para R$ 3,5 bilhões no segundo trimestre de 2013, do Bradesco foi de aproximadamente R$ 3 bilhões e do Santander R$ 500 milhões.

Os dados dão conta que a inadimplência caiu no mesmo período e as taxas de juros se elevaram ou se mantiveram.

Esses dados eloqüentes dão conta do quando o Congresso e o Judiciário Brasileiro traem os interesses da população, sobretudo a mais pobre, quando permitem que os bancos capitalizem as altas taxas de juros que cobram no país.

Os números falam por si. O Itaú anunciou nesta terça-feira que encerrou o segundo trimestre com um lucro líquido de R$ 3.583 bilhões, uma alta de 8,44% em relação ao mesmo período do ano passado e um avanço de 3,2% sobre o trimestre anterior, isso numa conjuntura de crise econômica.

Também maior que o resultado obtido um ano antes, o lucro líquido recorrente do banco, que exclui ganhos e perdas extraordinários, totalizou R$ 3,622 bilhões entre abril e junho deste ano, 1% acima dos R$ 3,585 bilhões registrados no segundo trimestre de 2012 e 3,1% maior que o valor visto nos três primeiros meses deste ano.

A margem financeira diminuiu no segundo trimestre, o que impediu um desempenho melhor do lucro.

A margem financeira gerencial, que leva em conta operações com clientes e com o mercado (tesouraria), ficou em R$ 11,573 bilhões de abril a junho, ante R$ 13,521 bilhões no mesmo período do ano passado. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, a margem financeira do Itaú subiu R$ 47 milhões.

A inadimplência superior a 90 dias teve queda, indo de 4,5% em março para 4,2% em junho. Em doze meses, a redução foi de 1 ponto percentual.

A redução da inadimplência impactou também as despesas de provisões para calotes, que caíram R$ 1,227 bilhão na comparação com o segundo trimestre de 2012, totalizando R$ 4,912 bilhões entre abril e junho deste ano.

No crédito, o banco teve expansão de 8% em relação ao segundo trimestre de 2012, totalizando R$ 467,5 bilhões. A cifra também é 2,5% maior que o resultado do trimestre anterior (R$ 456,16 bilhões).

No entanto, assim como o Bradesco, o Itaú também revisou para baixo suas projeções para 2013. Agora, o banco espera que o crescimento da carteira de crédito neste ano fique entre 8% e 11%. No final de março, a projeção era entre 11% e 14%.

Para as despesas de provisões para calotes, o banco espera uma cifra entre R$ 19 bilhões e R$ 22 bilhões em 2013.

Na semana que passou o Bradesco havia anunciado um lucro de R$ 2,949 bilhões no mesmo período, 4,1% mais que no mesmo período do ano de 2012.

 

Hoje, o Santander Brasil divulgou que teve lucro líquido de R$ 501 milhões no segundo trimestre, queda de 9,73% em relação ao mesmo período do ano passado e 17,8% abaixo do resultado visto nos três primeiros meses de 2013.

A quem a nossa economia e as nossas instituições servem?

COM JUROS DE 200% NO CHEQUE ESPECIAL, CÂMARA DOS DEPUTADOS QUER BANCOS CAPITALIZANDO CONTRA O CONSUMIDOR

 

Apesar dos juros no Cheque Especial estarem atingindo a casa dos 200% ao ano, das taxas de juros no Brasil serem das mais altas do mundo, do esforço do Governo Brasileiro em tentar reduzir os juros, das taxas de inadimplência terem caído nos últimos anos, da economia ter se estabilizado, dos bancos brasileiros estarem entre os mais rentáveis do mundo, a tentativa de impedir a capitazação dos juros no Sistema Financeiro brasileiro não passou pelo que (ironicamente?) se chama de Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.

Um dos argumentos utilizados pelo deputado que deu parecer contra a boa iniciativa é o de que o STJ vem decidindo pela possibilidade da prática da capitalização dos juros. Ora, o STJ tem decidido assim justamente porque não há lei que proíba a capitalização dos juros. Aliás, durante muitos anos a jurisprudência do STF e do STJ se orientaram para proibir a imoralidade da capitalização (inclusive com Súmulas). Então o argumento é rematado cinismo.

É bom lembrar que a Usura é condenada até pela Bíblia.

Na verdade, a Comissão de Defesa do Consumidor agiu como o poder econômico das instituições financeiras orientam e, assim, agem para que o direito deixe de ser protagonista de uma imoralidade e permite que o economicismo que ofende o consumidor em todas as operações financeira siga galopando sem rédeas.

O que se pode esperar de deputados que tem no sistema financeiro um dos seus maiores doadores nas campanhas eleitorais? Nada além de ser serviçal dos bancos.

Comissão rejeita proibição da cobrança de juros sobre juros.

A Comissão de Defesa do Consumidor rejeitou na quarta-feira (10) o Projeto de Lei 205/11, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), que proíbe a cobrança de juros sobre juros. A prática implica a incorporação dos juros vencidos ao capital e a cobrança de juros sobre o montante capitalizado.

Gustavo Lima

Walter Ihoshi: proposta é incompatível com ordenamento jurídico brasileiro.
O relator, deputado Walter Ihoshi (PSD-SP), recomendou a rejeição da proposta. Entre outros argumentos, ele disse que a medida é incompatível com o ordenamento jurídico vigente. Conforme explicou Ihoshi, por diversas vezes, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que juros capitalizados podem ser cobrados, inclusive em operações com período inferior a um ano.

Ainda segundo o relator, o Banco Central é o órgão responsável por regular a questão, como determina a legislação vigente. Portanto, o projeto não pode alterar o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), como pretende o autor.

Padrão internacional
Do ponto de vista econômico, Walter Ihoshi lembrou que a incidência de juros sobre o montante de juros vencidos segue uma padronização internacional. “O afastamento desse padrão confundiria a análise de indicadores econômico-financeiros brasileiros, dificultando sua comparação a indicadores de outros países. A incerteza na análise dificultaria a decisão de empreendedores internacionais interessados em atuar em nosso mercado”, afirmou o relator.

Por fim, Ihoshi lembrou que a proposta teria efeitos na remuneração da caderneta de poupança. “Se aplicada à poupança, a proposição vai alterar a remuneração do pequeno investidor, que atualmente capitaliza juros sobre juros.”

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.