MINISTÉRIO PÚBLICO ARQUIVA DENÚNCIA CONTRA CLAYTON CAMARGO

A Procuradoria Geral de Justiça determinou o arquivamento do inquérito civil instaurado para investigar denúncia de um particular de suposto tráfico de influência e venda de sentença que teria sido praticado em julgamento no Tribunal de Justiça do Paraná e que, apesar de não ter participado do referido julgamento, também era dirigida contra o Presidente do Tribunal de Justiça, Clayton Coutinho Camargo.

O caso envolvia o julgamento de um processo de separação judicial com consequente disputa pela guarda de filho e uma das partes não se satisfez com o resultado do julgamento, do qual Camargo não participou, e denunciou que o resultado teria sido resultado de tráfigo de influência e venda de decisão.

Segundo o procurador que subscreveu a ordem de arquivamento, “a permanência do inquérito civil em relação a este [o Presidente do TJ] – que dada a relevância do cargo que ocupa acaba virando o foco principal da investigação – fere não só a imagem pública e o direito individual do Desembargador CLAYTON COUTINHO DE CAMARGO, em conflito e desrespeito ao princípio constitucional da presunção de inocência, mas também porque ofende, golpeia, a própria imagem do Poder Judiciário Paranaense, que cai em descrédito desnecessariamente em razão de uma investigação inversa a ordem dos fatos imputados e lastreada em declarações unilaterais e sem comprovação”, frisou o representante do Ministério Público, Arion Rolin Pereira, delegado para atuar nos autos, e que, portanto, considerou que não existia nenhuma prova que justificasse a investigação o envolvimento do Camargo no caso. A investigação prossegue em relação aos demais envolvidos.