NEIVA DESISTE. DISPUTAM O TJ: DEMETERCO, ARENHART, MIGUEL PESSOA, ROBSON CURY E GUILHERME GOMES

Os candidatos se reuniram e avaliaram que o número de 6 na corrida pela presidência do TJ poderá gerar impugnações, já que a Lei Orgânica da Magistratura permite somente 5 candidaturas. A solução foi alguém desistir e quem mostrou o desprendimento foi o desembargador Neiva de Lima. Desistiu de disputar a presidência e agora a corrida tem apenas 5 desembargadores para a eleição da próxima quinta-feira.

O Desembargador Neiva enviou carta aos colegas.

Estimado colega

Peçam-me tudo e eu lhes darei: peçam-me as vestes, o meu alimento, a minha habitação. Posso ficar desnudo, esquálido e sem teto e ainda assim sobreviverei, só não me peçam que transija em meus princípios sem os quais não viverei.

Candidatei-me à Presidência do Tribunal de Justiça, certo que o singular momento que atravessamos estava a exigir coragem e destemor para enfrentar as adversidades na defesa intransigente da instituição e serenidade para fazê-lo sem arroubos que a comprometam, com a liturgia própria do magistrado.

Ciente que cada gesto e ação praticada por cada um de nós projeta-se em todos e na própria instituição. Somos um e somos todos.

A busca do consenso era o discurso que me embalava por crer e continuar crendo ser este o melhor caminho nesta hora difícil que atravessamos. Sem que isto implique no desrespeito ao sagrado direito de o Desembargador candidatar-se.

Com este espírito compareci à reunião convocada pelo Desembargador Paulo Vasconcelos com os demais candidatos.

Na oportunidade, levantada por um dos presentes a questão referente ao artigo 102 da LOMAN e firmado o compromisso nobre e leal de todos os presentes em não impugnarem candidaturas, restou a indagação. E se alguém do povo o fizesse? Era o dado que eu desconhecia, o reconhecimento pelo CNJ da legitimidade de terceiro de impugnar candidaturas daquele que não estivesse entre os cinco mais antigos. A regra não me atingiria, portanto poderia legalmente concorrer.

Mas havia uma verdade que eu levantei. E o fiz espontaneamente. Afinal, se juiz é garimpeiro da verdade, como posso dela me afastar? Ou buscá-la tão só nos autos? Há de fazer parte do meu cotidiano. Eu fui o último a registrar a candidatura. Não o fiz por certo para impedir a candidatura de quem quer que seja. E sim embalado pelo sonho de prestar serviços no comando do órgão a que pertenço há mais de 35 anos e por me sentir em condições de presidir esta Corte.

Como poderia quem, pregando o consenso, manter uma candidatura que impedisse outra anteriormente inscrita, ainda que eu fosse mais antigo? A manutenção de seis candidaturas poderia levar a eleição a ser impugnada expondo ainda mais o Judiciário paranaense.

A coerência me acompanha. Não posso dissociar meus gestos e aspirações da ética.

Desisto do sonho, mas não desisto dos meus princípios de continuar dignificando o Tribunal a que orgulhosamente pertenço, é por ele que renuncio ao pleito.

As candidaturas postas, bem sei, honrarão os votos que receberão.

Estou certo “que o nosso canto de vida é, agora mais do que nunca, um canto à justiça e ao Juiz que a torna viva”.

E que com princípios continuaremos vivendo.

Parabéns Tribunal de Justiça do Paraná pela excelência dos cinco candidatos que postulam à sua presidência.

Parabéns, Desembargador Sérgio Arenhart, Desembargador Miguel Thomaz Pessoa Filho, Desembargador Robson Marques Cury, Desembargador Antenor Demeterco Júnior e Desembargador Guilherme Luiz Gomes, pela trajetória de vida que os tornam dignos de minha admiração.

Aos que me incentivaram, a minha perene gratidão.

A todos, meu fraternal abraço.

LUIZ SÉRGIO NEIVA DE LIMA VIEIRA

 

Eleição à presidência do TJPR tem seis candidatos

Seis desembargadores são candidatos às eleições para a presidência do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), que será realizada na próxima quinta-feira (3/9).

O novo presidente vai cumprir o tempo de mandato restante deixado pelo Desembargador Clayton Camargo, ou seja, até janeiro de 2015.

Dos que disputaram com Clayton Camargo apenas Sérgio Arenhart e Guilherme Gomes voltam a se candidatar, este último empatou em votos e perdeu pela idade para o ex-presidente.

Oficializaram sua candidatura os Desembargadores Antenor Demeterco Júnior, Sérgio Arenhart, Luiz Sérgio Neiva de Lima Vieira, Miguel Thomaz Pessoa Filho, Robson Marques Cury e Guilherme Luiz Gomes.

O colegiado é de 120 desembargadores.

As inscrições já estão encerradas.

Antenor Demeterco Júnior

Filho de Antenor Demeterco e Lúcia Zanier Demeterco, nasceu em Curitiba (PR), no dia 31 de maio de 1944. Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná, em 1967 e cursou Administração Pública e Municipal, em Madrid, Espanha. Após Concurso Público, ingressou na Magistratura como juiz substituto, em 1970, exercendo suas funções nas Comarcas de Santo Antonio da Platina, Joaquim Távora, Ribeirão do Pinhal, Wenceslau Brás, Tomazina, Ibaiti, União da Vitória, Palmas e São Mateus do Sul. Após novo Concurso, em 1974, foi nomeado juiz de Direito da Comarca de Capanema, judicando, ainda nas Comarcas de Palmeira, Loanda, Londrina e Curitiba. Na Capital, atuou junto às 11ª e 6ª Varas Cíveis. Foi diretor do Fórum Cível da Capital nos dois períodos. Em fevereiro de 2002 foi promovido ao cargo de Juiz de Alçada. Em 3 de fevereiro de 2005 foi elevado ao cargo de desembargador.

Sérgio Arenhart

Filho de Benno Arenhart e Therezinha Bellinaso Arenhart, nasceu em Joaçaba (SC), no dia 29 de janeiro de 1945. Formou-se pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em 1969. Aprovado em Concurso Público em 1969 para juiz substituto, exerceu suas funções nas Comarcas de Cascavel, Foz do Iguaçu, Matelândia, Capanema, Medianeira, Toledo, Formosa do Oeste, Guaraniaçu, Telêmaco Borba e Marechal Cândido Rondon. Após novo Concurso, em 1970, foi nomeado juiz de Direito da Comarca de Curiúva, judicando, ainda, nas Comarcas de Medianeira, Bandeirantes, Londrina e Curitiba. Em março de 1995 foi promovido ao Tribunal de Alçada. Em 5 de dezembro de 2003 foi promovido pelo critério de merecimento ao cargo de desembargador. Ocupou os cargos de 2° e 1º Vice Presidente do TJ.

Luiz Sérgio Neiva de Lima Vieira

Filho de Valdolino Vieira e Maria de Lourdes Ramos Neiva de Lima Vieira, nasceu em Sertanópolis (PR), no dia 27 de outubro de 1945. Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná, em 1970, e em Sociologia Política e Administração Pública pela PUC, em 1969. Possui os cursos de Mestrado em Direito Constitucional, Especialização em Direito Civil e Processo Civil e Especialização em Direito Internacional. Atuou como membro da Comissão da Reforma Política Eleitoral do TSE. Exerceu a advocacia até 1977, quando foi aprovado em Concurso para juiz substituto, porém não assumiu. Em 1978, após aprovação em novo Concurso, iniciou a carreira na magistratura na Comarca de Laranjeiras do Sul, judicando, também, nas Comarcas de Guaraniaçu, Terra Roxa, Palotina e Foz do Iguaçu. Em 28 de fevereiro de 2003 foi promovido ao cargo de Juiz do Tribunal de Alçada. Em 3 de fevereiro de 2005 foi promovido ao cargo de desembargador.

Miguel Thomaz Pessoa Filho

Filho de Miguel Thomaz Pessoa e Helena Alice Withers Pessoa, nasceu em Irati (PR), no dia 13 de março de 1945. Formou-se pela Faculdade de Direito de Curitiba, em 1970. Em 1972 foi aprovado em Concurso Público para juiz substituto, exercendo suas funções na Comarca de Ponta Grossa. Após novo Concurso, em 1977, foi nomeado juiz de Direito da Comarca de Andirá, judicando, ainda, nas Comarcas de Ivaiporã, Apucarana e Maringá. Por designação atendeu também, no interior do Estado, as Comarcas de Palmeira, Imbituva, Ipiranga, Teixeira Soares, Campo Largo, Bandeirantes, Marialva e Mandaguari. Em 1988 foi removido para Curitiba. Foi diretor do Fórum de Delitos de Trânsito da Capital de 1991 a 1993. Foi convocado para substituir no Tribunal de Justiça junto à 1ª Câmara Criminal e designado para integrar grupo que elaborou anteprojeto de Lei, visando a implantação de Juizados Especiais. Em junho de 1995 foi promovido ao Tribunal de Alçada. Promovido por merecimento ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça  em 13 de agosto de 2004.

Robson Marques Cury

Filho de Annis Cury e Theodolinda Marques Cury,  nasceu em Tibagi (PR), no dia 23 de agosto de 1948. Formou-se pela Faculdade de Direito de Curitiba, em 1972 e pela Faculdade de Ciências Econômicas da Fundação de Estudos Sociais do Paraná, em 1973. Em 1976 foi aprovado em Concurso Público. Como juiz adjunto exerceu suas funções na Comarca de União da Vitória. Após novo Concurso, em 1978, foi nomeado juiz de Direito da Comarca de Dois Vizinhos, judicando, ainda, nas Comarcas de Cerro Azul, Toledo, Cascavel. Em 1990, foi removido por merecimento para Curitiba. . Em 1995 assumiu como juiz substituto em 2º Grau. Foi professor da Faculdade de Administração de União da Vitória (1978), professor da Unioeste, em Toledo (1982/1990) e professor da Escola da Magistratura (1996). No dia 14 de abril de 2000 foi promovido ao Tribunal de Alçada. Em 3 de fevereiro de 2005 foi promovido ao cargo de desembargador.

Guilherme Luiz Gomes

Natural de Curitiba (PR), nascido em 23 de julho de 1950 e formado pela Faculdade de Direito de Curitiba. Ingressou na carreira da Magistratura no ano de 1982, por meio de Concurso Público, atuando como juiz substituto nas Seções Judiciárias de Umuarama e Foz do Iguaçu e como juiz de Direito titular nas Comarcas de Matelândia, Umuarama, São José dos Pinhais, Ponta Grossa e Curitiba. Foi presidente da Amapar no biênio 1996/1997, juiz do Tribunal Regional Eleitoral, juiz da 2.ª Turma Recursal do Juizado Especial Cível de Curitiba e juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça. Nomeado como juiz do Tribunal de Alçada do Estado do Paraná em 28 de setembro de 2004. Em 3 de fevereiro de 2005 foi elevado ao cargo de desembargador.

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