SEMANA DE BOAS NOTÍCIAS PARA DILMA NA ECONOMIA

 

A rainha Dilma vive uma semana virtuosa.

Começou fazendo discurso na ONU e com a notícia de que o Governo Federal arrecadou R$ 83,956 bilhões em impostos e contribuições no mês de agosto, recorde para o período e um crescimento real de 2,68% em relação ao mesmo período de 2012, descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), segundo a Receita Federal.

Os dados dão credibilidade às palavras de Alexandre Tombini de que a economia brasileira está preparada para a transição que deverá experimentar a economia internacional com a retirada dos incentivos do governo norte-americano e pelos países ricos para combater a crise de 2008 o que, em tese, deverá atrair capitais para lá em detrimentos dos países em desenvolvimento. Mas não se sabe quando essa transição começará efetivamente e quanto tempo vai durar.

Agora é a Confederação Nacional da Indústria (CNI) quem dá boa notícia para Dilma, aumentando a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% para 2,4% neste ano, segundo o Informe Conjuntural divulgado hoje (25). A inflação deve cair de 6% para 5,8%.

A estimativa da confederação foi feita agora em setembro, no encerramento do terceiro trimestre do ano.

O PIB da indústria, com alta de 1,4%, representa melhora em comparação com o recuo de 0,8% registrado em 2012. De acordo com o Informe Conjuntural, a inflação oficial de 5,8% indica que o governo deverá reajustar a taxa básica do juros (Selic) para 9,75% ao final de 2013. Baseada nestes números, a CNI prevê que a taxa média real de juros será 1,9% ao ano, inferior à registrada no ano passado, quando chegou a 3,1%. Agência Brasil.

Nesse ritmo Dilma não terá dificuldade para se reeleger em 2014, eis que a questão fundamental na eleição será a economia.

TOMBINI DIZ QUE ECONOMIA BRASILEIRA ESTÁ PREPARADA PARA TRANSIÇÃO

 

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, tem ressaltado que está em curso, na economia mundial, um processo que levará ao fim dos estímulos utilizados pelos países ricos para combater a crise iniciada em 2008. Ele também argumenta que o Brasil está preparado para enfrentar essa transição, que envolve a eventual alta dos juros internacionais, pois o país “tem bons fundamentos macroeconômicos e possui robustas reservas internacionais”.

Tombini reiterou essa posição – que já havia apresentado na semana passada – durante a audiência pública realizada nesta terça-feira (24) pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE). Ele repetiu que a transição para “condições monetárias mais próximas da normalidade” já começou nas economias mais avançadas, com destaque para os Estados Unidos.

– O mercado financeiro aguarda o início efetivo da redução dos estímulos monetários para algum momento no futuro – observou.

Reservas: colchão de segurança

Ao citar exemplos que comprovariam a solidez macroeconômica do Brasil, Tombini lembrou que o país é, atualmente, credor internacional líquido. Também assinalou que as reservas internacionais do país aumentaram quase US$ 90 bilhões nos últimos dois anos, alcançando um total de US$ 370 bilhões.

Segundo Tombini, esse “colchão de segurança e liquidez” permite ao Banco Central oferecer o chamado hedge (proteção) aos agentes econômicos e liquidez aos diversos segmentos do mercado, “neste momento em que há maior volatilidade no mercado financeiro e maior aversão ao risco”.

Outro ponto positivo, frisou, é a mudança na composição dos recursos estrangeiros que entram no país: Tombini disse que aumentou a participação dos capitais de longo prazo e houve uma “moderação” na participação dos capitais de curto prazo.

Contraponto

Por outro lado, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que participou da audiência com Tombini, alertou para os números das contas externas brasileiras, “que não são dos mais razoáveis”. Dornelles recordou, por exemplo, que a balança comercial do país no ano passado registrou um superávit de US$ 20 bilhões, enquanto neste ano as projeções “mais otimistas” indicam um superávit entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões.

– E o déficit nas contas financeiras vem aumentando – advertiu.

Em meio a tal situação, Dornelles demonstrou preocupação quanto à capacidade dos investimentos diretos e investimentos financeiros vindos do exterior para cobrir o déficit em conta corrente.

Agência Senado

ADVERSÁRIA DIFÍCIL: APESAR DA CRISE, BOAS NOTÍCIAS FORTALECEM DILMA

Duas boas notícias mostram que a rainha Dilma não será uma adversária difícil de ser batida.

Apesar da crise econômica cantada nos quatro cantos pelos comentaristas econômicos, a Receita Federal anunciou que o Governo Federal arrecadou R$ 83,956 bilhões em impostos e contribuições no mês de agosto, recorde para o período e um crescimento real de 2,68% em relação ao mesmo período de 2012, descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

No acumulado do ano a arrecadação federal somou R$ 722,234 bilhões, alta de 0,79% na comparação com o mesmo período do ano passado, também descontado o IPCA. Em termos nominais, a arrecadação aumentou R$ 48,658 bilhões de janeiro a agosto deste ano, sem a correção, pela inflação, dos valores arrecadados no mesmo período do ano passado.

De acordo com a Receita, entre os principais fatores que influenciaram a arrecadação está o desempenho dos principais indicadores macroeconômicos, incluindo a produção industrial, com crescimento de 1,35% entre dezembro de 2012 e julho de 2013, e a venda de bens e serviços (3,96% na mesma comparação). Houve ainda, no período, aumento da massa salarial, de 11,65% e do valor em dólares das importações, com acréscimo de 4,63%. Todos os percentuais com fato gerador em julho e influência na arrecadação de agosto.

Também foi divulgado hoje o resultado preliminar do Censo Escolar de 2013 que mostra que, em todo o país, 40.366.076 estudantes estão matriculados na educação básica das redes pública estadual e municipal de ensino. A informação foi publicada na edição de hoje (23) do Diário Oficial da União.

As matrículas referem-se a creche, pré-escola, ensinos fundamental e médio, educação de jovens e adultos e educação especial. Abrangem ainda as áreas urbanas e rurais e a educação em tempo parcial e integral.

No resultado preliminar, com mais de 600 páginas, estão detalhadas as matrículas de cada município do país. O número de estudantes matriculados na educação especial é 653.378, e os demais estudantes, 39.712.698.

Com a publicação dos dados preliminares, os estados e municípios têm 30 dias para retificar números que possam estar incorretos, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Após o prazo, o Inep vai divulgar o censo escolar final.

Os dados não contabilizam as matrículas das redes federal e privada de ensino (Agência Brasil).

Leia mais:

23.09.13