THE ECONOMIST: BANCA FINANCEIRA DESCONTENTE COM MANTEGA

A avaliação sarcástica da Economist sobre Mantega é uma crítica às recentes mudanças de posição do ministro, face à piora do ambiente macroeconômico brasileiro.

A publicação destaca que o Brasil vive um momento difícil, com crescimento abaixo das expectativas e inflação em alta.

Além disso, a revista britânica diz que o atual governo vem descuidando dos pilares macroeconômicos construídos durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

De acordo com a publicação, desde o segundo mandato do governo Lula – e mais recente com Dilma na presidência -, “a fórmula por trás do sucesso do Brasil foi abandonada”.

Ela afirma que o Brasil abdicou do controle da inflação em busca do crescimento, tomando, para isso, medidas avaliadas como erradas pela revista, como a redução dos juros, apesar de uma subida dos preços.

A revista The Economist, oráculo do neo-liberalismo, voltou a atacar o ministro Guido Mantega afirmando que os gastos públicos do Brasil aumentaram e que o o governo se distanciou da meta de superávit primário (a economia a ser realizada para pagar os juros da dívida) e que para cumpri-la o governo produz o que os analistas econômicos chamam de ‘contabilidade criativa’.

Para o Economist falta independência ao Banco Central do Brasil, os erros na condução da economia brasileira está “confundindo os investidores” e aumentando a desconfiança do mercado.

As críticas da revista a Mantega, no entanto, só reforçam a sua posição no Governo.