COM “CRISE”, A ELITE BRASILEIRA GASTA US$ 2,227 BI EM TURISMO NO EXTERIOR. E SONEGA 300 BILHÕES.

O Relatório do Setor Externo do Banco Central do Brasil, divulgado hoje nesta terça-feira (24) pelo chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Túlio Maciel, mostra que no acumulado de janeiro a agosto, o déficit na balança de turismo chega a US$ 12,233 bilhões, com expansão de 21,40% em relação aos US$ 10,076 bilhões de déficit no mesmo período de 2012.

É que os gastos com turismo dos brasileiros no exterior, apesar da desvalorização do real em relação ao dólar em agosto, somaram US$ 2,227 bilhões.

15,80% a mais que no mesmo período do ano passado.

O gasto dos turistas estrangeiros no Brasil foi US$ 517 milhões (4,6% a menos que os US$ 542 milhões de igual mês de 2012).

 

O país ficou com déficit de US$ 1,710 bilhão no mês, e os gastos cresceram 23,82% em relação ao déficit de US$ 1,381 bilhão em agosto de 2012.

NA COPA DAS CONFEDERAÇÕES

Enquanto os brasileiros gastam mais no exterior, os estrangeiros deixam menos dólares no Brasil. Situação já verificada em julho, quando as despesas somaram US$ 2,214 bilhões e as receitas ficaram em US$ 539 milhões, com déficit mensal de US$ 1,674 bilhão. Números próximos a agosto, e pelas contas de Túlio Maciel, o ritmo de gastos foi mantido em setembro, pois até a última sexta-feira (20) o déficit com turismo no mês somava US$ 1,207 bilhão. “Não temos observado desaceleração de gastos com viagens”, disse.

IMPOSTOMETRO REVERSO

Brasileiros sonegaram R$ 300 bilhões em tributos neste ano

Os brasileiros sonegaram R$ 300 bilhões em tributos até agora em 2013. A quantia supera a riqueza produzida pela maioria dos estados. Até o fim do ano, o valor que deixa de chegar aos cofres públicos deverá atingir R$ 415 bilhões, o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB), soma dos bens e serviços produzidos no país, estima o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).

O Sinprofaz desenvolveu um placar online da sonegação fiscal no Brasil. Chamada de Sonegômetro, a ferramenta permite acompanhar em tempo real o quanto o país deixa de arrecadar todos os dias. Os números são atualizados constantemente no endereço eletrônico www.sonegometro.com.

De acordo com o estudo, se não houvesse sonegação de impostos, o peso da carga tributária poderia ser reduzido em até 20% e, ainda assim, o nível de arrecadação seria mantido. A ação faz parte da campanha Quanto Custa o Brasil pra Você?, criada pela entidade em 2009.

A contagem começou em 1º de janeiro. O valor sonegado até o momento é superior à arrecadação do Imposto de Renda em 2011 (R$ 278,3 bilhões). Na comparação com o PIB dos estados, a sonegação estaria em quarto lugar entre as 27 unidades da Federação.

Os R$ 300 bilhões que o governo deixou de receber até agora só estão atrás do PIB de São Paulo (R$ 1,248 trilhão), do Rio de Janeiro (R$ 407 bilhões) e de Minas Gerais (R$ 351 bilhões). A quantia sonegada, informa o Sinprofaz, equivale a mais do que a riqueza produzida pelo Rio Grande do Sul (R$ 252,5 bilhões), pelo Paraná (R$ 217 bilhões) e pelo Distrito Federal (R$ 150 bilhões).

Para chegar ao índice de sonegação, o levantamento do Sinprofaz selecionou 13 tributos que correspondem a 87,4% da arrecadação tributária no Brasil. Os principais tributos analisados foram os impostos de Renda (IR), sobre Produtos Industrializados (IPI) e sobre Operações Financeiras (IOF), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), aContribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e os impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e sobre Serviços (ISS).

O Sinprofaz também incluiu no estudo as contribuições dos empregadores para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e os pagamentos de patrões e empregados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Amanhã (25), o Sinprofaz instalará um painel móvel em Brasília com os números da sonegação. O placar circulará nas proximidades do Congresso Nacional. O sindicato também promoverá a distribuição de materiais educativos.

 

Agência Brasil