FRUET CRIA DOR DE CABEÇA PARA BETO COM A TARIFA METROPOLITANA DE ÔNIBUS

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Pedido foi de R$ 145 milhões para manter a Rede Integrada

A Prefeitura de Curitiba encaminhou nesta sexta-feira (18) ao Governo do Estado pedido para renovação do subsídio para manutenção da Rede Integrada de Transporte (RIT), que permite que usuários de Curitiba e de outros 13 municípios da região paguem a mesma tarifa de ônibus.

O convênio atual, por meio do qual o governo mantém subsídio de R$ 5 milhões/mês à RIT, é valido até fevereiro do próximo ano, totalizando R$ 40 milhões, entre julho de 2013 e fevereiro de 2014.

Se considerada apenas a inflação medida pelo INPC  – projetada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 5,9% para o período entre fevereiro de 2013 e fevereiro de 2014 –, serão necessários R$ 145 milhões em subsídio para manutenção da tarifa da RIT a R$ 2,70 no ano que vem. São R$ 95 milhões para as linhas metropolitanas e R$ 50 milhões para as linhas da Capital.

O contrato assinado com as empresas operadoras do sistema após a licitação de 2009 prevê reajuste da tarifa técnica (valor repassado às empresas) a partir do dia 26 de fevereiro de cada ano.

Se levado em conta apenas o INPC, a tarifa técnica metropolitana, que hoje é de R$ 3,96, passaria para R$ 4,20. Já a tarifa técnica integrada, que hoje é de R$ 2,99, passaria a R$ 3,17. A tarifa técnica só de Curitiba, que hoje é de R$ 2,74, seria de R$ 2,91.

No ofício encaminhado à Comec , a Urbs informa que a projeção de subsídio para 2014 foi feita “dentro de uma perspectiva otimista, notadamente no que diz respeito ao item pessoal e benefícios, cujo reajuste limitou-se à projeção do que se espera variar o INPC no período, o que não corresponde ao ocorrido nos últimos anos”.

Em 2013, por exemplo, a correção salarial de motoristas e cobradores (um dos itens que compõem a tarifa) ficou em 10,5% – acima do INPC do período, que foi de 6,77%.

“Estamos antecipando esta discussão para dar segurança aos usuários de todos os municípios da RIT. Este ano, vivemos um grande impasse para renovação do subsídio e não queremos que isso se repita”, explica o presidente da URBS, Roberto Gregório.

Hoje, apesar de os usuários pagarem tarifa de R$ 2,70, as empresas recebem R$ 2,99 por passageiro. A diferença é bancada com o subsídio mantido pela Prefeitura e Estado.