IBOPE DÁ DILMA NA FRENTE: O QUE FARÁ CAMPOS NO SEGUNDO TURNO DE DILMA CONTRA AÉCIO OU SERRA?

A nova composição do quadro eleitoral, construída a partir do ingresso de Marina Silva no PSB de Eduardo Campos, coloca Dilma Rousseff como vitoriosa já no primeiro turno em 2014, tal como revelou a mais recente pesquisa do instituto Ibope e divulgada nesta quinta-feira (24), em parceira com a Rede Globo e Estadão, e ouviu 2.002 eleitores em 143 municípios entre os dias 17 e 21 de outubro, com margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Assim, com Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) no campo da oposição Dilma teria 41% dos votos contra 14% de Aécio e 10% de Campos.

Se o PSB e o PSDB trocarem seus candidatos o desempenho da oposição melhora e a eleição vai para o segundo turno. Dilma teria 39%, Marina 21%  e Serra 16%, ainda assim numa situação de empate técnico com a soma dos dois. Como mais candidatos se apresentarão, nesse cenário hoje teríamos um segundo turno certo.

No terceiro cenário Marina teria 21%, Dilma 39% e Aécio 13%.

No quarto, Dilma 40%, Serra 18% e Campos 10%.

Já no segundo turno Dilma ganha de todos. De Marina por 42% a 29%. Contra Campos por 45% a 18% e contra Aécio por 47% a 19%. Contra Serra por 44% a 23%.

Há no ar uma pergunta que não vai calar: como se comportarão Campos e Marina num eventual segundo turno de Dilma contra Aécio ou Serra?

A presença de Marina no PSB não mudou a sorte de Eduardo Campo e Aécio patina.

Tanto Campos quanto Aécio terão que conviver dentro dos seus partidos com o crescimento da sombra de Marina e Serra, que tende a  ser cada vez maior quanto maior for a proximidade do processo eleitorial. Será uma fonte permanente e inesgotável de fofoca, factóides e intrigas.

O Deputado Federal Roberto Freire previu que a ida de Marina para o PSB foi um erro por eliminar uma candidatura no campo das oposições e parece que estava certo.

 

UOL

SUCESSÃO PRESIDENCIAL – CENÁRIO 1

Dilma Rousseff (PT) 41%
Aécio Neves (PSDB) 14%
Eduardo Campos (PSB) 10%
Branco/Nulo/Nenhum 22%
Não sabe 13%
Pesquisa feita entre os dias 12 a 21 deste mês, em 143 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais

SUCESSÃO PRESIDENCIAL – CENÁRIO 2

Dilma Rousseff (PT) 39%
Marina Silva (PSB) 21%
Aécio Neves (PSDB) 13%
Branco/Nulo/Nenhum 16%
Não sabe 11%
Pesquisa feita entre os dias 12 a 21 deste mês, em 143 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais

SUCESSÃO PRESIDENCIAL – CENÁRIO 3

Dilma Rousseff (PT) 39%
Marina Silva (PSB) 21%
José Serra (PSDB) 16%
Branco/Nulo/Nenhum 15%
Não sabe 10%
Pesquisa feita entre os dias 12 a 21 deste mês, em 143 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais

Pesquisa anterior

A última pesquisa feita pelo Ibope, divulgada em 26 de setembro, trazia um cenário com Marina Silva e Eduardo Campos na mesma disputa. Na época, a ex-senadora ainda tentava obter na Justiça Eleitoral o registro da Rede Sustentabilidade. No levantamento, a presidente tinha 38% das intenções, contra 22% de Marina, 13% de Aécio e 5% de Campos (UOL).

Leia mais:

12.10.2013

DATA FOLHA DIZ QUE FREIRE ESTAVA CERTO: A RAINHA DILMA AINDA É REELEITA EM QUALQUER COMBINAÇÃO

A pesquisa do instituto Datafolha realizada na sexta-feira (11) jogou o primeiro balde de água fria no frenesi criado com a surpreendente filiação de Marina Silva no PSB.

Agora, segundo o DataFolha, a rainha Dilma teria 42% das intenções de voto,  Aécio 21% e Campos 15%. Votos em branco, nulo ou nenhum totalizam 16% e outros 7% não sabem em quem votar. Ou seja, a galinha é morta já no primeiro turno e com uma bela dianteira de 8%.

Trata-se de uma pesquisa com 2.517 entrevistas em 154 municípios e com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

A pesquisa trabalhou ainda com 4 cenários diferentes, substituindo Campos por Marina, no PSB e Aécio por José Serra no PSDB.

Em três combinações a rainha Dilma não teria índice suficiente para garantir a reeleição no primeiro turno e esse será o pesadelo de Eduardo Campo e Aécio Neves daqui para a frente.

É que com Marina e Serra a vida da rainha Dilma fica mais difícil.

Dilma teria 37% dos votos, Marina 28%, Serra 20%, brancos, nulos e nenhum, 10%, e não sabem, 5%. Teríamos segundo turno.

Dilma teria 40%, Serra, 25%, e Campos 15%, brancos, nulos e nenhum, 15%, e não sabem, 6%. Teríamos segundo turno.

Dilma teria 39%, Marina 29%, Aécio 17%, brancos, nulos e nenhum, 10%, e não sabem, 5%. Teríamos segundo turno.

Campos ainda vai ter que remar muito para um lugar ao sol.

Assim, ou Aécio ou Campos teriam que sair da disputa. Uma bela confusão interna no PSB e no PSDB a ser observada nos próximos meses.

É bem verdade que o Datafolha diz que a  rainha Dilma venceria todas as simulações de segundo turno, resultando que as modificações trariam para a rainha apenas a necessidade de aumentar um pouco o esforço.

A vitória mais apertada seria contra Marina, 47% a 41%, e ai está o drama do PSB.

Contra Aécio Neves a rainha teria 54%  31%,

Contra Serra a rainha seria reeleita por 51% a 33%.

O maior índice de rejeição é ao nome de José Serra: 36% não votariam nele. Normal para ele. Dilma tem rejeição de 27%, baixíssima para que  viveu a crise recente. Campos 25%, alta para um novato que surfou nas benesses do governo federal até agora. Aécio tem 24%, alta para alguém tão charmoso. E tem Marina, 17%, a menor rejeição, normal para quem assume tão poucos compromissos.

Ou seja, a rainha Dilma é uma adversária muito dura para qualquer um deles.

Roberto Freire estava certo, melhor 3 candidaturas na oposição do que apenas duas.

Veja que o índice de popularidade de Dilma se estabilizou e agora tem recuperação mais lenta. Subiu 8 pontos após a grande queda pós manifestações de junho.

Editoria de arte/Folhapress

 

07.10.2013

FREIRE ESTÁ CERTO, A OPOSIÇÃO ENCOLHEU E O SEGUNDO TURNO FICOU MAIS LONGE

 

Houve quem dissesse que a reação de Roberto Freire, Presidente do PPS e deputado federal, condenando a opção de Marina Silva por se filiar no PSB, era resultado de seu partido ter sido rejeitado pela ex-senadora.

Esse argumento é falto e simplista na medida em que Freire apresentou uma argumentação com razoável consistência para considerar que a decisão de Marina “é um erro para as oposições”. Freire já demonstrou em outras ocasiões o seu desapego por comandar candidaturas presidenciais quanto abriu o partido para Ciro Gomes por duas vezes e compartilhando-a com outras legendas (na última vez com PDT e PTB). No frigir dos ovos Freire já viu que esse tipo de manobra nada acrescenta ao Partido. Ciro entrou e saiu e o PPS continuou do mesmo tamanho. Com Marina não seria diferente. E a prova disso é que os mais de 20 milhões de votos de Marina não fizeram do PV um partido de mais de 20 milhões de votos. Então, ter candidato a presidente não gera automaticamente um partido maior e mais forte. O PSB verá isso.

O que Freire queria agora era manter a oposição com um leque maior de boas candidaturas para ter melhores chances num eventual segundo turno.

O argumento de Freire é de que a decisão é ruim porque implica em abdicar de uma candidatura no campo da oposição.

De fato, todos pudemos ver que após o Rede Sustentabilidade, partido que Marina queria criar, ter seu registro indeferido pelo TSE, o PPS se colocou à disposição de Marina para abrigar a candidatura de Marina e, assim, manter o campo da oposição com as candidaturas de Marina, Aécio e Eduardo Campos. Esse era o objetivo de Freire.

Quando foi comunicado da decisão por Marina, Freire ainda tentou argumentar com a ex-senadora afirmando que considerava a decisão um erro e que a saída dela da disputa presidencial enfraqueceria o campo oposicionista. Segundo Freire, “Nós dissemos que não era uma alternativa boa para a oposição, pois diminuiria o número de opções aos eleitores”.

De todas as análises que li e ouvi até agora essa de Freire parece ser a mais sensata.

Voto tem dono? Nas últimas eleições presidenciais no Brasil a única liderança que conseguiu transferir votos seus para outro, com vigor sem precedentes, foi Lula na eleição de Dilma. Então, voto não tem dono. Aliás, na última eleição presidencial Marina não tem nem idéia onde foram parar os seus mais de 20 milhões de votos.

Essa história de que a candidatura de Eduardo Campo sai fortalecida com a filiação de Marina ao seu partido vai durar até a próxima pesquisa. Duvido que um some alguma coisa para o outro. Talvez, se Marina for a candidata o PSB poderá dar-lhe o que não teve na última eleição, ou seja, estrutura partidária. Mas o eleitorado que a seguiu até aqui, com o perfil que se concretizou, irá junto com ela num partido com os mesmos vícios dos outros? Qual será o custo dessa mudança? Voto tem dono?

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) também argumenta que o fato diminuiu o número de candidatos ao Palácio do Planalto e beneficia a presidente Dilma Rousseff: “É uma novidade ruim para a oposição e para a democracia, porque a redução de alternativas limita o debate para a sociedade. Para a oposição, o melhor seria a Marina disputando a presidência pelo PPS. Para o Planalto, foi a melhor opção, por eliminar a candidatura que tinha mais densidade eleitoral”.

O fato é que o campo de oposição passou a ter somente duas candidaturas, circunstância que é flagrantemente ruim para quem quer levar a eleição para o segundo turno. É o dado concreto. Freire está certo, a oposição se fragilizou. Veremos se as pesquisas o contrariam.

07.10.2013

FREIRE ESTÁ CERTO, A OPOSIÇÃO ENCOLHEU E O SEGUNDO TURNO FICOU MAIS LONGE

 

Houve quem dissesse que a reação de Roberto Freire, Presidente do PPS e deputado federal, condenando a opção de Marina Silva por se filiar no PSB, era resultado de seu partido ter sido rejeitado pela ex-senadora.

Esse argumento é falto e simplista na medida em que Freire apresentou uma argumentação com razoável consistência para considerar que a decisão de Marina “é um erro para as oposições”. Freire já demonstrou em outras ocasiões o seu desapego por comandar candidaturas presidenciais quanto abriu o partido para Ciro Gomes por duas vezes e compartilhando-a com outras legendas (na última vez com PDT e PTB). No frigir dos ovos Freire já viu que esse tipo de manobra nada acrescenta ao Partido. Ciro entrou e saiu e o PPS continuou do mesmo tamanho. Com Marina não seria diferente. E a prova disso é que os mais de 20 milhões de votos de Marina não fizeram do PV um partido de mais de 20 milhões de votos. Então, ter candidato a presidente não gera automaticamente um partido maior e mais forte. O PSB verá isso.

O que Freire queria agora era manter a oposição com um leque maior de boas candidaturas para ter melhores chances num eventual segundo turno.

O argumento de Freire é de que a decisão é ruim porque implica em abdicar de uma candidatura no campo da oposição.

De fato, todos pudemos ver que após o Rede Sustentabilidade, partido que Marina queria criar, ter seu registro indeferido pelo TSE, o PPS se colocou à disposição de Marina para abrigar a candidatura de Marina e, assim, manter o campo da oposição com as candidaturas de Marina, Aécio e Eduardo Campos. Esse era o objetivo de Freire.

Quando foi comunicado da decisão por Marina, Freire ainda tentou argumentar com a ex-senadora afirmando que considerava a decisão um erro e que a saída dela da disputa presidencial enfraqueceria o campo oposicionista. Segundo Freire, “Nós dissemos que não era uma alternativa boa para a oposição, pois diminuiria o número de opções aos eleitores”.

De todas as análises que li e ouvi até agora essa de Freire parece ser a mais sensata.

Voto tem dono? Nas últimas eleições presidenciais no Brasil a única liderança que conseguiu transferir votos seus para outro, com vigor sem precedentes, foi Lula na eleição de Dilma. Então, voto não tem dono. Aliás, na última eleição presidencial Marina não tem nem idéia onde foram parar os seus mais de 20 milhões de votos.

Essa história de que a candidatura de Eduardo Campo sai fortalecida com a filiação de Marina ao seu partido vai durar até a próxima pesquisa. Duvido que um some alguma coisa para o outro. Talvez, se Marina for a candidata o PSB poderá dar-lhe o que não teve na última eleição, ou seja, estrutura partidária. Mas o eleitorado que a seguiu até aqui, com o perfil que se concretizou, irá junto com ela num partido com os mesmos vícios dos outros? Qual será o custo dessa mudança? Voto tem dono?

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) também argumenta que o fato diminuiu o número de candidatos ao Palácio do Planalto e beneficia a presidente Dilma Rousseff: “É uma novidade ruim para a oposição e para a democracia, porque a redução de alternativas limita o debate para a sociedade. Para a oposição, o melhor seria a Marina disputando a presidência pelo PPS. Para o Planalto, foi a melhor opção, por eliminar a candidatura que tinha mais densidade eleitoral”.

O fato é que o campo de oposição passou a ter somente duas candidaturas, circunstância que é flagrantemente ruim para quem quer levar a eleição para o segundo turno. É o dado concreto. Freire está certo, a oposição se fragilizou. Veremos se as pesquisas o contrariam.