OMISSÃO: SANEPAR COMEMORA IMPERDOÁVEL DÍVIDA COM O MEIO AMBIENTE

Curitiba tem os melhores índices de saneamento entre as capitais brasileiras, segundo o ranking do Instituto Trata Brasil, divulgado na terça-feira (01/10).

O levantamento revela que toda a população da capital paranaense é atendida com água tratada e 95,5% têm coleta de esgoto.

Tomado isoladamente o número pode ser motivo de comemoração, mas quando considerado no conjunto o número é parte de uma tragédia onde a omissão da Sanepar tem sido historicamente vergonhosa.

Os rios de Curitiba estão, todos, seriamente comprometidos  em razão da falta de coleta de esgoto da região metropolitana de Curitiba, cuja responsabilidade é da Sanepar.

 

O estudo mostra ainda que Maringá é a terceira melhor cidade em saneamento básico em todo o Brasil. É a primeira do Estado e do Sul do país nos serviços de água tratada, coleta e tratamento do esgoto doméstico.

O ranking também evidencia outros municípios paranaenses entre os 100 melhores em saneamento básico no País.

Londrina ficou na 11ª. posição, Ponta Grossa ocupa o 18º. lugar, Foz do Iguaçu está em 31º, Cascavel, aparece em 45º lugar, e São José dos Pinhais, em 54º.

Quando esse números ruins são considerados no conjunto o que se vê é um cenário de terceiro mundo no Estado do Paraná e que deveria envergonhar ao invés de ser comemorado.

A média nas 100 maiores cidades é de 92,2% com água tratada e 61,4% com coleta de esgoto. No Brasil, a média é de 82,4% pra o atendimento com água tratada e 48,1% no atendimento em coleta de esgoto, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS).

O estudo do Trata Brasil comprova o que os dados da Sanepar já mostravam.

A companhia paranaense comemora ter antecipado em oito anos o cumprimento da meta prevista em contrato e, em setembro de 2012, passou a oferecer o serviço de coleta e tratamento de esgoto para 90,21% dos imóveis localizados em Curitiba. A meta estabelecida no contrato assinado em 2001 previa a elevação do nível de atendimento com os serviços de coleta e tratamento de esgoto, no mínimo para 90%, em dezembro de 2020. O cenário de podridão nos rios de Curitiba demonstra o quanto a meta foi modesta.

Elaborado com base nos indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico, o levantamento do Trata Brasil mostra a situação do saneamento básico nas 100 maiores cidades do país.

Até a posição número 32, todas as cidades da Região Sul que aparecem no ranking são do Paraná.

BASE DE DADOS – O Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico é a base de dados mais completa sobre o setor no Brasil. Publicado pelo Ministério das Cidades, o levantamento mais recente reúne as informações de 2011. O estudo do Trata Brasil teve a parceria da Consultoria GO Associados, especializada em saneamento básico. Foram considerados vários indicadores, entre eles os índices de população atendida com água tratada, coleta e tratamento de esgoto, perdas de água, investimentos feitos nos serviços (Agência de Notícias). Saiba mais sobre o trabalho do governo do Estado em: http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br

A Sanepar comemorou os resultados, mas o cenário deveria ser de silêncio, pois tem sido uma empresa omissa no cumprimento da sua obrigação fundamental em relação a saúde dos rios parananenses.

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SANEPAR: EDUARDO FENIANOS DENUNCIA DETERIORAÇÃO DOS RIOS DE CURITIBA

 

Eduardo Felianos, que tornou-se conhecido como  ”Urbenauta” em razão do trabalho que realizou nos rios de Curitiba, esteve no programa Jogo do Poder, da Rede CNT, no último domingo e denunciou o grave processo de deterioração por que passam os rios da região metropolitana de Curitiba e que se intensificou nos últimos 15 anos. Desde a última vez que percorreu os rios até a etapa atual, em que realizou nova inspeção com uma equipe maior e equipamentos modernos, Fenianos constata que a situação de todos os rios “piorou muito” e atribuiu à Sanepar a maior parcela de responsabilidade por essa deterioração, pois a empresa não tem cumprido os seus objetivos que é de prover as populações de saneamento básico e justamente a ausência de coleta de esgoto tem sido a maior responsável pela poluição dos rios, atribuição para a qual a empresa detém o monopólio. Durante o programa o apresentador, o advogado Luiz Carlos da Rocha, afirmou que o “discurso ecológico da Sanepar é tão podre quanto a água dos rios de Curitiba” e Eduardo Fenianos concordou que a afirmação tem base na situação deplorável em que estão os rios. No entanto, o Urbenauta acredita que a população poderá inverter o jogo com mais consciência e participação. Justamente para motivar uma conscientização maior da população, Fenianos estará apresentando um relatório completo da situação dos rios nos próximos meses.

 

 

Hoje, ao vivo, 23h, Eduardo Fenianos, ‘O Urbenauta”, fala dos rios de Curitiba no Jogo do Poder.

 

Eduardo Fenianos é jornalista e faz expedições pelo Brasil.

Eduardo Fenianos é jornalista e faz expedições pelo Brasil.

O jornalista Eduardo Fenianos – conhecido como “Urbenauta”, é o entrevistado do Jogo do Poder PR, deste domingo (01/09/13), às 23h, na Rede CNT (Canal 06), em Curitiba.

Autor de mais de 60 livros, é formado em Comunicação Social (jornalismo) e Direito, com pós-graduação em Psicopedagogia e extensão universitária em Antropologia Social. Sua primeira viagem aconteceu em Curitiba, entre 1997 e 1998, onde navegou seus rios e conheceu todas as ruas da cidade. De lá para cá, já foram inúmeras expedições pelo Paraná e pelas 27 capitais.

Em junho deste ano – quinze anos depois da primeira expedição – O Urbenauta repetiu a viagem pelos cinco grandes rios que formam o esqueleto principal da bacia hidrográfica de Curitiba (Belém, Atuba, Barigui, Passaúna e Iguaçu), além do Ribeirão Antonio Rosa e o Arroio Cachoeira.

Durante sua participação no Jogo do Poder PR, ele vai traçar um panorama geral de como era, de como está e como poderá ficar a situação dos rios, caso as autoridades competentes não tomem as devidas providências para preservar o meio ambiente.

Leia mais sobre o entrevistado e suas expedições no site:www.urbenautacuritiba.com.br.

Twitter: Participações podem ser enviadas desde já e durante o programa pelo twitter: @jogodopoderpr / ou pelo facebook: Luiz Carlos da Rocha. O programa vai ao ar, ao vivo, neste domingo, direto dos estúdios da Rede CNT (Canal 06, em Curitiba).

A entrevista pode ser acompanhada também pela GVT (Canal 06) – Net (Canal 06) – TVA (Canal 06) – TV Barigui Ltda (Canal 06) e RCA (Canal 08), bem como pela internet: www.redecnt.com.br.

 

Leia mais: 13.08.2003

VEJA COMO CURITIBANO DESPEJA ESGOTO EM SEUS RIOS, TODOS POLUÍDOS, E SANEPAR NÃO CUMPRE SEUS OBJETIVOS

 

Expedição nos rios de Curitiba é apresentada à Comissão de Meio Ambiente da Câmara

Rio Iguaçu, que atravessa o Paraná para formar as Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu.

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara de Curitiba recebeu, na tarde desta terça-feira (13), o jornalista Eduardo Fenianos. Conhecido como Urbenauta, o convidado falou sobre a expedição feita por ele nos principais rios e ribeirões que cortam e limitam a capital paranaense: Atuba, Barigui, Belém, Iguaçu, Passaúna, Antônio Rosa e Arroio Cachoeira.

Flagrante do Rio Barigui

O trecho percorrido foi o mesmo feito pelo jornalista em 1997. Ao colegiado, Fenianos afirmou que a situação dos rios curitibanos piorou, e muito. “Há 15 anos eles já eram poluídos. Mas, hoje, o grau dessa poluição aumentou assustadoramente, principalmente em relação aos dejetos de esgoto. O rio mais poluído de Curitiba é o Rio Belém. No Barigui, foram identificados mais de 150 pontos de despejo de esgoto”, disse.

Imagem aérea do Rio Belém, o mais poluído.

Vários trechos da expedição, registrada em vídeo, foram exibidos para a Comissão de Meio Ambiente. Presidente do colegiado, Bruno Pessuti (PSC) classificou as imagens – a maioria mostrando grandes quantidades de lixo nos leitos dos rios – como lastimáveis. “A partir dessas informações, desse triste levantamento, vamos indicar à prefeitura os locais onde ela deve agir com força, com atitude, para resgatar a vida dos rios da cidade”, comprometeu-se.

Ainda conforme o parlamentar, a partir do trabalho de Eduardo Fenianos é possível identificar que a recuperação dos rios deve começar pelas nascentes. “Tarefa a ser executada por Curitiba e região metropolitana, já que alguns dos principais rios da capital nascem em municípios vizinhos”, disse Pessuti. “No caso da despoluição dos rios, a ordem dos fatores altera o produto. Não adianta despoluir um pedaço, você tem que começar pelas nascentes. O desafio é da capital e do seu entorno”, completou o Urbenauta.

O jornalista explicou que um dos objetivos da expedição foi identificar se o discurso da preservação ambiental dos últimos anos foi aplicado. A prática, no entanto, não ocorreu. “Se, no passado, Curitiba foi conhecida como capital ecológica, sou obrigado a dizer, com muita tristeza, que nós não somos os mesmos. No Rio Barigui, por exemplo, navegamos cinco quilômetros vendo só lixo, tanto de um lado, quando de outro da margem”, destacou.

Parte da responsabilidade pela degradação dos rios é creditada por Eduardo Fenianos à Sanepar. Ao navegar pelo Rio Atuba, por exemplo, o jornalista registrou o despejo de esgoto nas águas. “As estações de tratamento não estão despejando ou tratando o esgoto como deveriam. Há ainda a invasão, em determinados pontos, da rede de tratamento de esgoto na rede de águas pluviais. Quando se olha, em campo, essa é a conclusão, de que a Sanepar tem contribuído com a poluição. Ela deveria sanear, cuidar, medicar, e não poluir”.

Eduardo Fenianos

Membro do colegiado, Felipe Braga Côrtes (PSDB) sugeriu que o Legislativo abra espaço na sessão plenária para que o jornalista apresente o diagnóstico da expedição. “A realidade é isso que você viu. Muita gente deveria ter vontade ou coragem de fazer”, reiterou, ao parabenizar a iniciativa. A ideia, de acordo com Pessuti, vem de encontro à necessidade de mostrar uma realidade que muitos vereadores desconhecem.

Conforme o convidado, um relatório final será elaborado e a Câmara Municipal é um importante aliado nesta questão. “O Legislativo pode contribuir com o envolvimento da população; com o chamamento de realizações como essa, da Comissão de Meio Ambiente; e com a criação de leis, talvez até mais severas que as já existentes, quando se trata da poluição dos rios. Detectamos a doença e vamos buscar a cura. Todos têm que se conscientizar de que a situação é muito grave, é muito séria. Curitiba será uma cidade, ou cercada por água, ou cercada por lixo ou esgoto”.

A comissão também é integrada por Helio Wirbiski, vice-presidente, Aladim Luciano (PV) e Jairo Marcelino (PSD). Também acompanharam a reunião o vereador Chico do Uberaba (PMN) e a diretora de Recursos Hídricos e Saneamento, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), Marlise Teresa Eggers Jorge.