BETO RICHA FALA QUE ESTÁ ARRUMANDO A CASA QUE ERA CUIDADA POR HAULY E JOZÉLIA CULPA IDEOLOGIA DE REQUIÃO

Aqui e ali tem sido recorrente a pergunta sobre como o Estado do Paraná entrou em situação de quase insolvência financeira durante os quase 3 anos de Governo Beto Richa.

A semana terminou com um ato falho do governador Beto Richa: afirmou que trocou de secretário da fazenda e está arrumando a casa.

Não há quem não tenha se perguntado: Hauly desarrumou a casa?

Para fechar com chave de ouro essa semana desastrada do governo, na qual veio a tona falta de pagamento de contas de telefone e de fornecedores, em entrevista veiculada na Gazeta do Povo deste domingo, em belo trabalho jornalístico, a Secretária da Fazenda, Jozélia Nogueira, atribuiu essa insolvência a diversos fatores, dentre eles a adoção do novo piso nacional do magistério, a proibição da contratação de professores pelo Paraná Educação (uma pessoa jurídica de direito privado criada por Lerner), a contratação de policiais para repor as aposentadorias, e, o mais curioso, em grande parte, em razão da decisão ideológica de Requião e decisões judiciais acabando com as terceirizações implantadas em governos anteriores.

Para Jozélia, “O Requião, por ideologia, acabou com terceirizações de todas as ordens. Ele determinou concurso público para várias carreiras e cargos que estavam sendo ocupados por terceirizados. Isso acarretou um aumento drástico (de gastos), que repercutiu neste governo também”.

Quanto as decisões judiciais que, assim como a ideologia de Requião, agiram para acabar com as terceirizações, a mais emblemática citada por Josélia é a que acabou com uma terceirização de 800 trabalhadores no Hospital do Trabalhador em Curitiba, “Essa decisão nos impactou muito. Estamos até hoje nomeando pessoas para o hospital”.

Jozélia dá a boa notícia de que os 3,4 bilhões de empréstimos que o Estado está para contratar vão resolver o problema: “Utilizamos recursos para investimentos que serão cobertos por esses empréstimos”.

Celso Nascimento coloca o dedo na ferida informando que a receita do Paraná em 3 anos é de 110 bilhões e perguntando: “será que, bem administrados, dos 110 bilhões de receita não poderiam ser economizados esses 3,1% que diz fazer tanta falta?”.

A questão é que o Senador Requião anda com uma interrogação na cabeça sobre que tipo de química foi feita para que, apenas por meio de um novo e milagroso cálculo, a Secretaria do Tesouro Nacional resolveu liberar os pedidos de empréstimos do Paraná.

Isso será objeto de debate quando os pedidos de empréstimos voltarem ao Senado?