CMEISs DE CURITIBA EM GREVE

Os educadores dos Centros de Educação Infantil de Curitiba (CMEIs) desencadearam um movimento por tempo indeterminado, período em que as crianças não serão recebidas nesses locais.

O Sindicato dos Servidores Municipais (Sismuc) prevê que a adesão ao movimento deve ser de 100%, representando 4.200 funcionários de 197 creches.

Entre as principais reivindicações estão a igualdade em relação aos professores e pedagogos das escolas municipais, ou seja, aumento do piso salarial, alteração da hora produtividade, redução na carga horária de 40 para 20 horas, eleição para diretor e aposentadoria especial.

O argumento é que esses servidores executam nos CMEIs as mesmas atividades que os professores e não têm os mesmos direitos.

E mais, o Sindicato exige que a redução da carga horária deve ocorrer sem que o atendimento às crianças seja prejudicado.

O movimento sindical do funcionalismo público brasileiro, reiteradamente, propõe a alteração das condições de trabalho de servidores que ingressaram nos quadros do serviço público mediante concurso, tendo em vista que no exercício de suas funções, depois de contratados, são semelhantes a de outros servidores.

Não raro o pleito é por equiparação salarial e de jornadas com outras categorias que também prestaram concurso público com outras exigências (salário melhor, carga horária menos, com exigência de outra qualificação profissional, etc…).

Isso tem sido uma forma de promoção pela porta dos fundos, pois obtêm-se salário, jornada e outros direitos que não estavam previstos no edital do concurso no qual os trabalhadores se inscreveram e foram aprovados para a função pública.

Nesse contexto está a falta de planejamento da administração pública somada a um hábito ético não republicado de ganhar posições no serviço público sem fazer o devido concurso.

Na greve o prejuízo é da população e se o poder público cede quem sofre é a viúva.