PT prepara estratégia com duas campanhas para Dilma

Se por um lado a oposição procura juntar forças, somando o antes lulista Eduardo Campos com o sempre anti-lulista Aécio Neves (o que os ainda lulistas estão chamando de mistura de “cobra-d’àgua” com jacaré, o PT se organiza para ter, na prática, duas campanhas na disputa presidencial.
Uma será a de Dilma Rousseff; a outra, a do ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva, está com o objetivo de duplicar o esforço para a reeleição de Dilma e das candidaturas prioritárias aos governos estatuais (quais serão?).
E, como em política não existe espaço vazio, Lula também se coloca para, desde já, manter pavimentado o caminho para uma eventual candidatura em 2018, se for necessário para a manutenção do projeto de poder do PT, que segundo o próprio Lula ainda estará no governo em 2022, na comemoração dos 200 anos da independência.
É pouco provável que isso aconteça, no entanto, pois Lula tem estimulado a renovação dos quadros do partido com uma nova geração e tem tido êxito em algumas experiências, tais como Haddad em São Paulo, Gleisi no Paraná e a própria Dilma na Presidência, entre outras.