BB LUCRA 16 BI EM 2013: Como os bancos lucram tanto na crise mundial?

Apesar da tão propalada, anunciada, publicada crise, e até festejada por alguns no ano eleitoral, os bancos seguem lucrando como nunca. No caso do BB o lucro subiu até quando, por ordem da Presidência da República, baixou seus juros.A cena se repete mundo afora, inclusive na Europa, onde a crise segue retirando direitos dos trabalhadores ativos e inativos para por em prática a tal “austeridade”.

A pergunta que não quer calar, aqui, na Europa e em todo lugar do mundo, é o que leva os bancos a lucrarem tanto enquanto as economias de todos os países estão sagrando?

Banco do Brasil lucra R$ 15,8 bilhões em 2013 e bate recorde

Do UOL, em São Paulo

O Banco do Brasil (BBAS3) fechou o ano de 2013 com lucro líquido de R$ 15,8 bilhões e bateu novo recorde. Isso representa uma alta de 29,5% em relação a 2012, quando o lucro tinha sido de R$ 12,2 bilhões.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (13) pelo banco, a maior instituição financeira da América Latina por ativos. Com esse resultado, o BB superou o obtido pelo Itaú Unibanco, que registrou lucro líquido de R$ 15,7 bilhões em 2013.

O balanço do BB foi fortemente ajudado pelos ganhos com a venda de ações da BB Seguridade, empresa de seguros, previdência e capitalização do banco. Esse evento teve um impacto de R$ 9,82 bilhões no lucro líquido contábil. Se não fosse por isso, o lucro do BB teria tido queda em relação a 2012.

No ano, a remuneração aos acionistas atingiu R$ 6,3 bilhões, o que equivale a 40% do lucro líquido, sendo R$ 3,3 bilhões na forma de juros sobre capital próprio e R$ 3 bilhões em dividendos.

Lucro do 4º trimestre cai em 2013

No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 3,025 bilhões, após ter lucrado R$ 2,704 bilhões no terceiro trimestre. Em relação ao quarto trimestre de 2012, o lucro caiu 23,2%.

Queda dos calotes

O número de dívidas em atraso ficou abaixo da média nacional no ano passado. As dívidas vencidas há mais de 90 dias representaram 1,98% da carteira de crédito total do banco; a média nacional é de 3%.

Financiamento imobiliário sobe 87%

A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil atingiu R$ 692,9 bilhões em dezembro, crescimento de 19,3% em 12 meses e 6,2% em relação ao trimestre anterior.

Em 2013, o financiamento imobiliário teve alta de 87,2%, com saldo de R$ 24,1 bilhões. O financiamento imobiliário às empresas cresceu 122,6%, atingindo saldo de R$ 5,9 bilhões e o financiamento às pessoas físicas cresceu 78,0% no mesmo período, com saldo de R$ 18,2 bilhões .

Em relação ao volume contratado no trimestre, as pessoas físicas responderam por R$ 3,2 bilhões enquanto as empresas representaram R$ 2,5 bilhões.

Crédito ao agronegócio chega a R$ 144 bi

Em 2013, o crédito ao agronegócio subiu 34,5% (R$ 144,8 bilhões). O BB ampliou a liderança no segmento, atingindo 66,1% da participação no mercado. Destaques para as operações de crédito agroindustrial, que atingiram saldo de R$ 34,6 bilhões, evolução de 60,9% em 12 meses.

Na safra 2013/2014, os desembolsos efetuados já somam R$ 42,3 bilhões e são 27,2% superiores se comparados ao mesmo período da safra anterior. A agricultura empresarial representou desembolsos de R$ 34,1 bilhões, e a agricultura familiar, R$ 8,3 bilhões.

Crédito às MPEs sobe 12%

O crédito a empresas subiu 19,5% (R$ 323,2 bilhões). As operações de crédito para micro e pequenas empresas (MPE) apresentaram crescimento de 12,3% em 12 meses. A principal evolução foi observada nas operações de investimento, que registraram evolução de 25,2% no mesmo período.

Lucro em alta no Itaú e no Bradesco; calotes em queda

A redução dos calotes no quarto trimestre e menores despesas com provisões para perdas com calotes ajudaram os resultados dos bancos privados.

Na semana passada, o Itaú Unibanco (ITUB3ITUB4) anunciou lucro líquido de R$ 15,695 bilhões em 2013, alta de 15,5% em relação ao obtido em 2012 (R$ 13,594 bilhões).

Só no quarto trimestre, o lucro líquido do banco foi de R$ 4,646 bilhões. O resultado recorde para o período foi alcançado graças à redução da inadimplência, aumento de receitas e expansão maior que a estimada da carteira de crédito.

O Bradesco (BBDC4) divulgou lucro líquido de R$ 12,011 bilhões em 2013. O valor é 5,5% maior que o registrado em 2012 (R$ 11,381 bilhões), e bate novo recorde.

Já o lucro do Santander Brasil (SANB11) caiu 9,7% em 2013, para R$ 5,7 bilhões. Em 2012, o banco já tinha registrado queda de 5% no lucro em relação ao ano anterior, com lucro líquido de R$ 6,329 bilhões.

(Com Reuters)

 

Leia mais:

04.02.2014

Com inadimplência baixa, juro alto e “crise”, Itaú lucra R$ 15,5bi

Segue a novela. Não faz tanto sucesso quanto a do beijo do Félix, mas deveria merecer uma atenção maior por parte da sociedade. Em mais um capítulo, assistimos a irritante saúde do lucro das nossas instituições financeiras. Invejável, apesar da “crise” que tanto se propala. Curiosamente, os juros sobem enquanto a inadimplência é baixa, contrariando a “lógica” do mercado. Coisa de novela.
Vamos aos números.

Itaú vê lucro subir 15,5% em 2013, com a menor inadimplência em cinco anos

UOL
ANDERSON FIGO
DE SÃO PAULO

04/02/2014 07h57 – Atualizado às 08h30

Com a menor inadimplência em cinco anos, o Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira (4) que encerrou 2013 com lucro líquido de R$ 15,696 bilhões, 15,46% maior em relação ao ano anterior.

Apenas no último trimestre, o ganho do maior banco privado do país somou R$ 4,646 bilhões, aumento de 33,05% sobre igual período de 2012.

O valor, que exclui ganhos e perdas extraordinários, veio melhor do que o mercado esperava (cerca de R$ 4,1 bilhões). Sem o desconto dos efeitos extraordinários, o lucro ficou em R$ 15,836 bilhões em 2013 e em R$ 4,680 bilhões no quarto trimestre.

“Em 20 dezembro de 2013, a compra da Credicard foi aprovada pelo Banco Central do Brasil, e passamos a incorporar os resultados dessa operação a partir de 1º de dezembro de 2013″, explica o banco, em nota.

Dando sequência à mudança de perfil em sua carteira de crédito, para contemplar operações de menor risco como consignado e imobiliário, o Itaú conseguiu reduzir a inadimplência (acima de 90 dias) para 3,7%, o menor nível desde a fusão com o Unibanco, em novembro de 2008. Em doze meses, a redução foi de 1,1 ponto percentual.

Desconsiderando a carteira da Credicard, a taxa teria sido de 3,6%, diz o banco em relatório.

Na semana passada, o Bradesco e o Santander também apresentaram redução na taxa de inadimplência, para 3,5% e 3,7%, respectivamente.

CALOTES

A melhora na inadimplência ajudou o Itaú a reduzir as despesas de provisões para calotes, que caíram 27,0% entre outubro e dezembro do ano passado na comparação com o quarto trimestre de 2012, totalizando R$ 4,191 bilhões.

No acumulado de 2013, as provisões foram de R$ 18,579 bilhões, 23,3% menores que os R$ 24,210 bilhões de 2012.

No crédito, o banco teve, em 2013, expansão de 13,3% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 483,397 bilhões. O crescimento ficou acima do esperado pelo Itaú (entre 8% e 11%). A cifra também é 5,9% maior que o resultado visto no terceiro trimestre (R$ 456,561 bilhões).

Sem considerar os financiamentos de veículos, o crescimento da carteira de crédito do Itaú teria sido de 18,0% na comparação anual e de 7,1% sobre o terceiro trimestre.

MARGEM

A margem financeira diminuiu em 2013 sobre o ano anterior, o que impediu um desempenho melhor do lucro. A margem financeira gerencial, que leva em conta operações com clientes e com o mercado (tesouraria), ficou em R$ 47,637 bilhões no ano passado, ante R$ 52,157 bilhões em 2012.

Considerando apenas o último trimestre de cada ano, houve ligeiro aumento de 0,75%, passando de R$ 12,608 bilhões a R$ 12,703 bilhões.

O banco registrou ROE (indicador que mede como os bancos investem os recursos de seus acionistas) de 23,9% entre outubro e dezembro, superior aos 19,3% vistos em igual período do ano anterior.

12.11.2013

BANCOS CONTINUAM FATURANDO ALTO, APENSAR DA CRISE. BB TEM LUCRO DE R$ 2,704 BI

O Banco do Brasil anunciou um lucro líquido de R$ 2,704 bilhões no terceiro trimestre, ligeira queda de 0,9% sobre o resultado obtido um ano antes.

No segundo trimestre o lucro havia sido de R$ 7,47 bilhões em razão da venda bilionária de ações de sua área de previdência, seguros e capitalização, a BB Seguridade.

O resultado do BB no terceiro trimestre foi impactado negativamente por um aumento nas provisões de crédito de liquidação duvidosa, que chegaram a R$ 3,915 bilhões.

No acumulado do ano até o terceiro trimestre, o banco registra lucro líquido de R$ 12,7 bilhões. Neste período, a remuneração aos acionistas chegou a R$ 5,1 bilhões, o equivalente a 40% do lucro líquido.

O banco revisou parte de suas estimativas para 2013, reduzindo a projeção de crescimento da margem financeira bruta para 2% a 5% ante previsão divulgada no balanço do segundo trimestre de alta de 4% a 7%. A instituição iniciou o ano com expectativa de expansão da margem em 7% a 10%.

Captações totais chegam a  R$ 1 trilhão

As captações totais do Conglomerado BB atingiram R$ 1 trilhão, crescimento de 14,7% em doze meses. As captações comerciais, que incluem Depósitos Totais, Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Crédito Imobiliário e Operações Compromissadas com Títulos Privados, apresentaram evolução de 11,7% em 12 meses.

Já as captações no exterior totalizaram US$ 49,4 bilhões, acréscimo de 16,7% em relação a setembro de 2012. Na comparação anual, a emissão de títulos de renda fixa e certificados de depósitos cresceram 34,6%.

Faturamento com cartões cresce 23%

O faturamento com cartões atingiu R$ 52,4 bilhões no 3º trimestre deste ano, crescimento de 23,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado operacional de serviços de cartões alcançou R$ 589 milhões no 3º trimestre e R$ 1,84 bilhão nos primeiros nove meses deste ano, crescimento de 9,3% e 26,5% respectivamente, em relação aos mesmos períodos do ano anterior. (Com Reuters)

Leia mais:

31.01.2014

BANCOS CONTINUAM FATURANDO ALTO, APESAR DA CRISE. BRADESCO LUCRA 12BI

 

Segue o enredo do mundo cada vez mais infeliz e pobre e os bancos mais ricos. O mundo é das bancas financeiras e os Estados nacionais meros coadjuvantes.

Lucro do Bradesco sobe 6% em 2013 e chega a R$ 12,2 bilhões1
Do UOL, em São Paulo 30/01/2014

O Bradesco (BBDC4) anunciou nesta quinta-feira (30) que fechou o ano de 2013 com lucro líquido ajustado de R$ 12,202 bilhões. O valor é 5,9% maior do que o apresentado em 2012, de R$ 11,523 bilhões.

Só no quarto trimestre, o Bradesco teve lucro líquido de R$ 3,079 bilhões, um crescimento de 6,4% sobre o mesmo período de 2012. No primeiro semestre, o Bradesco registrou lucro líquido de R$ 5,86 bilhões, o maior da história do banco para o período.

Em sua nota de divulgação, o banco explicou que o lucro foi calculado de uma forma diferente no quarto trimestre. Em novembro do ano passado, o Bradesco aderiu ao programa de refinanciamento de dívidas do governo federal, o Refis.

Isso foi considerado um evento “extraordinário” e descontado do resultado final. Por isso foi divulgado o lucro líquido ajustado, ao invés do cálculo simples, que seria o lucro contábil, que fechou em R$ 12,011 bilhões no ano.

Em 31 de dezembro de 2013, o valor de mercado do Bradesco era de R$ 128,085 bilhões. A carteira de crédito do banco totalizava R$ 427,273 bilhões, uma alta de 10,8% em relação a 2012.

Foram distribuídos aos acionistas, ao longo do ano, R$ 4,078 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.

O Índice de Inadimplência superior a 90 dias recuou 0,6 ponto percentual em 2013 e fechou o ano em 3,5%.

(Com Reuters)

29.10.2013

CHEQUE ESPECIAL CHEGA A 143,3% AA E ITAÚ FATURA R$ 4,022 BI NO TERCEIRO TRIMESTRE

A taxa de juros do cheque especial subiu 4,4 pontos percentuais de agosto para setembro, ao alcançar 143,3% ao ano, de acordo com dados divulgados hoje (29) pelo Banco Central (BC). Essa é a taxa mais alta desde julho do ano passado – 144,2% ao ano.

A taxa do crédito pessoal, incluídas operações consignadas em folha de pagamento passou de 39,7% ao ano para 40,4% ao ano, aumento de 0,7 ponto percentual.

A taxa para a compra de carros, subiu 0,3 ponto percentual – de 20,9% para 21,2% ao ano. Para a compra de outros bens, o aumento ficou em 0,8 ponto percentual, passando de 67,6% para 68,4% ao ano.

No caso das operações de arrendamento mercantil (leasing) de carros, houve queda de 1,1 ponto percentual para, variando de 12,1% para 11% ao ano (Agência Brasil).

Enquanto o consumidor paga taxas de juros altas os banco vão muito bem. Nesse terceiro trimestre o Itaú Unibanco, maior banco privado do país, teve um lucro líquido ajustado de R$ 4,022 bilhões, uma alta de 17,8% em relação ao mesmo período do ano passado (quando ganhou R$ 3,412 bilhões), e uma alta de 12,25% sobre o lucro do 2º trimestre, que foi de R$ 3,583 bilhões. Com isso, no acumulado do ano o Itaú registra ganhos de R$ 11,222 bilhões

Há quem tente explicar. Veja.

30/10/2013 – 03h00

Análise: Em lugar de propulsor, setor bancário está se tornando um freio para a economia

ROBERTO LUIS TROSTER

ESPECIAL PARA A FOLHA

Em 1558, Thomas Gresham, agente financeiro da rainha Elizabeth 1ª, disse que o “dinheiro ruim expulsa o bom”; frase que o tornou conhecido até os dias de hoje.

Bancos privados evitam risco e preservam lucro em 2013

Observou que, se duas moedas têm valor legal idêntico, mas com conteúdos metálicos diferentes, aquelas com maior densidade de metal nobre seriam entesouradas. Algo parecido ao que está acontecendo com os bancos privados no Brasil.

A pressão política por juros bancários mais baixos, sem haver uma redução de custos (leia-se compulsórios draconianos, tributação distorcida e regulação anacrônica), induziu as instituições a uma escolha óbvia: se não se pode aumentar o preço, a alternativa é diminuir o risco.

Os números do setor ilustram o ponto.

Os balanços divulgados pelos bancos nos últimos dias e a nota à imprensa de operações de crédito publicada ontem pelo Banco Central mostram um crescimento maior no consignado, no crédito imobiliário e em empréstimos a grandes empresas em detrimento a operações com risco de morosidade maior.

Literalmente, os financiamentos bons são priorizados e os de risco elevado não são renovados.

O custo social dessa prática é alto, especialmente para o pequeno tomador. Em parte, os bancos públicos estão aliviando o problema, mas não o suficiente.

Uma em cada cinco famílias tem contas em atraso e R$ 1 em cada R$ 8 devidos no cheque especial ou no financiamento de automóveis está em mora.

É um absurdo numa economia que está em pleno emprego observar uma inadimplência tão elevada nas camadas sociais mais baixas.

Mais grave é como está afetando o país. O setor, que tem as condições de ser um propulsor da economia, está se tornando um freio.

A relação crédito/PIB dos bancos privados no Brasil deveria estar crescendo, uma vez que está bem aquém do potencial; entretanto, caiu nos últimos 12 meses de 27,85% para 27,41%. É um fato alarmante.

A realidade mostra, por um lado, que os bancos privados estão seguindo à risca práticas históricas para preservar sua solidez e rentabilidade. Por outro, mostra que a política bancária é inadequada. Urge sua reformulação.

ROBERTO LUIS TROSTER, doutor em economia, foi professor da USP e da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

VEJA MAIORES LUCROS DE BANCOS NO 3º TRIMESTRE

Banco Lucro (em R$ bilhões) Ano
Itaú Unibanco 4,022 2013
Itaú Unibanco 3,807 2011
Itaú Unibanco 3,372 2012
Bradesco 3,064 2013
Itaú Unibanco 3,034 2010
Banco do Brasil 2,945 2011
Bradesco 2,862 2012
Bradesco 2,815 2011
Banco do Brasil 2,728 2012
Banco do Brasil 2,625 2010
  • Fonte: Economatica

É o maior lucro na história do setor para o período, segundo levantamento da consultoria Economatica.

A queda na na inadimplência, que nas operações vencidas há mais de 90 dias ficou em 3,9% no terceiro trimestre, com um recuo ante os 4,2% do trimestre imediatamente anterior e os 5,1% do período de julho a setembro de 2012, foi importante para produção do resultado.

 

 

Alguém ouviu que os juros bancários ao consumidor caíram?

O argumento dos banqueiros e economisde que os juros são altos em razão da inadimplência parece ser uma nota de três.

CIRANDA: BANCOS GANHAM COMO NUNCA NA “CRISE” BRASILEIRA: MÍDIA, OPOSIÇÃO E GOVERNO SILENCIAM

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília –  As saídas de dólares do país superam as entradas, gerando saldo negativo do fluxo cambial de US$ 2,748 bilhões, neste mês, até a última sexta-feira (23). De janeiro a 23 de agosto, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 5,340 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (28) pelo Banco Central (BC).

Do início do ano até a semana passada, o segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) registrou saldo negativo de US$ 9,863 bilhões, enquanto o comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) ficou positivo em US$ 15,203 bilhões.

No mês, até o dia 23, segmento financeiro ficou negativo em US$ 1,204 bilhão. O fluxo comercial também ficou negativo, em US$ 1,545 bilhão. As operações de Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) chegaram a US$ 2,337 bilhões. Os pagamentos antecipados ficaram em US$ 3,294  bilhões. Esses valores estão incluídos nas exportações, que totalizaram US$ 13,383 bilhões. As importações ficaram em US$ 14,928 bilhões, neste mês até o dia 23.

Em julho, o Banco Central eliminou as restrições de prazos para que os exportadores financiem pagamentos antecipados. Antes, os exportadores que quisessem antecipar o recebimento das receitas com as vendas para o exterior poderiam pegar empréstimos de até cinco anos. O BC derrubou esse limite, permitindo que financiamentos de prazos mais longos sejam concedidos. A medida pode ajudar a aumentar a oferta de dólares no mercado, o que pode empurrar a cotação para baixo.

No final de agosto o BC também informou o valor de leilão de venda de dólares das reservas internacionais com compromisso de recompra. No último dia 22, a operação totalizou US$ 2,110 bilhões. Os resultados de outros leilões desse tipo feitos neste mês ainda serão divulgados pela instituição.

O mercado financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. Se houver redução de estímulos, o volume de moeda norte-americana em circulação cai, aumentando o preço do dólar em todo o mundo.

Os ganhos dos bancos com juros cobrados de empréstimos para clientes individuais subiu para o maior patamar desde fevereiro, segundo informou o Banco Cental (BC) nesta quinta-feira (29).

O spread bancário, que é a diferença entre os juros pagos pelos bancos e o que eles cobram dos clientes, subiu para 25,7 pontos percentuais, alta de 5,33% em relação ao mês anterior (24,4 p.p.).

Em relação ao ano anterior, porém, os ganhos com juros dos bancos tiveram uma redução de 3,75% (26,7 p.p.).

Spread é o ganho que os bancos têm com os juros. Quando eles emprestam dinheiro para seus clientes, como no cheque especial, cobram juros muito maiores do que os juros que pagam aos clientes que investem em CDB, por exemplo. Essa diferença de juros é que é chamada de spread.

Segundo os bancos, o spread embute o ganho deles, mas também é composto, entre outros, por gastos com calotes, tributos, operações administrativas e depósitos compulsórios (valor obrigatório que os bancos deixam sob controle do BC).

As taxas para empresas são mais baixas do que as cobradas de clientes individuais, mas também registraram alta, subindo de 10,2 p.p. em junho para 10,8 p.p. em julho, segundo o BC.

No período, o spread bancário médio foi de 17,7 pontos percentuais, acima dos 16,8 pontos percentuais vistos em junho, segundo dados revisados.

Inadimplência fica estável

A inadimplência, apontada como um dos fatores para a alta do spread dos bancos, ficou em 5,2% em julho, mesmo nível verificado no mês anterior.

Taxas de juros também sobem

A taxa média de juros das operações de crédito com recursos livres (praticadas pelo bancos) alcançou 36,2% em julho, assinalando-se expansões respectivas de 6,5 p.p. e 0,8 p.p. nos empréstimos de crédito pessoal não consignado e nos financiamentos de veículos.

 

JUROS: LULA ESTAVA CERTO QUANDO TROCOU O PRESIDENTE DO BC EM 2009?

 

Quem tem o hábito de navegar pelo Google acaba encontrando coisas interessantes. Pelo Twitter recebi uma matéria de 2009 sobre a saída de Antônio Francisco Lima Neto da Presidência do Banco do Brasil porque o Presidente Lula estava insatisfeito com os juros altos que vinham sendo praticados pelo BB.

Pois bem, passados os anos foi a Presidente Dilma que conseguir fazer com que o BB praticasse juros mais baixos, sob fortes críticas dos economistas que crêem que o governo não deve interferir na política monetária do banco.

O resultado foi que neste mês o BB anunciou um dos maiores lucros da sua história e ficou demonstrado que há algo de muito pobre entre essa “autonomia” das instituições financeiras (especialmente do BC), os comentaristas de economia de plantão e o capital financeiro. Vamos à matéria.

 

08/04/09 – 11h29 – Atualizado em 08/04/09 – 15h58

Presidente do Banco do Brasil vai deixar o cargo

Presidente Lula confirmou a saída de Lima Neto nesta quarta.
Lula estaria insatisfeito com os altos juros da instituição.

Do G1, em Brasília

                     Foto: Givaldo Barbosa / Agencia O Globo

O presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco Lima Neto, que vai deixar o cargo nesta quarta. (Foto: Givaldo Barbosa / Agencia O Globo )

O presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, vai deixar o cargo nesta quarta-feira (8). A assessoria de imprensa do BB não confirma a informação e diz que o presidente continua trabalhando normalmente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quarta a saída de Lima Neto e disse que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai explicar os motivos da saída numa entrevista coletiva marcada para as 13h.

“A informação que recebi do ministro ontem é que ele queria sair. Então, o Guido vai explicar para vocês, porque eu não tenho detalhes da saída”, disse Lula.

Segundo Cristiana Lôbo, o sucessor de Lima Neto será Aldemir Bendine, outro funcionário de carreira do Banco do Brasil.

O jornal “O Globo” desta quarta  informa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia decidido demitir o presidente do Banco do Brasil devido ao alto spread bancário.

O jornalista Ancelmo Gois informa em sua coluna que o presidente Lula estaria insatisfeito com as altas taxas de juros cobradas pelo Banco do Brasil e, por isso, decidiu trocar o comando da instituição.

Spread bancário

O problema do spread bancário (a diferença entre o quanto as instituições financeiras pagam por recursos e o quanto cobram dos seus clientes) estava sendo estudado há tempos pelo governo. As reclamações sobre o spread e os pedidos para a sua queda foram constantes, principalmente para os bancos públicos.

Em janeiro, durante encontro com sindicalistas para falar sobre a crise econômica, Lula disse que teria um encontro com os presidentes de bancos públicos para cobrar uma redução do spread.

Em fevereiro, ao sair de uma reunião ministerial o ministro da fazenda, Guido Mantega, afirmou que tinha ”certeza” de que o spread no Brasil podia ser reduzido.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado no mês passado que havia espaço para o spread cair. “Acho que há um trabalho grande a ser feito e um espaço para que o spread caia”, afirmou na ocasião.

Veja o lucro do BB agora:

PARAÍSO DA BANCA: LUCRO DO BB MOSTRA QUE DILMA DEVE PERSISTIR NA BAIXA DOS JUROS. 7,47 BILHÕES.

 

Os bancos estão divulgando seus lucros. Depois de Bradesco, Itaú, Santander, agora é a vez do Banco do Brasil divulgar seus lucros espetaculares. Apesar de ter reduzido o seu juro direto ao consumidor, por determinação do Governo Dilma, o Banco do Brasil se fartou. Banco é banco. Nunca perde. Quando quebra é a sociedade quem paga. Mas o lucro sempre vai para os “investidores”. Veja o quadro dos resultados dos bancos:

 

Ranking no semestre Banco Lucro no semestre (R$ bilhões) Ano
Banco do Brasil 10,03 2013
Itaú Unibanco 7,23 2013
Itaú Unibanco 7,13 2011
Itaú Unibanco 6,73 2012
Itaú Unibanco 6,4 2010
Banco do Brasil 6,26 2011
Bradesco 5,87 2013
Bradesco 5,63 2012
Banco do Brasil 5,51 2012
10º Bradesco 5,49 2011
Ranking no trimestre Banco Lucro no 2º tri (R$ bilhões) Ano
Banco do Brasil 7,47 2013
Itaú Unibanco 3,75 2013
Itaú Unibanco 3,6 2011
Banco do Brasil 3,33 2011
Itaú Unibanco 3,3 2012
Itaú Unibanco 3,16 2010
Banco do Brasil 3,01 2012
Bradesco 2,95 2013
Bradesco 2,83 2012
10º Bradesco 2,78 2011

Fonte: Economática

 

No caso do Banco do Brasil o lucro foi impulsionado por uma operação na área de seguridade, extremamente proveitosa apesar do momento econômico ruim em que foi realizada.

Quando resolveu determinar ao BB e a CEF que reduzissem seus juros ao consumidor, providência que contribui para o banco expandir rua base de negócios, a Presidente Dilma foi duramente criticada por amplos setores das elites financeiras e também da oposição, sendo inclusive acusada de expor o banco à crise por ser forçado a práticas que seriam incompatíveis com a competição do mercado financeiro.

Um texto emblemático sobre como esses setores são zelosos com os interesses das instituições financeiras e duros com a ação do governo (qualquer governo que queira ouse mexer com a “independência” do Banco Central, com a “autonomia dinâmica” do mercado financeiro) é o escrito por José Pio Martins na Gazeta do Povo de 25.01.2013. Vamos a ele.

“Dilma e as críticas 

Publicado em 25/01/2013

O ano de 2012 foi rico em matéria de lições econômicas. Foi um ano que contrariou todas as previsões e induziu o governo federal a inventar várias estripulias contábeis para fechar as contas. A lei orçamentária fixara uma meta para o superávit primário de 3,1% do PIB (que é a sobra de caixa dos municípios, estados e União antes do pagamento dos juros da dívida), e o resultado ficou em apenas 2,4%.

Outros números “traiçoeiros” foram a inflação oficial, que ficou em 5,84% (a meta fixada pelo Banco Central era de 4,5%); o crescimento do PIB, de apenas 1% (a meta era de 4%); e o saldo da balança comercial (diferença entre as exportações e importações de mercadorias tangíveis), que foi muito magro, bem abaixo do que se projetava.

A repercussão negativa das manipulações na contabilidade pública, capitaneada pelo ministro Guido Mantega, foi enorme; muito maior do que o governo poderia ter imaginado. A revista The Economist fez duras críticas e chamou Mantega de “o ministro do jeitinho”, e o jornal Financial Times condenou de forma veemente o comportamento das autoridades.

No mercado interno, as manobras do governo já tinham recebido críticas e a repulsa do mercado, a ponto de um amigo dileto do governo, o ex-ministro Delfim Netto, ter publicado um artigo no jornal Valor Econômico com críticas duríssimas às artimanhas do governo. Delfim chegou a dizer que o governo do PT está promovendo relações incestuosas entre o Tesouro Nacional, o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica.

A presidente Dilma, que merece elogios por sua capacidade de examinar as críticas e reconhecer os erros, ficou assustada com o teor das críticas internas e, sobretudo, com a dureza das críticas internacionais. Certamente, ela não esperava que as manobras na contabilidade para maquiar o saldo do superávit pudessem ter tanta repercussão. Algumas lições do episódio são importantes.

A primeira é que a globalização e a inserção do país no mercado internacional diminuem a margem de manobra dos governos e obrigam as autoridades a levar em consideração a repercussão dos agentes nacionais e estrangeiros. A revista The Economist anunciou que não mais publicará estatísticas econômicas da Argentina e da Venezuela, porque os governos desses dois países estão manipulando os indicadores e mentindo descaradamente. Trata-se de um exemplo interessante e alguém pode achar que isso não importa muito, mas importa, sim! Para começar, os bancos estrangeiros passam a negar empréstimos a esses países, pois, com informações falsas, os negócios são feitos no escuro, coisa que os banqueiros odeiam.

Outra lição é que tentar encobrir maus resultados manipulando a contabilidade é como tentar curar a febre mudando a regulagem do termômetro. Esse tipo de conduta incute desconfiança nos mercados e contribui para desestimular os investidores. E, num país democrático, com imprensa livre, é impossível esconder as traquinagens do governo e o mau comportamento dos governantes.

A terceira lição a aprender é que não basta redução dos juros, liberação de financiamentos e desoneração tributária para estimular os investimentos privados nacionais e estrangeiros. O governo fez tudo isso, mas, ao ser intervencionista demais e gerar desconfiança, ajudou o investimento privado a ser baixo.

Política econômica é como receita de bolo: basta um ingrediente sair errado para que o todo seja perdido”.

     José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.

 

Esse tipo de argumentação tem o objetivo claro de interditar qualquer iniciativa que tenha por objetivo interferir na dinâmica do mercado financeiro. É proibido pensar diferente, refletir diferente, tentar diferente. A solução já está dada nas velhas fórmulas, para sempre!

Pois bem, os resultados apontados pelos balanços dos bancos revelam o quão correta estava a orientação de Dilma em relação aos juros praticados pelo Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal que, em razão desses números, deve voltar a insistir na tecla da redução dos juros pelas instituições financeiras. Há muita gordura para cortar em matéria de juros diretos ao consumidor.

Dilma não deve se assustar com as críticas do economicismo, cujo pensamento apenas reproduz um jeito de “ver o mundo”, a partir da ótica do mercado financeiro e seus ganhos. Através dela gente vira número. Quem não é consumidor (não tem renda) não está no mercado. Quem não tem educação não é absorvido como mão de obra e não existe para o mercado. Ou seja, 1/3 da população brasileira não é gente e não existe para o economicismo. Não é classe. Aliás, existe só quando recomendam corte de gastos que, não raro, atingem programas sociais. O que o economicismo prega é que o mercado financeiro internacional não deixa espaço para “manobras” de estados nacionais na política econômica. A soberania deve ceder à lógica do mercado financeiro internacional.

De 1930 a 1980 o Brasil crescer admiravelmente e tornou-se a oitava economia do mundo, mas também produziu uma das maiores massas de excluídos da face da terra. É a prova cabal que desenvolvimento econômico enriquece quem tem acesso às oportunidades e quem tem dinheiro ganha mais dinheiro. Só. O pobre continua pobre.

Quando a fala da presidente Dilma Rousseff abordou o crescimento e a inflação sob uma ótica fora da curva do mercado financeiro internacional desencadeou-se mais uma onda de críticas à política econômica (tal como retratado no texto de José Pio Martins), como se o Brasil sacrificasse a estabilidade de preços em nome de níveis de emprego maiores. As vozes do novo ataque especulativo eram de gente como Alexandre Schwartsman e Ilan Goldfajn, e jornalistas, como Merval Pereira e Eliane Cantanhêde, mesmo diante da missão do Federal Reserve, banco central americano, que traduzia exatamente o que a presidente Dilma falava: antes mesmo da estabilidade, vem o emprego, como meta central.

Economistas ligados ao sistema financeiro, dentre eles Ilan Goldfajn, do Itaú Unibanco, e Alexandre Schwartsman, ex-Santander, criticaram a política econômica do governo Dilma Rousseff e foram explícitos em seu receituário: para conter a alta de preços, pregaram como remédio de política econômica que o governo incentivasse demissões na economia  (leia mais aqui).

Foi a esse tipo de crítica e, provavelmente, a esses dois economistas que a presidente Dilma Rousseff falou, quando esteve na África do Sul, ao comentar a dicotomia entre emprego e inflação. “Não concordo com políticas de combate à inflação que olhem a redução do crescimento econômico”, afirmou. “Esse receituário quer matar o doente em vez de curar a doença”. Baixaram a borduna na Presidente por tais palavras.

 

Queda da taxa básica de juros – Selic (acima) e aumento do nivel de emprego

 

Instantaneamente, grandes bancos dispararam ordens para apostar na queda dos juros futuros, num movimento que pareceu ser coordenado. E foi isso que levou a presidente Dilma, no Blog do Planalto, a enfatizar seu compromisso com o combate à inflação.

O movimento presidencial deflagrou uma nova rodada de críticas à política econômica. Colunistas políticos, agora especialistas em economia, como Merval Pereira, do Globo, e Eliane Cantanhêde, da Folha, criticam o suposto descaso da presidente Dilma com a inflação.

Ocorre, no entanto, que a presidente não falou absolutamente nada que seja exótico ou mesmo surpreendente. Sua fala traduz uma mensagem que está expressa na missão do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Lá, o emprego vem antes da estabilidade e a missão principal do Fed é “conduzir a política monetária, influenciando as condições monetárias e de crédito na economia, em busca do maior nível de emprego, de preços estáveis e de taxas de juros moderadas no longo prazo”. Ou seja, nos Estados Unidos, economistas com uma visão de mundo semelhante às de Schwartsman ou Goldfajn (economicismo), não teriam sucesso, nem pautariam editoriais na chamada grande imprensa. Emprego baixo e juros na lua não têm Ibope no mundo civilizado (Fonte: Brasil 247). 

Assim, Dilma deve persistir na redução dos juros ao consumidor.

 

Banco do Brasil tem lucro líquido de R$7,5 bi no 2ºtrimestre

terça-feira, 13 de agosto de 2013 08:19 BRT
Por Natalia Gómez

SÃO PAULO (Reuters) – O Banco do Brasil teve lucro líquido de 7,47 bilhões de reais no segundo trimestre, cerca de duas vezes meia acima do resultado positivo obtido um ano antes, impulsionado pela venda bilionária de ações de sua área de previdência, seguros e capitalização, BB Seguridade.

O banco ainda anunciou dividendos de 2,177 bilhões de reais, ou cerca de 0,7769 real por ação, relativos ao segundo trimestre, que serão pagos em 30 de agosto.

Excluindo efeitos não recorrentes que incluíram o IPO da BB Seguridade, o lucro líquido ajustado do maior banco da América Latina foi de 2,63 bilhões de reais, queda de 11,8 por cento sobre o ganho do segundo trimestre de 2012, mas em linha com as previsões dos analistas consultados pela Reuters.

A venda das ações da divisão contribuiu com quase 10 bilhões de reais para o resultado do banco no período.

Apesar de números fortes no crédito e baixa inadimplência, o banco teve menor margem financeira líquida no período. O indicador caiu 5,8 por cento ante o ano anterior, para 7,47 bilhões de reais. Outro dado negativo foi o resultado de tesouraria, que caiu 16,2 por cento ante o mesmo trimestre do ano passado, para 2,45 bilhões de reais.

As despesas com provisões para calotes cresceram 14,8 por cento na comparação com o mesmo período de 2012, para 4,22 bilhões de reais. Segundo o banco, as provisões aumentaram devido ao aumento da carteira de crédito e do maior montante de recuperação de perdas no segundo trimestre.

O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) ajustado –sem considerar efeitos extraordinários no lucro– foi de 16,4 por cento, recuo ante o índice de 21,2 por cento um ano antes.

Mantendo tendência iniciada em meados de 2012, o banco expandiu suas operações de crédito no segundo trimestre. A carteira de crédito ampliada somou 638,63 bilhões de reais, alta de 25,7 por cento ante mesmo período do ano anterior. Na comparação com os três primeiros meses de 2013, o avanço foi de 7,7 por cento.

Apesar da alta do crédito em um cenário de economia debilitada, a inadimplência caiu no segundo trimestre. O índice acima de 90 dias foi de 1,87 por cento, ante 2,19 em junho do ano passado e de 2 por cento em março deste ano.

O banco fechou junho com ativos totais de 1,214 trilhão de reais, avanço de 15,5 por cento em relação a um ano antes.

PREVISÕES

Enquanto os bancos privados têm cortado suas previsões de crescimento do crédito para o ano, o Banco do Brasil elevou a estimativa para sua carteira no país de 16 a 20 por cento, para 17 a 21 por cento em 2013.

A mudança foi motivada por melhores previsões no crédito pessoa jurídica e para o agronegócio. Para empresas, o crescimento previsto de 16 a 20 por cento subiu para 18 a 22 por cento; para o agronegócio, o indicador passou de 13 a 17 por cento para 22 a 26 por cento.

No segmento de pessoa física, o avanço do crédito deve ser abaixo do esperado anteriormente, e a previsão passou de 18 a 22 por cento para 16 a 20 por cento.

A margem financeira bruta deve ficar em 4 a 7 por cento neste ano, abaixo da estimativa anterior de 7 a 10 por cento. As despesas com provisões para calotes sobre a carteira devem ficar entre 2,7 e 3,1 por cento, abaixo da previsão anterior de 3 a 3,4 por cento.

Já os gastos administrativos devem crescer 5 a 8 por cento, abaixo da faixa inicialmente esperada, de 7 a 10 por cento.

APESAR DA POBREZA E DAS DIFICULDADES ECONÔMICAS, BRASIL É PARAÍSO PARA BANCOS

 

Matéria da UOL revelam que, apesar da crise econômica e da existência de problemas com pobreza, saúde e educação, ainda muito longe de encontrarem a superação, o Brasil tem sido um paraíso generoso para as instituições do mercado financeiro.

Sistematicamente, os bancos, ao longo da história, com ou sem crise, com índices de inadimplência altos ou baixos, seguem faturando alto.

 

 

Leia a matéria:

A Itaú SA4, holding que controla o banco Itaú Unibanco, anunciou lucro líquido de R$ 2,562 bilhões no 1º semestre, alta de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado. No 2º trimestre, o lucro da holding foi de R$ 1,184 bilhões, ante alta de R$ 1,112 em 2012, ajudada pelos resutados do maior banco privado no país. Enquanto a área de serviços financeiros entregou receitas 10% mais altas sobre um ano antes, a área industrial, que combina os recursos oriundos da Duratex, Elekeiroz e Itautec, viu a linha diminuir 26,7% no mesmo período. O bom resultado advindo do Itaú compensou o aumento de 120,2% em perdas não recorrentes no mesmo período.

Na semana passada, o banco divulgou avanço de 8,4% no lucro líquido no segundo trimestre, impulsionado por maiores spreads e menores provisões para calotes. O conselho da Itaúsa também divulgou nesta manhã a aprovação de juros sobre capital próprio de R$ 0,071 por ação, com pagamento a partir de 21 de agosto.

Lucro do Itaú Unibanco é maior que economia de 33 países

lucro de R$ 7,055 bilhões do Itaú Unibanco no primeiro semestre, divulgado na semana passada, é maior do que toda a economia de 33 países. De acordo com um levantamento feito pelo UOL com dados do Banco Mundial, os ganhos do maior banco privado brasileiro apenas no primeiro semestre (cerca de US$ 3,11 bi) são maiores do que o PIB (Produto Interno Bruto) de Aruba, Cabo Verde e Butão, por exemplo.

Os 33 países mais pobres do mundo ficam principalmente na África, Oceania, Ásia e América Central. O ranking do Banco Mundial compara a economia de 190 países.

Em 2012, a economia brasileira foi considerada a sétima maior do mundo, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França e Reino Unido.

Bancos brasileiros estão entre os que mais ganham com juros no mundo

Os juros cobrados pelos bancos brasileiros são um dos fatores que fazem os lucros serem cada vez maiores.

Segundo um levantamento do blog Achados Econômicos, o Itaú, apesar de ser só o 39º maior banco do mundo no ranking geral da revista britânica “The Banker”, é o 13º quando o assunto é cobrança de juros.

O conglomerado financeiro recebeu US$ 27,687 bilhões com empréstimos no ano passado.

Os três maiores bancos do país (Itaú, Banco do Brasil e Bradesco) ganharam, juntos, US$ 72 bilhões com juros em 2012.

 

BANCOS COM JUROS DE 200% AO ANO E LUCROS BILIONÁRIOS: DEPUTADOS TRAEM O POVO

Os meios de comunicação divulgaram hoje, numa rotina que assisto desde que me conheço por gente, o lucro das instituições financeiras no Brasil.

O lucro do Itaú subiu para R$ 3,5 bilhões no segundo trimestre de 2013, do Bradesco foi de aproximadamente R$ 3 bilhões e do Santander R$ 500 milhões.

Os dados dão conta que a inadimplência caiu no mesmo período e as taxas de juros se elevaram ou se mantiveram.

Esses dados eloqüentes dão conta do quando o Congresso e o Judiciário Brasileiro traem os interesses da população, sobretudo a mais pobre, quando permitem que os bancos capitalizem as altas taxas de juros que cobram no país.

Os números falam por si. O Itaú anunciou nesta terça-feira que encerrou o segundo trimestre com um lucro líquido de R$ 3.583 bilhões, uma alta de 8,44% em relação ao mesmo período do ano passado e um avanço de 3,2% sobre o trimestre anterior, isso numa conjuntura de crise econômica.

Também maior que o resultado obtido um ano antes, o lucro líquido recorrente do banco, que exclui ganhos e perdas extraordinários, totalizou R$ 3,622 bilhões entre abril e junho deste ano, 1% acima dos R$ 3,585 bilhões registrados no segundo trimestre de 2012 e 3,1% maior que o valor visto nos três primeiros meses deste ano.

A margem financeira diminuiu no segundo trimestre, o que impediu um desempenho melhor do lucro.

A margem financeira gerencial, que leva em conta operações com clientes e com o mercado (tesouraria), ficou em R$ 11,573 bilhões de abril a junho, ante R$ 13,521 bilhões no mesmo período do ano passado. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, a margem financeira do Itaú subiu R$ 47 milhões.

A inadimplência superior a 90 dias teve queda, indo de 4,5% em março para 4,2% em junho. Em doze meses, a redução foi de 1 ponto percentual.

A redução da inadimplência impactou também as despesas de provisões para calotes, que caíram R$ 1,227 bilhão na comparação com o segundo trimestre de 2012, totalizando R$ 4,912 bilhões entre abril e junho deste ano.

No crédito, o banco teve expansão de 8% em relação ao segundo trimestre de 2012, totalizando R$ 467,5 bilhões. A cifra também é 2,5% maior que o resultado do trimestre anterior (R$ 456,16 bilhões).

No entanto, assim como o Bradesco, o Itaú também revisou para baixo suas projeções para 2013. Agora, o banco espera que o crescimento da carteira de crédito neste ano fique entre 8% e 11%. No final de março, a projeção era entre 11% e 14%.

Para as despesas de provisões para calotes, o banco espera uma cifra entre R$ 19 bilhões e R$ 22 bilhões em 2013.

Na semana que passou o Bradesco havia anunciado um lucro de R$ 2,949 bilhões no mesmo período, 4,1% mais que no mesmo período do ano de 2012.

Hoje, o Santander Brasil divulgou que teve lucro líquido de R$ 501 milhões no segundo trimestre, queda de 9,73% em relação ao mesmo período do ano passado e 17,8% abaixo do resultado visto nos três primeiros meses de 2013.

A quem a nossa economia e as nossas instituições servem?

COM JUROS DE 200% NO CHEQUE ESPECIAL, CÂMARA DOS DEPUTADOS QUER BANCOS CAPITALIZANDO CONTRA O CONSUMIDOR

 

Apesar dos juros no Cheque Especial estarem atingindo a casa dos 200% ao ano, das taxas de juros no Brasil serem das mais altas do mundo, do esforço do Governo Brasileiro em tentar reduzir os juros, das taxas de inadimplência terem caído nos últimos anos, da economia ter se estabilizado, dos bancos brasileiros estarem entre os mais rentáveis do mundo, a tentativa de impedir a capitazação dos juros no Sistema Financeiro brasileiro não passou pelo que (ironicamente?) se chama de Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.

Um dos argumentos utilizados pelo deputado que deu parecer contra a boa iniciativa é o de que o STJ vem decidindo pela possibilidade da prática da capitalização dos juros. Ora, o STJ tem decidido assim justamente porque não há lei que proíba a capitalização dos juros. Aliás, durante muitos anos a jurisprudência do STF e do STJ se orientaram para proibir a imoralidade da capitalização (inclusive com Súmulas). Então o argumento é rematado cinismo.

É bom lembrar que a Usura é condenada até pela Bíblia.

Na verdade, a Comissão de Defesa do Consumidor agiu como o poder econômico das instituições financeiras orientam e, assim, agem para que o direito deixe de ser protagonista de uma imoralidade e permite que o economicismo que ofende o consumidor em todas as operações financeira siga galopando sem rédeas.

O que se pode esperar de deputados que tem no sistema financeiro um dos seus maiores doadores nas campanhas eleitorais? Nada além de ser serviçal dos bancos.

Comissão rejeita proibição da cobrança de juros sobre juros.

A Comissão de Defesa do Consumidor rejeitou na quarta-feira (10) o Projeto de Lei 205/11, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), que proíbe a cobrança de juros sobre juros. A prática implica a incorporação dos juros vencidos ao capital e a cobrança de juros sobre o montante capitalizado.

Gustavo Lima

Walter Ihoshi: proposta é incompatível com ordenamento jurídico brasileiro.
O relator, deputado Walter Ihoshi (PSD-SP), recomendou a rejeição da proposta. Entre outros argumentos, ele disse que a medida é incompatível com o ordenamento jurídico vigente. Conforme explicou Ihoshi, por diversas vezes, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que juros capitalizados podem ser cobrados, inclusive em operações com período inferior a um ano.

Ainda segundo o relator, o Banco Central é o órgão responsável por regular a questão, como determina a legislação vigente. Portanto, o projeto não pode alterar o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), como pretende o autor.

Padrão internacional
Do ponto de vista econômico, Walter Ihoshi lembrou que a incidência de juros sobre o montante de juros vencidos segue uma padronização internacional. “O afastamento desse padrão confundiria a análise de indicadores econômico-financeiros brasileiros, dificultando sua comparação a indicadores de outros países. A incerteza na análise dificultaria a decisão de empreendedores internacionais interessados em atuar em nosso mercado”, afirmou o relator.

Por fim, Ihoshi lembrou que a proposta teria efeitos na remuneração da caderneta de poupança. “Se aplicada à poupança, a proposição vai alterar a remuneração do pequeno investidor, que atualmente capitaliza juros sobre juros.”

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Pressionados, bancos reduzem ganhos com juros em 20% em um ano

Matheus Lombardi
Do UOL, em São Paulo

Os bancos brasileiros lucraram como nunca nos últimos anos, quebrando diversos recordes consecutivos. Porém, em 2013, o cenário tem sido um pouco diferente: mesmo com lucros girando na casa dos bilhões, os maiores bancos do país precisaram diminuir a taxa de ganhos com os juros por pressão do governo e dos consumidores. Para eles, agora têm sido cada vez mais difícil quebrar recordes.

O spread bancário, que é a diferença entre os juros pagos pelos bancos e o que eles cobram dos clientes, teve uma redução média de 19,9% em um ano, segundo dados do Banco Central (BC). O retorno das empresas do setor com empréstimos caiu de 21,1 p.p. em março do ano passado para 17,7 p.p., em 2013. Os dados de março são os mais recentes divulgados pelo BC.

Além do lucro dos bancos, o spread também é composto por taxa de inadimplência, tributos, custos administrativos e depósitos compulsórios, entre outros.

Esse foi o fator que mais segurou a expansão do lucro de Itaú Unibanco (1,3%),Banco do Brasil (2,2%) e Bradesco (4,5%), na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Também influenciaram mudanças na carteira de crédito para linhas de empréstimos menos arriscadas, e taxa de juros mais baixa que no início de 2012.

No caso do Santander, houve uma queda de 29,6%.

MARGEM DE GANHOS COM JUROS (EM %)

Banco 1º tri de 2012 1º tri de 2013 Variação
Itaú 12 9,6 -20
Bradesco 7,6 7,2 -5,26
Santander 12,4 11,3 -8,87
Banco do Brasil 8,9 7,6 -14,61
  • Fonte: Balanço das empresas

Governo tem tomado medidas para reduzir os juros ao consumidor

O governo iniciou, em 2011, uma batalha contra as taxas de juros cobradas pelos bancos do país. A presidente Dilma Rousseff chegou a fazer um discurso em rede nacional pedindo que os bancos diminuíssem para ‘níveis civilizados’ os seus ganhos.

A onda de cortes de juros nos bancos começou no início de abril do ano passado, com os bancos públicos, e continuou com os bancos privados.

Porém, em sua última reunião, o BC elevou a taxa básica de juros da economia(Selic) em 0,25 p.p., para 7,5% (valor mais de 30% abaixo do que era praticado em janeiro de 2011, de 11,25%).

A preocupação com os juros é que eles dificultam o crescimento da economia. Com juros mais altos, as empresas investem menos, porque fica caro tomar empréstimos para produção, e as pessoas também reduzem seus gastos, porque o crediário fica mais caro. Essa situação deixa a economia com menos força.

Por outro lado, com juros mais baixos, há mais consumo e mais risco de inflação, porque as pessoas compram mais e nem sempre a indústria conseguir produzir o suficiente. Quando há falta de produtos, a tendência é que eles fiquem mais caros.

A taxa básica de juros orienta o restante da economia, mas há pouco impacto na vida prática de quem precisa usar o cheque especial ou cartão de crédito. Analistas dizem que essas taxas são tão altas que pequenas variações na Selic são incapazes de aliviar ou pesar no bolso no dia a dia.

  

 

Seis coisas que os bancos não contam7 fotos

Os bancos são obrigados, por determinação do Banco Central, a oferecer uma série de serviços gratuitos aos clientes. Este e outros direitos, no entanto, muitas vezes não são conhecidos pelos consumidores, o que pode resultar em gastos desnecessários. Especialistas ouvidos pelo UOL listam a seguir direitos que muitas vezes não são informados pelos funcionários dos bancos Leia mais Arte/UOL