DATA FOLHA, VOX POPULI E IBOPE: OPOSIÇÃO DIMINUIU E ELEITOR É RENITENTE COM MUDANÇA

Ao analisar os números da última pesquisa do DATA FOLHA o editorial da Folha de SP desse domingo constata que “Prossegue sem alterações significativas o quadro das intenções de voto para presidente da República, segundo a pesquisa Datafolha publicada hoje. Tampouco a popularidade de Dilma Rousseff (PT), parcialmente recuperada após uma vertiginosa queda por ocasião das manifestações de junho, conhece variação digna de nova. Talvez seja esse, paradoxalmente, o dado de maior relevo a comentar nesse levantamento” e arremata, “Seja como for, continua fraca a penetração dos principais candidatos oposicionistas à Presidência. Marina Silva (PSB) chega a 23%, mas não tem garantida a cabeça de chapa na coalizão; os demais nomes, como Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), não passam de 16% das intenções de voto”.
Concordo plenamente e tenho a acrescentar apenas que a advertência de Roberto Freire, (PPS) feita quando Marina Silva entrou no PSB vai se confirmando. A oposição diminuiu e tende a se isolar com Aécio e Campos partilhando a mesma fatia de eleitores descontentes com o governo do PT. É o que reiteradamente estão confirmando as seguidas pesquisas divulgadas até agora.

Por outro lado, apesar da situação da economia, cujos indicadores são objeto de uma avalanche diária de avaliações negativas por parte da mídia (alta do dólar, recordes negativos na balança comercial, PIB baixo, e tantos outros males que os analistas de economia não se cansam de reverberar diariamente), do julgamento do Mensalão com a prisão de petistas, Dilma se mantém firme na frente e quiçá porque a percepção do eleitor seja mais aguda do que os analistas imaginam.

A crise é mundial. Nenhum país está bem. O eleitor sabe disso e parece ter a percepção de que o problema do Brasil não é uma singela questão de gestão, de gerência do Estado e da economia, e, portanto, talvez não resolva apenas trocar o ministro da economia e o presidente da república para substituí-los por alguém que o eleitor sequer sabe direito o que pensa.

Além disso, há amplos setores da sociedade atendidos (como nunca, aliás) por programas sociais e que estão plenamente satisfeitos com a ação do governo. Esse aspecto parece fugir das análises da atual conjuntura que setores da mídia fazem diariamente.

Que tal procurar entender a razão pela qual o eleitor é renitente em aceitar a mudança?
Segue os mais recentes levantamentos do DATAFOLHA, VOX POPULI E IBOPE.

DATA FOLHA (23.02.14)

A presidente Dilma Rousseff mantém a liderança na disputa pela Presidência da República com 47% das intenções de voto e venceria no primeiro turno caso a eleição fosse hoje, segundo pesquisa divulgada neste sábado pelo Instituto Datafolha. O senador Aécio Neves (PSDB) aparece com 17%, seguido por Eduardo Campos (PSB), que tem 12%. Votos brancos e nulos somam 18% e 6% dos 2.614 entrevistados na pesquisa disseram não saber ainda em quem vão votar. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para cima e para baixo.

Não houve alteração no percentual de intenção de votos atribuídos a Dilma na comparação com a pesquisa anterior, de novembro de 2013. Aécio Neves caiu dois pontos percentuais, de 19% para 17%, dentro da margem de erro da pesquisa. Porém, esta é a segunda queda consecutiva do tucano, que tinha 21% na pesquisa do Datafolha de outubro de 2013.

Eduardo Campos oscilou um ponto percentual para cima — tinha 11% das intenções de voto em novembro passado – mas ainda não retomou ao patamar de outubro, quando tinha 16%. Quando o nome de Campos é substituído pelo de Marina Silva (PSB) as intenções de voto do PSB sobem para 23%. Mas mesmo com a entrada de Marina na disputa, Dilma mantém a liderança com 43% dos votos declarados. Aécio Neves fica com 15%. Também neste cenário, a reeleição da atual presidente é garantida no primeiro turno.

O Instituto Datafolha também pesquisou a possibilidade de o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva sair candidato no lugar de Dilma. O desempenho dele segue superior ao da presidente Dilma: venceria com 54% se disputasse com Marina Silva e Aécio Neves e com 51% se a disputa fosse com Aécio Neves e Eduardo Campos.

VOX POPULI (22.02.14)

A presidente Dilma Rousseff (PT) venceria no primeiro turno a disputa pelo cargo caso as eleições fossem hoje, de acordo com pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi em parceria com a Carta Capital.

A sondagem aponta Dilma com 41% das intenções de voto, resultado que equivale a quase o dobro de seus dois principais adversários. O senador Aécio Neves (PSDB) ficou com 17% das intenções de voto, e Eduardo Campos (PSB), com 6%.

Os demais prováveis candidatos juntos não somaram mais de 1% das intenções de voto. São eles: Pastor Everaldo (PSC), Randolfe Rodrigues (PSOL), Levy Fidelix (PRTB), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB).

A pesquisa mostrou também que cerca de 20% dos eleitores não responderam ou ainda não sabem em quem votar. Outros 15% manifestaram intenção de votar nulo ou bem branco.

A margem de erro é de 2,1 pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento feito pela Vox Populi e Carta Capital foi realizado entre 13 e 15 de fevereiro, período em que foram ouvidos 2.201 eleitores em 161 municípios de todas as regiões do País.

IBOPE (22.02.14)

A taxa de aprovação do governo Dilma Rousseff caiu de 43% em dezembro para 39% neste mês, indicou pesquisa divulgada nesta sexta-feira (21) pelo site do jornal “O Estado de S.Paulo”, que encomendou o levantamento ao instituto.
O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 141 municípios entre os últimos dias 13 e 17. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos – isso quer dizer que a aprovação do governo pode variar no intervalo entre 37% e 41%.
O histórico dos levantamentos realizados pelo Ibope para o jornal indica que a aprovação ao governo tem sofrido oscilações desde a onda de protestos de junho do ano passado. Em julho de 2013, o percentual dos que consideravam o governo Dilma “ótimo” ou “bom” caiu de 55% para 31%. No mês seguinte, o índice subiu para 38%. Em setembro, foi para 37% e, em novembro, para 39%.
saiba mais
Avaliação positiva do governo vai de 37% em setembro para 43% em dezembro, diz Ibope
Segundo a pesquisa, o governo obteve as melhores taxas de aprovação entre o eleitorado com mais de 55 anos (45%), escolaridade até a quarta série do ensino fundamental (50%) e renda de até um salário mínimo (49%) e as piores no eleitorado com menos de 24 anos (35%), escolaridade superior (26%) e renda de mais de cinco salários mínimos (34%).
Por região, a melhor aprovação está no Nordeste (51%), de acordo com o levantamento. As piores taxas estão no Sudeste (33%) e no Norte/Centro-Oeste (32%)
Os entrevistados também responderam ao Ibope sobre a realização da Copa do Mundo no Brasil – 58% são favoráveis e 38% contrários. Os que julgam que a Copa resultará em mais benefícios que prejuízos para o país são 43% e os que avaliam o contrário são 40%.

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31.11.13

DATA FOLHA: DILMA SEGUE CRESCENDO E GANHARIA NO PRIMEIRO TURNO CONTRA AÉCIO E CAMPOS
 

O novo levantamento do Data Folha apontou que, de junho para cá, só a presidente Dilma Rousseff segue crescendo na intenção de votos para 2014. A oposição segue assistindo tanto Dilma quanto Lula, em qualquer cenário, liderando as intenções de voto. Enquanto faltam nomes competitivos na oposição o PT tem dois, ou seja, tem de sobra.

No novo levantamento o Data Folha, conforme informa a Folha de São Paulo, testou nove combinações de nomes.

Dilma tem de 41% a 47%, conforme o adversário e Lula tem de 52% a 56%, também conforme o adversário.

O levantamento foi realizado com 4.557 entrevistas e em 194 municípios nas últimas quinta e sexta-feira, com uma margem de erro máxima de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Dilma tem 47% contra 19% de Aécio Neves (PSDB) e 11% de Eduardo Campos (PSB). Em outubro, ela tinha 42%. O tucano tinha 21% e o socialista, 15%. Ou seja, Dilma subiu e os adversários encolheram.

O percentual de eleitores que votam em branco, nulo ou que se dizem indecisos ficou inalterado em 23%, de outubro para cá, de modo que o que se pode observar que, pasmem, Dilma ainda tirou votos de Aécio e Campos.

Dilma ganha no primeiro turno contra Aécio e Campos.

Dilma só não vence no primeiro turno se o PSB substituir Campos por Marina e o PSDB Aécio por Serra. Dilma tem 41% contra os 43% de Serra e Marina juntos (Marina com 24% e Serra 19%).

O levantamento acusa, no entanto, que Dilma vem recuperando forças, pois em outubro tinha 37%, contra 28% de Marina e 20% de Serra.

O Data Folha colocou Joaquim Barbosa em um dos cenários e ele apareceu apenas com 15%, em segundo lugar. Nesse quadro Dilma também venceria no primeiro turno com 44%, com Aécio com 14% e Campos com 9%.

Lula venceria a disputa no primeiro turno em todos os cenários.

O resultado confirma o que o Ibope apurou no mês de outubro: o crescimento de Dilma.

G1

Gráfico Datafolha (Foto: G1)

 

Leia mais: 18.11.2013

IBOPE: APESAR DO MENSALÃO E ECONOMIA, DILMA AMPLIA DE 5 PARA 13 PONTOS DIFERENÇA SOBRE ADVERSÁRIOS

 

Presidente Dilma subiu para 43% das intenções de voto contra 14% de Aécio Neves (PSDB) e 7% de Eduardo Campos (PSB).

Ampliou a diferença de 5 para 13 pontos percentuais à frente dos adversários.

A nova pesquisa do Ibope divulgada nesta segunda-feira (18), demonstra que o julgamento do Mensalão, que ocupou boa parte da pauta da mídia nacional nos últimos 30 dias, não tem mais expressão como fato político na eleição de 2014.

É o que diz o resultado do último levantamento, onde Dilma venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje. O senador tucano Aécio Neves (PSDB) não cresceu e se mantém com com 14%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, apesar da adesão de Marina Silva a seu partido, o PASB, acabou caindo em três pontos percentuais e está com 7%.

Brancos e nulos estão em 21% e não responderam com 15%.

O último levantamento do Ibope (Veja abaixo), em 24 de outubro, acusava Dilma com 41%; Aécio, 14%; e Campos, 10%.

Nas outras hipóteses, o levantamento também mostra que Dilma vence no primeiro turno contra o ex-governador de São Paulo José Serra e a ex-senadora Marina Silva. No primeiro cenário, com 17% das intenções de voto; e a segunda, com 15%. A presidente também sai vitoriosa em todas as simulações de eventual segundo turno.

O inusitado é que na rejeição dos candidatos, que mede o porcentual de eleitores que não votaria em um concorrente de maneira alguma, Dilma aparece como menos rejeitada entre os possíveis concorrentes, posto que era de Marina Silva no levantamento anterior. José Serra mantém-se como o candidato com a maior taxa de rejeição, com 49%, seguido por Eduardo Campos (42%), Aécio Neves (39%), Marina Silva (37%), seguida de Dilma.

Na pesquisa de outubro, Serra tinha 47%, contra 40% de Aécio, 39% de Campos, 38% de Dilma e 31% de Marina.

O governo Dilma continua com avaliação ainda sofrível para que pretende a reeleição, mas, apesar do episódio do Mensalão e da economia, é considerado ótimo ou bom por 39% dos entrevistados, regular para 36% e ruim ou péssimo para 26%. No levantamento anterior, a avaliação era de, respectivamente, 38%, 35% e 26%.

Mas a confiança dos brasileiros em Dilma melhora e mostrou que 51% dos brasileiros confiam na atual presidente, índice que era de 49% na pesquisa de outubro. Em relação à aprovação, 55% dos que opinaram dizem aprovar Dilma, patamar que era de 53% no levantamento anterior.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O Ibope ouviu 2.002 eleitores de 7 a 11 de novembro em 142 municípios do país.

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IBOPE DÁ DILMA NA FRENTE: O QUE FARÁ CAMPOS NO SEGUNDO TURNO DE DILMA CONTRA AÉCIO OU SERRA?

A nova composição do quadro eleitoral, construída a partir do ingresso de Marina Silva no PSB de Eduardo Campos, coloca Dilma Rousseff como vitoriosa já no primeiro turno em 2014, tal como revelou a mais recente pesquisa do instituto Ibope e divulgada nesta quinta-feira (24), em parceira com a Rede Globo e Estadão, e ouviu 2.002 eleitores em 143 municípios entre os dias 17 e 21 de outubro, com margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Assim, com Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) no campo da oposição Dilma teria 41% dos votos contra 14% de Aécio e 10% de Campos.

Se o PSB e o PSDB trocarem seus candidatos o desempenho da oposição melhora e a eleição vai para o segundo turno. Dilma teria 39%, Marina 21%  e Serra 16%, ainda assim numa situação de empate técnico com a soma dos dois. Como mais candidatos se apresentarão, nesse cenário hoje teríamos um segundo turno certo.

No terceiro cenário Marina teria 21%, Dilma 39% e Aécio 13%.

No quarto, Dilma 40%, Serra 18% e Campos 10%.

Já no segundo turno Dilma ganha de todos. De Marina por 42% a 29%. Contra Campos por 45% a 18% e contra Aécio por 47% a 19%. Contra Serra por 44% a 23%.

Há no ar uma pergunta que não vai calar: como se comportarão Campos e Marina num eventual segundo turno de Dilma contra Aécio ou Serra?

A presença de Marina no PSB não mudou a sorte de Eduardo Campo e Aécio patina.

Tanto Campos quanto Aécio terão que conviver dentro dos seus partidos com o crescimento da sombra de Marina e Serra, que tende a  ser cada vez maior quanto maior for a proximidade do processo eleitorial. Será uma fonte permanente e inesgotável de fofoca, factóides e intrigas.

O Deputado Federal Roberto Freire previu que a ida de Marina para o PSB foi um erro por eliminar uma candidatura no campo das oposições e parece que estava certo.

 

UOL

SUCESSÃO PRESIDENCIAL – CENÁRIO 1

Dilma Rousseff (PT) 41%
Aécio Neves (PSDB) 14%
Eduardo Campos (PSB) 10%
Branco/Nulo/Nenhum 22%
Não sabe 13%
Pesquisa feita entre os dias 12 a 21 deste mês, em 143 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais

SUCESSÃO PRESIDENCIAL – CENÁRIO 2

Dilma Rousseff (PT) 39%
Marina Silva (PSB) 21%
Aécio Neves (PSDB) 13%
Branco/Nulo/Nenhum 16%
Não sabe 11%
Pesquisa feita entre os dias 12 a 21 deste mês, em 143 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais

SUCESSÃO PRESIDENCIAL – CENÁRIO 3

Dilma Rousseff (PT) 39%
Marina Silva (PSB) 21%
José Serra (PSDB) 16%
Branco/Nulo/Nenhum 15%
Não sabe 10%
Pesquisa feita entre os dias 12 a 21 deste mês, em 143 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais

Pesquisa anterior

A última pesquisa feita pelo Ibope, divulgada em 26 de setembro, trazia um cenário com Marina Silva e Eduardo Campos na mesma disputa. Na época, a ex-senadora ainda tentava obter na Justiça Eleitoral o registro da Rede Sustentabilidade. No levantamento, a presidente tinha 38% das intenções, contra 22% de Marina, 13% de Aécio e 5% de Campos (UOL).

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12.10.2013

DATA FOLHA DIZ QUE FREIRE ESTAVA CERTO: A RAINHA DILMA AINDA É REELEITA EM QUALQUER COMBINAÇÃO

A pesquisa do instituto Datafolha realizada na sexta-feira (11) jogou o primeiro balde de água fria no frenesi criado com a surpreendente filiação de Marina Silva no PSB.

Agora, segundo o DataFolha, a rainha Dilma teria 42% das intenções de voto,  Aécio 21% e Campos 15%. Votos em branco, nulo ou nenhum totalizam 16% e outros 7% não sabem em quem votar. Ou seja, a galinha é morta já no primeiro turno e com uma bela dianteira de 8%.

Trata-se de uma pesquisa com 2.517 entrevistas em 154 municípios e com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

A pesquisa trabalhou ainda com 4 cenários diferentes, substituindo Campos por Marina, no PSB e Aécio por José Serra no PSDB.

Em três combinações a rainha Dilma não teria índice suficiente para garantir a reeleição no primeiro turno e esse será o pesadelo de Eduardo Campo e Aécio Neves daqui para a frente.

É que com Marina e Serra a vida da rainha Dilma fica mais difícil.

Dilma teria 37% dos votos, Marina 28%, Serra 20%, brancos, nulos e nenhum, 10%, e não sabem, 5%. Teríamos segundo turno.

Dilma teria 40%, Serra, 25%, e Campos 15%, brancos, nulos e nenhum, 15%, e não sabem, 6%. Teríamos segundo turno.

Dilma teria 39%, Marina 29%, Aécio 17%, brancos, nulos e nenhum, 10%, e não sabem, 5%. Teríamos segundo turno.

Campos ainda vai ter que remar muito para um lugar ao sol.

Assim, ou Aécio ou Campos teriam que sair da disputa. Uma bela confusão interna no PSB e no PSDB a ser observada nos próximos meses.

É bem verdade que o Datafolha diz que a  rainha Dilma venceria todas as simulações de segundo turno, resultando que as modificações trariam para a rainha apenas a necessidade de aumentar um pouco o esforço.

A vitória mais apertada seria contra Marina, 47% a 41%, e ai está o drama do PSB.

Contra Aécio Neves a rainha teria 54%  31%,

Contra Serra a rainha seria reeleita por 51% a 33%.

O maior índice de rejeição é ao nome de José Serra: 36% não votariam nele. Normal para ele. Dilma tem rejeição de 27%, baixíssima para que  viveu a crise recente. Campos 25%, alta para um novato que surfou nas benesses do governo federal até agora. Aécio tem 24%, alta para alguém tão charmoso. E tem Marina, 17%, a menor rejeição, normal para quem assume tão poucos compromissos.

Ou seja, a rainha Dilma é uma adversária muito dura para qualquer um deles.

Roberto Freire estava certo, melhor 3 candidaturas na oposição do que apenas duas.

Veja que o índice de popularidade de Dilma se estabilizou e agora tem recuperação mais lenta. Subiu 8 pontos após a grande queda pós manifestações de junho.

Editoria de arte/Folhapress

 

07.10.2013

FREIRE ESTÁ CERTO, A OPOSIÇÃO ENCOLHEU E O SEGUNDO TURNO FICOU MAIS LONGE

 

Houve quem dissesse que a reação de Roberto Freire, Presidente do PPS e deputado federal, condenando a opção de Marina Silva por se filiar no PSB, era resultado de seu partido ter sido rejeitado pela ex-senadora.

Esse argumento é falto e simplista na medida em que Freire apresentou uma argumentação com razoável consistência para considerar que a decisão de Marina “é um erro para as oposições”. Freire já demonstrou em outras ocasiões o seu desapego por comandar candidaturas presidenciais quanto abriu o partido para Ciro Gomes por duas vezes e compartilhando-a com outras legendas (na última vez com PDT e PTB). No frigir dos ovos Freire já viu que esse tipo de manobra nada acrescenta ao Partido. Ciro entrou e saiu e o PPS continuou do mesmo tamanho. Com Marina não seria diferente. E a prova disso é que os mais de 20 milhões de votos de Marina não fizeram do PV um partido de mais de 20 milhões de votos. Então, ter candidato a presidente não gera automaticamente um partido maior e mais forte. O PSB verá isso.

O que Freire queria agora era manter a oposição com um leque maior de boas candidaturas para ter melhores chances num eventual segundo turno.

O argumento de Freire é de que a decisão é ruim porque implica em abdicar de uma candidatura no campo da oposição.

De fato, todos pudemos ver que após o Rede Sustentabilidade, partido que Marina queria criar, ter seu registro indeferido pelo TSE, o PPS se colocou à disposição de Marina para abrigar a candidatura de Marina e, assim, manter o campo da oposição com as candidaturas de Marina, Aécio e Eduardo Campos. Esse era o objetivo de Freire.

Quando foi comunicado da decisão por Marina, Freire ainda tentou argumentar com a ex-senadora afirmando que considerava a decisão um erro e que a saída dela da disputa presidencial enfraqueceria o campo oposicionista. Segundo Freire, “Nós dissemos que não era uma alternativa boa para a oposição, pois diminuiria o número de opções aos eleitores”.

De todas as análises que li e ouvi até agora essa de Freire parece ser a mais sensata.

Voto tem dono? Nas últimas eleições presidenciais no Brasil a única liderança que conseguiu transferir votos seus para outro, com vigor sem precedentes, foi Lula na eleição de Dilma. Então, voto não tem dono. Aliás, na última eleição presidencial Marina não tem nem idéia onde foram parar os seus mais de 20 milhões de votos.

Essa história de que a candidatura de Eduardo Campo sai fortalecida com a filiação de Marina ao seu partido vai durar até a próxima pesquisa. Duvido que um some alguma coisa para o outro. Talvez, se Marina for a candidata o PSB poderá dar-lhe o que não teve na última eleição, ou seja, estrutura partidária. Mas o eleitorado que a seguiu até aqui, com o perfil que se concretizou, irá junto com ela num partido com os mesmos vícios dos outros? Qual será o custo dessa mudança? Voto tem dono?

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) também argumenta que o fato diminuiu o número de candidatos ao Palácio do Planalto e beneficia a presidente Dilma Rousseff: “É uma novidade ruim para a oposição e para a democracia, porque a redução de alternativas limita o debate para a sociedade. Para a oposição, o melhor seria a Marina disputando a presidência pelo PPS. Para o Planalto, foi a melhor opção, por eliminar a candidatura que tinha mais densidade eleitoral”.

O fato é que o campo de oposição passou a ter somente duas candidaturas, circunstância que é flagrantemente ruim para quem quer levar a eleição para o segundo turno. É o dado concreto. Freire está certo, a oposição se fragilizou. Veremos se as pesquisas o contrariam.

07.10.2013

FREIRE ESTÁ CERTO, A OPOSIÇÃO ENCOLHEU E O SEGUNDO TURNO FICOU MAIS LONGE

 

Houve quem dissesse que a reação de Roberto Freire, Presidente do PPS e deputado federal, condenando a opção de Marina Silva por se filiar no PSB, era resultado de seu partido ter sido rejeitado pela ex-senadora.

Esse argumento é falto e simplista na medida em que Freire apresentou uma argumentação com razoável consistência para considerar que a decisão de Marina “é um erro para as oposições”. Freire já demonstrou em outras ocasiões o seu desapego por comandar candidaturas presidenciais quanto abriu o partido para Ciro Gomes por duas vezes e compartilhando-a com outras legendas (na última vez com PDT e PTB). No frigir dos ovos Freire já viu que esse tipo de manobra nada acrescenta ao Partido. Ciro entrou e saiu e o PPS continuou do mesmo tamanho. Com Marina não seria diferente. E a prova disso é que os mais de 20 milhões de votos de Marina não fizeram do PV um partido de mais de 20 milhões de votos. Então, ter candidato a presidente não gera automaticamente um partido maior e mais forte. O PSB verá isso.

O que Freire queria agora era manter a oposição com um leque maior de boas candidaturas para ter melhores chances num eventual segundo turno.

O argumento de Freire é de que a decisão é ruim porque implica em abdicar de uma candidatura no campo da oposição.

De fato, todos pudemos ver que após o Rede Sustentabilidade, partido que Marina queria criar, ter seu registro indeferido pelo TSE, o PPS se colocou à disposição de Marina para abrigar a candidatura de Marina e, assim, manter o campo da oposição com as candidaturas de Marina, Aécio e Eduardo Campos. Esse era o objetivo de Freire.

Quando foi comunicado da decisão por Marina, Freire ainda tentou argumentar com a ex-senadora afirmando que considerava a decisão um erro e que a saída dela da disputa presidencial enfraqueceria o campo oposicionista. Segundo Freire, “Nós dissemos que não era uma alternativa boa para a oposição, pois diminuiria o número de opções aos eleitores”.

De todas as análises que li e ouvi até agora essa de Freire parece ser a mais sensata.

Voto tem dono? Nas últimas eleições presidenciais no Brasil a única liderança que conseguiu transferir votos seus para outro, com vigor sem precedentes, foi Lula na eleição de Dilma. Então, voto não tem dono. Aliás, na última eleição presidencial Marina não tem nem idéia onde foram parar os seus mais de 20 milhões de votos.

Essa história de que a candidatura de Eduardo Campo sai fortalecida com a filiação de Marina ao seu partido vai durar até a próxima pesquisa. Duvido que um some alguma coisa para o outro. Talvez, se Marina for a candidata o PSB poderá dar-lhe o que não teve na última eleição, ou seja, estrutura partidária. Mas o eleitorado que a seguiu até aqui, com o perfil que se concretizou, irá junto com ela num partido com os mesmos vícios dos outros? Qual será o custo dessa mudança? Voto tem dono?

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) também argumenta que o fato diminuiu o número de candidatos ao Palácio do Planalto e beneficia a presidente Dilma Rousseff: “É uma novidade ruim para a oposição e para a democracia, porque a redução de alternativas limita o debate para a sociedade. Para a oposição, o melhor seria a Marina disputando a presidência pelo PPS. Para o Planalto, foi a melhor opção, por eliminar a candidatura que tinha mais densidade eleitoral”.

O fato é que o campo de oposição passou a ter somente duas candidaturas, circunstância que é flagrantemente ruim para quem quer levar a eleição para o segundo turno. É o dado concreto. Freire está certo, a oposição se fragilizou. Veremos se as pesquisas o contrariam.