DIMAS ORTÊNCIO E JURANDYR SOUZA JR DEIXAM O TJ/PR

Nesta sexta-feira o Tribunal de Justiça do Paraná deixará de contar com dois magistrados  que vão deixar saudades pela singularidade das suas atuações como magistrados.  Magistrados devotados à carreira, com histórias que honram o ofício e marcadas pelo humanismo, pelo preparo jurídico e o bom relacionamento com a comunidade jurídica.

 

O desembargador Dimas Ortêncio de Melo se aposenta a pedido nesta sexta-feira (28/02). Na magistratura há 44 anos, foi juiz adjunto em quatro comarcas e juiz titular em outras três. Posteriormente exerceu a judicatura na 7ª Vara Cível e na 2ª Vara da Família e Infância, ambas na Comarca de Londrina. No dia 03 de fevereiro de 2005 foi promovido a desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.

Foi juiz eleitoral, tendo sido coordenador em quatro eleições. Foi diretor do Fórum no biênio 97/99. No final da gestão como diretor do Fórum, recebeu a Comenda Coronel Sarmento da Polícia Militar do Paraná. Foi coordenador e professor na Escola da Magistratura do Paraná.

O desembargador Jurandyr Souza Junior se aposenta a pedido nesta sexta-feira (28/02), após 32 anos dedicados à magistratura.

Promovido ao cargo de desembargador do TJPR em 2005, iniciou a carreira no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná em 2002, quando foi promovido por merecimento para o Tribunal de Alçada.

Ao fazer uma avaliação de sua vida profissional, o desembargador recorda as dificuldades que teve que superar no início da carreira na magistratura e lembra com carinho as comarcas pelas quais passou. “Passei por doze comarcas como juiz substituto, tive a oportunidade de aprender muito em todos esses ambientes. A carreira da magistratura nos dá uma experiência de vida muito grande”, comenta.

Com toda essa experiência acumulada, o magistrado, que também leciona na Escola da Magistratura do Paraná desde 1980, aconselha os novos pretendentes ao ingresso na carreira que tenham a consciência de que um juiz deve dedicar seu tempo integralmente à Magistratura. “É uma carreira que não depende apenas dos estudos. Para viver bem é preciso gostar da profissão e cultivar esse desejo 24 horas por dia”, conclui.