DATAFOLHA: DILMA CAI 6 PONTOS, MAS FALTA OPOSIÇÃO. LULA É IMBATÍVEL.

Apesar da queda de 6 pontos percentuais na nova pesquisa do DataFolha, divulgada neste sábado, Dilma continua ganhando no primeiro turno as eleições de outubro de 2014 para presidente.

Nem mesmo o pessimismo fortemente veiculado pelos meios de comunicação, estimulados pela ação de agências internacionais de avaliação e da má-vontade do mercado financeiro com Dilma, além do recente embróglio da compra da refinaria de Pasadena quando Dilma era presidente do Conselho da Petrobrás, impedem a vitória de Dilma no primeiro turno.

Na nova pesquisa, realizada nos dias 2 e 3 de abril, nos momentos de divulgação do rebaixamento da nota do Brasil por importante agência internacional e com o escândalo de Pasadena ocupando o noticiário,  Dilma Rousseff caiu 6 pontos e obteve 38% das intenções de voto.

Na última pesquisa, realizada nos dias 19 e 20 de fevereiro, Dilma obteve 44%.

Apesar da queda, os 38% de Dilma lhe dão uma vantagem confortável de 12 pontos à frente da soma de seus dois principais adversários, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador Eduardo Campos (PSB-PE).

Aécio manteve os 16% obtidos em fevereiro e o Campos foi de 9% para 10% ou seja, dentro da margem de erro de 2 pontos. Portanto, seguem fracassando na medida que se mostram sem viabilidade eleitoral. A esperança reside mais nos defeitos que eventualmente Dilma possa apresentar que à capacidade dos candidatos da oposição de sensibilizar os eleitores.

Ou seja, falta oposição para Dilma.

A pesquisa aferiu se o candidato do PT fosse Lula e nessa hipótese a vantagem do candidato do governo é mais exuberante. Lula teria 52% das intenções de voto e acabaria com a eleição no primeiro turno, já que Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) teriam 16% e 11%, respectivamente, portanto quase a metade do ex-presidente.

Nesse aspecto, o plano B do PT é mortal.

A única forma da oposição ter algum fôlego para levar a eleição para o segundo turno é tirando Eduardo Campos e colocando em seu lugar Marina Silva (PSB).

Marina teria 27%, 4 pontos a mais do que o índice de fevereiro e Aécio oscila de 15% para 16%, levando a eleição para o segundo turno.

Nesse cenário, se o candidato fosse Lula não haveria segundo turno em nenhuma hipótese.

O resultado do DataFolha confere com o do Ibope. Leia a matéria do Estadão.

20.março.2014 18:00:45

Ibope mostra estabilidade e Dilma mantém expectativa de vitória no 1º turno

Na primeira pesquisa feita pelo instituto em 2014, presidente obtém até 43% das intenções de voto; Aécio e Campos registram 15% e 7%

Daniel Bramatti e José Roberto de Toledo


A primeira pesquisa Ibope deste ano sobre a corrida presidencial revela um quadro de estabilidade: Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, tem 43% das intenções de voto, o mesmo índice que foi registrado em novembro de 2013, data do levantamento anterior. O tucano Aécio Neves oscilou um ponto porcentual para cima, de 14% para 15%, e Eduardo Campos (PSB) se manteve com 7%.

Em outro cenário analisado pelo Ibope, em que os nomes de cinco “nanicos” são incluídos na lista apresentada aos entrevistados, Dilma, Aécio e Campos aparecem, respectivamente, com 40%, 13% e 6%. Somados, os demais candidatos ficam com 4%. Ou seja, mesmo assim, a representante do PT tem mais eleitores que a soma dos adversários (40% a 23%) – condição necessária para vencer no primeiro turno.

Em um eventual segundo turno, Dilma também seria vitoriosa. Contra Aécio, sua vantagem seria de 27 pontos porcentuais (47% a 20%). Em uma disputa direta com Campos, a distância chegaria a 31 pontos (47% a 16%).

Apesar do favoritismo da candidata do governo, a maioria (64%) do eleitorado afirma esperar que o próximo presidente “mude totalmente” ou “muita coisa” na próxima gestão.

Apenas 32% esperam continuidade “total” ou de “muita coisa”.

O Ibope perguntou somente aos entrevistados que desejam mudanças se estas devem ser promovidas com Dilma ou com outra pessoa na Presidência. Nesse caso, a presidente tem apoio de apenas 27%. Outros 63% afirmam que querem mudar o País com outro governante.

Quando todo o universo de entrevistados é consultado, o resultado é diferente. Diante da pergunta “quem tem mais condições de promover as mudanças de que o País ainda necessita?”, Dilma aparece com 41%, com larga vantagem sobre Aécio (14%) e Campos (6%).

O Ibope também testou cenários em que Marina Silva é listada como candidata, no lugar de Eduardo Campos – apesar da possibilidade remota de que a chapa do PSB seja alterada até a eleição. Em uma eventual disputa entre Dilma, Aécio e Marina, as intenções de voto são de 41%, 14% e 12%, respectivamente. Marina vem perdendo terreno nas simulações desde outubro, época em que era a preferida de 21% do eleitorado.

Em um eventual segundo turno entre a atual presidente e a ex-ministra do Meio Ambiente e ex-candidata a presidente pelo PV, Dilma venceria por 45% a 21%.

O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios. As entrevistas foram realizadas entre os dias 13 e 17 de março. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 31/2014.

O nível de confiança utilizado para calcular o tamanho da amostra e a margem de erro é de 95%. A pesquisa foi feita por iniciativa do próprio Ibope – o instituto aparece como contratante na documentação entregue à Justiça Eleitoral.