APESAR DA CRISE, DO PESSIMISMO, DAS DESONERAÇÕES, NOVO RECORDE DE ARRECADAÇÃO NA RECEITA

Uma das críticas ao Governo Federal é de que exagerou nas desonerações de impostos ao aliviar a carga para alguns setores da economia, a outra e que freqüenta de modo insistente as análises econômicas que circulam na mídia diariamente é a de que o setor produtivo está pessimista e, subjacente a isso, que o país está em crise e com problema de gerência na economia.

Os dados divulgados pela Receita Federal, no entanto, dão conta que essa “máquina mal gerida” seguidamente bate recordes de arrecadação., que insistem em mostrar o vigor da economia brasileira e a desmentir o alardeado pessimismo.

Abstraída a batalha medieval que está se instando no processo eleitoral, esses números merecem reflexão, pois instigam que se olhe para além da reconhecida competência da Receita Federal no seu ofício de arrecadar.

A arrecadação de impostos e contribuições federais chegou a R$ 185,884 bilhões no mês passado em termos nominais, valor recorde para meses de abril. Os números estão sendo divulgados hoje (26) em Brasília e mostram que o crescimento ficou em 0,93%, em comparação ao mesmo período de 2013, com a correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, (IPCA).

No primeiro quadrimestre, a arrecadação foi, em termos nominais, R$ 399,310 bilhões e teve crescimento real (corrigido pela inflação) de 1,78%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo a Receita Federal, o resultado, entre outras coisas, foi influenciado pela queda na arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido em janeiro e em fevereiro. Houve, porém, reversão do quadro em março – principalmente em razão dos crescimentos observados nos recolhimentos de estimativas mensais que, no mês de abril, apresentou crescimento de 21,76% em comparação ao mesmo mês do ano passado.

Outro fator considerado foi o desempenho dos principais indicadores macroeconômicos que influenciam a arrecadação de tributos, como a produção industrial (-0,9%), vendas de bens e serviços (-5,63%), massa salarial (10,71%) e o valor em dólar das importações. Fatos esses ocorridos em março, mas que influenciaram o resultado de abril (Agência Brasil).