OS NÚMEROS VÃO DESMENTINDO O DISCURSO DEMAGÓGICO E ESTÚPIDO CONTRA A COPA

O isolamento a que estão sendo submetidos os atos contra a Copa fará com que os atos de estupidez se intensifiquem. O sinal mais evidente que os chamados Black-Blocs contam com o esforço do PCC para impulsionar um suposto caos na Copa. Queima da bandeira nacional não surpreende. Esses grupos, sem causa, sem compromisso, sem rumo, desaparecerão após a Copa.

É um discurso a ser levado à sério?Em qualquer manifestação com muita gente ou meia dúzia é possível ler cartazes e faixas contra a realização da Copa do Mundo no Brasil.

Hoje já se sabe que é provável que os fastos com a realização da Copa do Mundo no Brasil atinja a cifra de R$ 35 bilhões de reais quando fecharem os portões do Maracanã depois do jogo final.

A última estimativa do TCU (Tribunal de Contas da União) deu conta que os gastos já estavam ao redor de R$ 27,410 bilhões.

Para chegar à cifra, o TCU considera financiamentos oferecidos por bancos federais, investimentos feitos por agentes privados, pelas estatais e pelas esferas de governo estaduais e municipais.

Esses números serão importantes para desconstruir um senso comum estúpido que se formou na população a partir das manifestações de junho de 2013 no sentido de que o país deveria investir esses recursos em saúde, educação, transporte público …

Portanto, nada de Copa para um país que tem tantas deficiências para corrigir.

De acordo com o TCU, a mobilidade urbana lidera os gastos, com R$ 12,004 bilhões, consistindo em obras de melhorias de avenidas, construção de trincheiras, viadutos, pontes, calçadas, praças, etc, etc, etc …

Nos aeroportos, o investimento será de R$ 7,4 bilhões, sendo que parte do montante será aplicado pela iniciativa privada, nos terminais de Guarulhos, Viracopos (Campinas) e Brasília, que foram privatizados há quatro meses, e o poder público está realizando melhorias em todos os outros aeroportos nas cidades sede e ainda outros que são potenciais destinos dos turistas que visitarão o país.

Já os 12 estádios da Copa custarão R$ 6,778 bilhões, segundo o TCU.

Portos e o setor de telecomunicações terão investimento de R$ 903 milhões e 371 milhões, respectivamente.

Agora já é possível enxergar que o gasto total com a Copa deverá representar algo em torno de 10% do investimento anual total do país em educação, pois o Brasil gasta R$ 280 bilhões/ano em educação.

Se a comparação for com o gasto anual em saúde o percentual representado pelo gasto com a Copa é muito menor que 10%.

Ou seja, se o país tivesse aplicado os gastos com a Copa em saúde, em educação ou em algum outro programa social, é provável que a população, no seu conjunto, sequer chegaria a sentir os efeitos desse investimento, eis que são pouco representativos no curso de 1 ano e absolutamente insignificantes num prazo maior.

Isso, como dito mostra que o discurso de que os recursos da Copa deveriam ser aplicados em educação é demagógico e só tem a finalidade de criar um senso comum equivocado e estúpido junto à população e contra um evento cujo saldo final será evidentemente positivo para o país.

Afinal, dos cerca de R$ 35 bilhões que serão gastos com a Copa, somente R$ 8 bilhões foram para os estádios e, ainda assim, só cerca de R$ 4 bilhões saíram do BNDES para financiar as obras (ou seja, empréstimos que terão que ser pagos), sendo o restante aplicado pela iniciativa privada.

Os outros R$ 27 bilhões foram investidos em obras de infra estrutura que ficarão para a população após a Copa (investimento nas estruturas das cidades, aeroportos, portos …), sem contas outras obras que estão em curso e foram retiradas da relação do PAC da Copa e que serão entregues para a população após só evento.

Terminada a Copa, o país terá oportunidade de fazer um debate sério sobre o tema.

A luta pela melhoria com saúde, educação, transporte coletivo transcende a Copa e, a rigor, nada tem haver com ela. Deveria preexistir a ela e deve existir depois dela. A Copa talvez tenha tido o mérito de estimular essa consciência em amplas parcelas da população, apesar do discurso demagógico de condenação da Copa.

Quanto aos desvios de recursos, é coisa para a polícia apurar, mas até agora não há notícia de nenhum processo criminal, apenas o vento soprando um senso comum de que houve roubo nas obras da Copa, e isso em comparação com o que se gastou na Alemanha e no Japão, como se fosse possível essa absurda comparação.

 

Portal da Copa/ME

QUADRO GERAL DA COPA

Faltam: 20 DIAS

Total Previsto: R$ 25.793.794.183,12

Total Contratado: R$ 24.285.112.537,80

Total Executado (Pago): R$ 15.669.337.993,55

Leia mais:
Planeta Sustetável

PAÍS DO FUTEBOL

Vale a pena ser sede da Copa 2014?

Do ponto de vista econômico, tudo indica que não. Segundo os cálculos preliminares da CBF, o Brasil vai precisar gastar R$ 11 bilhões para se preparar para a Copa de 2014

Tomando por base só essa despesa, sediar o torneio parece uma fria – afinal, daria para turbinar áreas como saúde, habitação e educação (e ainda movimentar a economia) se não fosse preciso gastar uma grana modernizando estádios, por exemplo. Mas é preciso considerar outros itens para medir o retorno de uma Copa, como o gasto dos turistas. Pelas contas do governo, a Copa deve atrair 500 mil estrangeiros, que gastariam até R$ 3 bilhões. Além disso, se a competição gerar tantos postos de trabalho quanto a Alemanha gerou em 2006 (25 mil novas vagas), dá para computar mais R$ 500 milhões em investimentos, já que o custo médio por novo emprego está na casa dos R$ 20 mil. Há ainda quem identifique uma expansão da economia dos países sede. Mas isso não é consenso. “Crescimento econômico é algo difícil de prever com tanta antecedência. No fim das contas, a alta do PIB pode ficar próximo de zero”, afirma o economista Fábio Sá Earp, da UFRJ. A esperança são os benefícios de longo prazo, mais difíceis de medir. Um estádio novo, por exemplo, pode gerar um círculo virtuoso no bairro, bombando o comércio e elevando a arrecadação para fazer mais obras. Sem contar que o torneio pode aumentar o fluxo turístico e melhorar a imagem do país. Se tudo isso acontecer, aí, sim, quem sabe em algumas décadas a gente poderá dizer que sediar uma Copa é um bom negócio. BOLA DIVIDIDA
Abaixo, apresentamos a estimativa de gastos para o torneio. R$ 8,5 bi
ONDE Infra-estrutura.
QUEM GASTA Governo.
Grana para a infra-estrutura das cidades-sede. Segundo a Fifa, 4 candidatas precisam aumentar seu aeroporto e 6 não têm transporte público estruturado para receber adequadamente os jogos. R$ 2 bi
ONDE Reforma e construção de estádios.
QUEM GASTA Iniciativa privada.
A aposta é que os governos locais busquem capital privado para fazer decolar os projetos. Em troca, os empresários teriam o direito de administrar os estádios por no mínimo 20 anos, para, em tese, obter lucro. R$ 700 mi
ONDE Instalações oficiais.
QUEM GASTA Fifa.
Este é o único dinheiro garantido. A Fifa afirma que ela mesma vai bancar a construção de estruturas de apoio para os jogos, da sede do comitê organizador, dos centros de mídia e das centrais de segurança. Aqui, imaginamos um plano alternativo para aplicar a grana. R$ 2,1 bi
ONDE Expansão do saneamento.
PARA Levar água tratada a 2,2 milhões de casas e coleta de lixo a 2,1 milhões – cerca de 20% do déficit de saneamento. R$ 2,8 bi
ONDE Crédito para casas populares.
PARA Financiar a construção ou compra de 480 mil casas populares – 6% do déficit habitacional. R$ 2,8 bi
ONDE Universalização da eletricidade.
PARA Levar luz a 1,6 milhão de pessoas no campo – 13% da população sem acesso à energia. R$ 1,4 bi
ONDE Combate ao analfabetismo.
PARA Ensinar 600 mil jovens e adultos a ler e escrever – o que representa 4% a menos de analfabetos no país. R$ 1,4 bi
ONDE Bolsa Família.
PARA Custear o programa por um ano para 1,8 milhão de famílias, que receberiam um auxílio mensal de R$ 62. R$ 700 mi
ONDE Saúde da Família.
PARA Levar o programa Saúde da Família a mais 2 milhões de pessoas – superaria a população de Curitiba ou Recife. *Fontes: Orçamento Copa 2014 (conversão a partir do valor estimado em dólares), CBF, Fifa. Orçamento alternativo: números recentes dos ministérios do governo federal, IBGE, site Contas Abertas, Agência Brasil, FGV.