TEMER QUER REQUIÃO. PARTIDO EXISTE PARA DISPUTAR PODER. BETO PRECISA DO PLANO “B”.

Michel Temer veio ao Paraná nesta semana a pedido de Dilma para sinalizar claramente aos peemedebistas nativos sobre a importância da legenda ter candidatura própria ao Governo do Estado, que é o sétimo colégio eleitoral no país. Não é pouca coisa: Nem o número de eleitores e nem a vinda de Temer ao Paraná. Temer é um homem refinado e de palavras macias. Incapaz de alterar o tom de voz, procura se fazer entender através de gestos. Um político ao estilo da velha guarda, da escola que fala pouco, ouve muito e usa os seus movimentos para se comunicar. A vinda ao Paraná representa um gesto que significou muito. Ulisses Guimarães costumava dizer que partido existe para disputar o poder. É a escola de Temer. Dias atrás Temer procurou Requião para pedir que recebesse Pessuti. Agora, no encontro em Santa Felicidade, Requião retribuiu o gesto de Temer pedindo que Pessuti falasse no evento. Embora Temer tenha dito que o partido tem liberdade para fazer suas próprias escolhas no Estado, também disse que a direção nacional prefere a candidatura própria. Para bom entendedor a meia palavra basta. São gestos que demonstram que a cama de Beto está sendo preparada. Partido existe para disputar o poder. O PMDB é o maior partido político do Paraná e tem uma candidatura inegavelmente muito competitiva. Importante para Dilma. Como não disputar a eleição de governador com candidato próprio? Injustificável. Beto tem que ter o plano “b” para enfrentar Requião e Gleisi no primeiro turno e de olho na lição que o episódio de Ducci ensinou em Curitiba em 2012.