CNI/IBOPE: DILMA TEM 39%, AÉCIO 21%, CAMPOS 10%. ESTÁ NA FRENTE TAMBÉM NO SEGUNDO TURNO. CRESCE DESINTERESSE.

Com apenas quatro meses das eleições, a presidente Dilma Rousseff, do PT, lidera a pesquisa CNI-Ibope de intenção de votos. Apresentada em uma lista de prováveis candidatos, Dilma Rousseff foi escolhida por 39% dos entrevistados. Aécio Neves, do PSDB, ficou com 21%, e Eduardo Campos, do PSB, com 10%. Em quarto lugar, aparece Pastor Everaldo, do PSC, com 3%. As intenções de voto nos demais candidatos alcançaram 6%. Os votos brancos e nulos somam 13%. Outros 8% não quiseram ou não souberam responder.

 

As informações são da pesquisa CNI-Ibope, divulgada nesta quinta-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria. Essa é a primeira vez, em 2014, que a pesquisa CNI-Ibope traz informações sobre a intenção de voto para a Presidência da República.

Na pergunta espontânea, sem a apresentação de uma lista com os nomes dos prováveis candidatos, a presidente Dilma Rousseff também lidera as intenções de voto, com 25%. Aécio Neves tem 11% e Eduardo Campos, 4%. Lula aparece com 3% dos votos. Os votos brancos e nulos somam 16%. O percentual das pessoas que não sabem ou não responderam alcança 37%.

SEGUNDO TURNO

Na simulação de segundo turno com os dois melhores colocados na atual pesquisa, Dilma Rousseff venceria a eleição, com 43% dos votos. Aécio Neves teria 30%, e os votos brancos e nulos somariam 19%. Entre os entrevistados, 8% não quiseram ou não souberam responder.

A presidente Dilma Rousseff também venceria se enfrentasse Eduardo Campos no segundo turno. Ela teria 43% dos votos e Campos ficaria com 27%. Os brancos e nulos somariam 21%. Outros 9% não souberam ou não quiseram responder a pesquisa.

A pesquisa CNI-Ibope mostra ainda que Dilma Rousseff é a candidata mais conhecida entre os eleitores. Apenas 1% disseram que não conhecem a presidente o suficiente para poder opinar. No caso de Aécio Neves, esse percentual sobe para 20% e de Eduardo Campos vai para 25%.

No entanto, Dilma Rousseff é a candidata com o maior percentual de rejeição. Entre os entrevistados, 43% disseram não votariam na presidente de “jeito nenhum”. Esse percentual cai para 32% quando o candidato é Aécio Neves e para 33% no caso de Eduardo Campos.

Realizada entre 13 e 15 deste mês, com 2.002 pessoas em 142 municípios, essa edição da pesquisa CNI-Ibope foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o Protocolo BR-00171/2014.

A margem de erro da pesquisa é de 2%.

Os dados da pesquisa na íntegra estão no Site Pesquisa CNI-Ibope de junho.

INTERESSE

A pesquisa aponta ainda que 26% da população não estão interessados nas eleições de outubro, quando os brasileiros irão às urnas para eleger presidente, governador, senador e deputados. Conforme a pesquisa, 16% dos entrevistados disseram estar “muito interessados” nas eleições deste ano, 29% responderam “interesse médio” e 29% avaliaram ter “pouco interesse”.

Para o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, os percentuais indicam insatisfação das pessoas. Ele ponderou, contudo, que a situação deve mudar, com o início da campanha eleitoral, em julho. “Chama atenção um quarto da população dizendo que não tem interesse nenhum nas eleições ainda. E 16%, um pouco mais alto, o número de pessoas dizendo que vão votar em branco. Acho que isso é uma coisa nova, se você compara com 2010, onde o pessoal de brancos e nulos era muito menor”, avaliou.

De acordo com a pesquisa, a maior parte dos jovens e das pessoas com 45 anos a 54 anos não estão interessadas na eleição. Dos entrevistados entre 16 anos e 24 anos, 12% disseram ter muito interesse no pleito. Somando os que responderam muito interesse com médio interesse, chega-se a 43%. Quando se soma os que escolheram pouco interesse com nenhum, atinge-se 57%.

No caso dos que estão na faixa dos 45 anos a 54 anos, 41% estão com muito interesse ou interesse médio. E 59%, com pouco ou nenhum interesse.

Entre as pessoas com 25 anos a 34 anos, a diferença entre os muito e pouco interessados diminui. A soma de muito e médio interesse atinge 48%, enquanto a de pouco e nenhum, 52%. A situação é parecida quando se consideram os entrevistados com mais de 55 anos: 47% têm muito ou médio interesse. E 52%, pouco ou nenhum.

A parcela que tem ensino superior apresenta maior interesse nas eleições. Os que têm de quinta a oitava séries do ensino fundamental são os que responderam ter menor interesse.

Na Região Sudeste, foi registrado o menor percentual de entrevistados interessados nas eleições. Segundo a pesquisa, 60% responderam ter pouco ou nenhum interesse, contra 39% de interessados. Os percentuais são 46% e 53% no Norte/Centro Oeste; 54% e 45%, no Nordeste; respectivamente. Na região Sul, está metade para cada tendência (interessados e não interessados).

Nas capitais, o percentual referente a muito ou médio interesse chega a 40%, contra 59% dos que não estão muito interessados ou não têm interesse algum. Nas periferias, o número é 48% e 52%, respectivamente. No interior do país, é 46% interessados contra 54% dos que têm pouco ou nenhum interesse.

O levantamento, feito em parceria com o Ibope, ocorreu entre os dias 13 e 15 deste mês. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 142 municípios. A margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos (Agência Brasil).

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A nova pesquisa Ibope aponta como foi a evolução dos quatro principais candidatos à presidência: Dilma Rousseff (PT) tem 38%; Aécio Neves (PSDB) tem 22%; Eduardo Campos (PSB) tem 13%; Pastor Everaldo (PSC), 3%. José Maria Eymael (PSDC), Magno Malta (PR) e Eduardo Jorge (PV) ficaram cada um com 1%.
Assim, os adversários de Dilma somam 42%, apontando para um eventual segundo turno.
O Ibope fez a pesquisa para a União dos Vereadores de São Paulo. Entrevistou 2002 eleitores em 142 cidades entre os dias 4 e 7 de junho. A margem de erro é de 2% e o grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE, sob o número BR-00154/2014.
O que se pode extrair desse cenário?
É fato que as convenções partidárias não consolidaram as alianças e, portanto, ainda não é possível aferir a capilaridade de cada candidato em cada Estado e município, tampouco o tempo de televisão de cada um.
Creio que um bom começo seja lançar um olhar sobre o nível de dificuldades que cada candidato vem enfrentando.
Eduardo Campos tem um grande obstáculo pela frente que se traduz em uma aliança envolvendo poucos parceiros. Os únicos de expressão eleitoral são Marina e o PPS, mas que, como o seu PSB, não têm capilaridade para atingir todos os Estados e todos municípios, resultando que não terá candidatos competitivos e/ou próprios a governador em todas as unidades da federação, inclusive em Estados fundamentais (ex: SP), onde seu partido estará no palanque de Geraldo Alckmin, perigosamente próximo ao muro de Aécio.
Aécio Neves terá que ficar com o que sobrar de Dilma no PMDB e com o DEM, pois perdeu o PPS para Campos, restando-lhe disputar os outros partidos em suas sessões locais que, como sempre, vão rachados para o pleito segundo seus interesses locais.
Dilma terá uma aliança ampla, inevitavelmente. Terá pelo menos um palanque forte em todos os Estados. Tem a máquina do governo federal.
Até aqui o desempenho de Dilma está dentro da normalidade, sempre com percentual de intenção de voto rondando a casa dos 40%. É muita coisa.
Muita coisa considerando a inusitada pancadaria do mercado financeiro e de setores do grande empresariado contra a política econômica e que se reflete na também inusitada má vontade da mídia (controlada por esses setores) contra o seu governo e responsável pelo excesso de pessimismo contra a economia do país, o que, segundo gente como Luiz Carlos Mendonça de Barros, Bresser Pereira, Beluzzo e até o Presidente da Febraban, não tem fundamento.
Além disso, ainda está carregando nas costas o desgaste com as obras da Copa, embora seu governo não seja responsável direto por praticamente nenhuma delas.
Não me recordo de um presidente que tenha apanhado tanto da mídia como Dilma.
Até aqui Dilma mostra uma resistência extraordinária. Ainda mantém a possibilidade de ganhar a eleição no primeiro turno e vence em qualquer cenário no segundo turno, em qualquer pesquisa.
Conta a seu favor a boa vontade do eleitor em reeleger – Lula e FHC também tiveram grandes dificuldades e foram reeleitos – e com o fato dos seus adversários não conseguirem empolgar o eleitor. Falta-lhes inspiração, propostas que possam produzir sonhos e empática eleitoral.
Não se pode perder de vista também que, passada a Copa, muitas obras serão entregues e junto com isso Dilma poderá explorar o inegável bom desempenho dos programas sociais.
Dilma tem muita munição.
Depois de tudo isso, ainda tem o maior eleitor desse pleito ao seu lado. Lula segue com incrível e extraordinário prestígio em todas as pesquisas.
Assim, queira ou não, Dilma segue sendo uma adversária muito dura a ser batida.