COPEL X PSDB: O CERTO E O ERRADO EM MATÉRIA DE ENERGIA ELÉTRICA

O episódio do reajuste da energia elétrica no Paraná vai se tornando em mais um capítulo de difícil compreensão da política local, com paradoxos interessantes.

Um dos pilares do discurso do PSDB está na crítica à forma como o Governo do PT vem gerenciando os preços da tarifa de energia elétrica, sacrificando a saúde financeira das empresas de energia para praticar preços menores e utilizando esse fator para obter dividendos eleitorais.

Eis que agora a Companhia Paranaense de Energia, a Copel, por meio de decisão do seu Conselho, pediu a Agência Nacional de Energia, a Aneel, autorização para que a Copel Distribuidora possa aumentar, em média, 32,4% a tarifa de energia no Estado.

O Conselho da Copel agiu tecnicamente e a Aneel, também tecnicamente, autorizou a Copel Distribuidora a promover um aumento máximo de 35,05%.

Para alta tensão, a autorização do relator do pedido da Copel, Reive Barros, é de um reajuste médio de 37,35%, enquanto para baixa tensão o aumento médio seria de 33,49%.

No ano passado, a Aneel autorizou reajuste de 14,61% em média, mas o governo do Paraná optou por aplicar um valor menor, de 9,55%, sendo que na autorização de 2013, o órgão regulador já havia observado que essa diferença seria considerada em 2014.

 

Governador Beto Richa.Foto:Ricardo Almeida/ ANPr

 

Mas o aumento médio de 35,05% na tarifa de energia da Copel assustou o Governador Beto Richa, que é quem nomeia os conselheiros da Copel.

“É preciso deixar claro que o reajuste foi proposto pela Aneel e o governo federal. Eu não aceito. Nós temos que preservar o interesse público e preservar os nossos consumidores”, afirmou Richa.

A autorização da Aneel obviamente não vincula a decisão da Copel Distribuidora, que poderá ou não aceitar os números e, tal como fez no ano de 2013, optar por um reajuste menor.

Resta saber se o Governador levará à cabo o discurso do PSDB, no sentido de que as decisões técnicas não podem sofrer injunções de ordem política ou se não permitirá que a empresa siga o que é tecnicamente certo e, portanto, aplique o reajuste autorizado pela Aneel.

Mas o aumento médio de 35,05% na tarifa de energia da Copel assustou o Governador Beto Richa, que é quem nomeia os conselheiros da Copel.

“É preciso deixar claro que o reajuste foi proposto pela Aneel e o governo federal. Eu não aceito. Nós temos que preservar o interesse público e preservar os nossos consumidores”, afirmou Richa.

A autorização da Aneel obviamente não vincula a decisão da Copel Distribuidora, que poderá ou não aceitar os números e, tal como fez no ano de 2013, optar por um reajuste menor.

Resta saber se o Governador levará à cabo o discurso do PSDB, no sentido de que as decisões técnicas não podem sofrer injunções de ordem política ou se não permitirá que a empresa siga o que é tecnicamente certo e, portanto, aplique o reajuste autorizado pela Aneel.