MÔNICA BERGAMO CONSTATA QUE O PÚBLICO URUGUAIO NOS ESTÁDIOS É DA ELITE. SÓ URUGUAIO?

A colunista Mônica Bergamo foi na veia no seu comentário para a Band News desta terça-feira: o público que está comparecendo aos estádios nos jogos da Copa é majoritariamente da elite, ou seja, gente branca e de boa estampa.

A jornalista noticiou que entidades estão protestando junto à FIFA o não cumprimento da promessa de viabilizar o acessos aos estádios de pessoas negras, indígenas e de baixa renda nos estádios e isso a partir da constatação do perfil do público que está freqüentando os estádios nos jogos da Copa.

Mônica Bergamo revelou que num dos jogos do mundial constatou nas filas que os uruguaios que vieram para assistir aos jogos nos estádios eram contrários ao Presidente José Mujica, pois, segundo, ela, setores da elite uruguaia são “resistentes” a ele, que, no entanto, é bem aceito pela população mais pobre do país.

As entidades estão protestando contra o fato do público que comparece aos estádios ser composto de pessoas brancas e de estampa incompatível com as de baixa renda, negros e indígenas, que estão ausentes do evento e isto contrariando a promessa da FIFA a estas mesmas entidades de que criaria condições para que pessoas de níveis sociais mais baixos tivessem acesso a ingressos mais baratos e assim, a possibilidade de assistir aos jogos da Copa nos estádios.

A jornalista também revelou que a pouca quantidade de ingressos mais baratos e os 50 mil ingressos que a FIFA destinou para o programa Bolsa Família foram alocados no setor 4, atrás do gol e que, dada a grande procura pelos ingressos, tornou-se insolúvel o problema de oferecer ingressos mais acessíveis a pessoas de baixa renda e, assim, tornar o público nos estádios menos elitista.

FIFA doa 50 mil ingressos de jogos da Copa para beneficiários do Bolsa-Família

 

De fato, Mônica Bergamo tem toda razão. O acesso aos estádios, dado o preço dos ingressos, só ficou ao alcance da elite, no caso do Brasil, branca e bonita, tal como vai sendo ressaltado nas imagens que a FIFA capta nos estádios e projeta para o mundo.

Mas isso também não chega a ser um defeito do evento no Brasil, pois em nenhum país o evento da Copa do mundo tem sido acessível às pessoas de baixa renda, tal como se viu nos recentes eventos fora da Europa: Japão e Africa do Sul.

Nos estádios da Copa só vai quem pode pagar os preços caros dos ingressos ou recebe os convites especiais para os espaços reservados para os bancos, grande empresas e patrocinadores do evento.

O povão vê o evento pela TV aberta.