PMDB: CAÍTO SE LANÇA VICE DE BETO COM ARGUMENTO FRÁGIL

imageA coisa está de vaca não reconhecer bezerro no processo de convenção do PMDB.
A semana termina com o deputado estadual Caíto Quintana enviando uma carta aos convencionais onde propõe que ao invés de lançar a candidatura própria de Roberto Requião ou Orlando Pessuti a governador o partido o indique para ser vice de Beto Richa.
Dentre as razões, Caíto argumenta que o partido não se preparou para montar uma chapa competitiva na eleição de deputados estaduais e federais e que o melhor, para os candidatos a deputado do partido, seria uma aliança com o PSDB de Beto Richa.
O argumento é curioso na medida em que os que hoje defendem a coligação com Beto Richa foram os que dirigiram o partido nos últimos tempos, dentre eles o próprio Caíto, e que, portanto, tinham com tarefa fundamental justamente preparar o partido para as eleições.
Caíto refere claramente que nos últimos 3 anos a Executiva do Partido, que é presidida pelo Deputado Federal Osmar Serraglio, que assumiu a Presidência após a convenção onde o grupo de Requião foi derrotado, não fez a tarefa de casa mais elementar, que era preparar o partido para as eleições.
Já há quem diga que a direção do partido agiu para fragilizar a legenda justamente para submetê-la aos interesses de Beto Richa, a quem a maioria do deputados está ligada em razão da participação em cargos no governo.
O argumento torna-se mais frágil diante do fato de que partido político existe para disputar o poder e, no caso, o PMDB do Paraná é o maior partido no Estado, tem candidatos extremamente competitivos (Requião e Pessuti) e com chances reais de vitória, sendo incompreensível que abra mão dessa possibilidade.
Na convenção em que Requião perdeu a direção do partido, a votação do seu grupo atingiu cerca de 45% dos votos. É mais que provável que os delegados que votaram com Requião repitam seu comportamento na questão da candidatura própria. Daí resulta que Requião precisa de bem pouco para ter a maioria na convenção e vencer com a tese da candidatura própria.
Sendo assim, Caíto e seus companheiros terão que buscar argumentos mais sólidos para convencer o partido a sacrificar a candidatura própria apenas para atender aos interesses dos deputados.