PT OFICIALIZA CANDIDATURA DE DILMA E VAI TENTAR O 4 MANDATO SEGUIDO NA PRESIDÊNCIA

A presidente Dilma Rousseff afirmou neste sábado (21), em convenção do PT que oficializou sua candidatura à reeleição, em Brasília, que a batalha a se enfrentar nessa campanha não é a da “esperança que venceu o medo” na eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas a da verdade que deve vencer “a mentira e a desinformação”. Dilma também pregou uma campanha “de paz e alto astral” contra o rancor dos adversários. “Abaixo o pessimismo, a mediocridade e o baixo astral no Brasil. As grandes vitórias são construídas com o fermento da alegria e do otimismo”, afirmou a petista.

Ainda sobre os pessimistas e a campanha que irá enfrentar, Dilma lembrou o período em que ficou presa e foi torturada durante a ditadura militar e deu recado para a militância: “Não vamos deixar o ódio prosperar em nossas almas, vamos recolher as pedras que lançam contra nós e vamos transformar tijolos para fazer o Minha Casa, Minha Vida. Vão aparecer panfletos, vamos recolher esses panfletos anônimos e apócrifos e vamos transformá-los em cartilhas, em material pedagógico para assegurar educação de qualidade para ao nosso povo. Vamos recolher os xingamentos e transformar em versos e canções de esperança sobre o futuro do País”.

Dilma anunciou em seu discurso que, se reeleita, o Brasil dará início a um novo ciclo que manterá os dois pilares básicos do modelo iniciado por Lula em 2003: a solidez econômica e a amplitude das políticas sociais. “Esse novo ciclo trará mais avanços na melhoria da infraestrutura e serviços públicos, na qualidade do emprego e aumento da produtividade da economia. Esse novo ciclo fará o ingresso do Brasil na sociedade do conhecimento, pilar básico na transformação da qualidade da educação. E a transformação da educação só se consolida pela valorização do professor”, afirmou a presidente em seu discurso.

A presidente citou números do seu governo, disse que o País passou ileso pela crise econômicas porque “soube defender como poucos países o que é mais importante: o emprego e o salário do trabalhador” e criticou os governos anteriores: “Nos outros governos se enfrentava a crise de forma perversa arrochando o salário do trabalhador, aumentando o desemprego e vendendo o patrimônio público. Com essa política desastrosa, o que acontecia é que alienavam o nosso futuro, não enfrentavam só a crise, mas alienavam o futuro do nosso País. A partir de nós, do governo Lula e do meu governo, não fizemos isso, não aceitamos que essa era a única saída”, afirmou Dilma (Jornale).