REQUIÃO É CANDIDATO PELA QUINTA VEZ. BETO RICHA PERDEU E FRACASSOU O OBJETIVO DO PSDB DE MATAR A ELEIÇÃO NO PRIMEIRO TURNO.

A Convenção Estadual do PMDB consagrou a tese da candidatura própria por 319 a favor e 250 votos contra e, assim, Roberto Requião será candidato a Governador do Paraná pelo PMDB pela quinta vez. O resultado registrou ainda 4 abstenções e voto em branco. Ausentaram-se da convenção cerca de 18% dos convencionais.

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Desde o início do seu Governo Beto Richa apostou na cooptação do PMDB paranaense com duas finalidades: uma base ampla na Assembléia com a bela bancada do PMDB; impedir que o PMDB viabilizasse uma candidatura ao Governo do Estado.

A estratégia logrou pleno êxito quanto ao primeiro objetivo, mas, diante do resultado que agora se verificou, parece ter representado um erro grave diante do malogro do segundo objetivo.

É fato que nos últimos meses o objetivo de inviabilizar uma candidatura próprio do PMDB ao Governo do Estado, eis que inevitavelmente o Senador Roberto Requião seria o candidato, tornou-se uma verdadeira obsessão do Palácio Iguaçu e do PSDB.

Todos os esforços foram envidados para atingir esse objetivo, inclusive a entrega da vice de Beto Richa para o deputado estadual Caíto Quintana, acordo com o ex-governador Orlando Pessuti para viabilizar uma candidatura ao Senado pelo PMDB e a nomeação de peemedebistas para posições no governo.

É fato que a luta para inviabilizar a candidatura própria pelo PMDB tornou-se parte fundamental da estratégia do PSDB para tentar transformar o pleito num plebiscito PSDB x PT e, assim, como acreditava o Palácio Iguaçu, matar a eleição já no primeiro turno.

O Palácio acreditava piamente que o Governador venceria uma disputa direta com Gleisi (PT) já no primeiro turno.

O resultado da Convenção é que o PSDB colhe um fracasso retumbante e atrai para o Governador Beto Richa uma derrota importante já no início do processo eleitoral.

Não é exagero dizer que a forma como o PSDB conduziu a questão, envolvendo-se com ela a ponto de produzir a aparência de uma intervenção de um partido dentro do outro, e também o modo como o próprio Governador Beto Richa passou a desferir ataques diretos a Requião, transformaram-no em um candidato muito forte e sedimentaram a unidade partidária suficiente para chancelar sua candidatura nesta sexta-feira.

Requião já experimentou todas as traições que poderia experimentar nesse processo eleitoral dentro do seu PMDB. Beto Richa é que agora poderá ter que sentir esse gosto amargo, tal foi a intensidade que se envolveu com o PMDB.

O PSDB acalentou o ovo da serpente ao atrair o PMDB para dentro de casa e agora a cobra está criada.

Fracassou a estratégia do PSDB de matar a eleição no primeiro turno e Beto Richa terá dois adversários muito duros pela frente e seu grande desafio doravante é conseguir a passagem para o segundo turno.

Requião esteve no Jogo do Poder e deu o tom de como será sua campanha. Veja:

REQUIÃO DIZ QUE GOVERNO RICHA É BAGUNÇA. FOI O CONVIDADO DO JP NO DOMINGO (18/05)

O senador Roberto Requião (PMDB/PR) foi o convidado do Jogo do Poder PR do último domingo (18/05). A entrevista foi ao ar, ao vivo, direto dos estúdios da Rede CNT (Canal 06), em Curitiba.

Na entrevista ao advogado Luiz Carlos da Rocha, Requião aproveitou para responder às referências que o Governador Beto Richa fez a ele e ao seu governo durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo. Requião disse que abriu vagas em presídios, construiu hospitais, contratou um grande contingente de policiais militares, comprou armamento, viaturas e quando saiu do governo deixou dinheiro em caixa.

Requião afirmou ainda que no seu governo havia planejamento, responsabilidade nos gastos e que por isso jamais deixou de pagar as contas, elementos que faltam ao Governo Beto Richa.

Sobre a substituição tributária para pequenos e médios empresários, Requião afirmou que acabará imediatamente com esse expediente se tornar-se governador novamente, e que retomará a política fiscal de incentivo ao setor.

Acusou Beto Richa de entregar a Sanepar para a Andrade Gutierrez.

Sobre Dilma, Requião afirmou que entre as opções postas não tem dúvidas que apoiará a sua reeleição.

Assista a entrevista:

PARANÁ: QUATRO POSSÍVEIS CANDIDATOS A GOVERNADOR?

Passado mais de 1 ano após as eleições municipais, onde o Governador Beto Richa sofreu uma surpreendente derrota com o seu candidato, o Prefeito de Curitiba Luciano Ducci, ficando fora do segundo turno – coisa rara em matéria de candidatura a reeleição -, o quadro para o pleito ao Governo do Estado pouco mudou.

Apesar do grande esforço que fez durante todo esse período para atrair o PMDB para o seu governo, no que até agora logrou um bom êxito, no entanto, Beto Richa ainda não tem a certeza de que o partido estará com ele nas eleições em que buscará se reeleger.

As desconfianças aumentam quando chegam notícias que parte da bancada dos deputados estaduais do PMDB que estão com Beto e que poderiam assegurar o apoio do partido à sua reeleição já começam a procurar Requião, o potencial candidato do próprio PMDB ao Governo.

Os contatos que até o início do ano não existiam começaram a ser mais frequentes, o que tem animado Requião, pois, com isso, intensificou sua peregrinação pelo interior do Estado em busca de apoio. A razão é simples: com Requião o partido tem chances de reproduzir a bancada e, portanto, os deputados terão um cenário mais seguro para manter seus mandatos. Essa é a conta que os deputados vão fazer na hora de definir se o PMDB terá ou não candidato próprio e já há quem aposte sem medo de perder que Beto será traído.

Mas com ou sem PMDB, Beto Richa é presença garantida na eleição e vai tentar se reeleger. Se valer estatística e tradição, o Paraná sempre reelegeu seus governadores.

A dúvida até aqui é se o MDB terá candidato próprio e quem será. Do lado de Requião, a incerteza virou otimismo e já não há mais dúvida que o partido terá candidato e que será ele. Beto tem feito grande esforço para evitar a candidatura de Requião e até já aceita a hipótese de um outro candidato a governador pelo PMDB, o que alguns segmentos do PT até olham com certa simpatia. Mas com Requião há  garantia de segundo turno e o PSDB do Paraná está com trauma de segundo turno depois da eleição de Fruet em Curitiba.

Gleisi Hoffmann deixou o Ministério da Casa Civil para ser candidata do PT e não existe mais dúvida sobre isso.

PSD tem acenado com a candidatura de Joel Malucelli, mas já não há quem aposte nisso sem medo de perder e, no mais, legendas menores também deverão apresentar candidatos a governador, mas sem a competitividade de Beto, Gleisi e Requião.

Portanto, ainda são quatro os possíveis candidatos a governador no Paraná.

Leia mais:
Fevereiro de 2014

PARANÁ: QUATRO POSSÍVEIS CANDIDATOS A GOVERNADOR?

Pouco mais de um mês após a eleição municipal, o mundo político já começa a lançar pré-candidatos a governador. Além da reeleição de Beto Richa (PSDB), os analistas anunciam que estão na briga pelo cargo a ministra Gleisi Hoffmann (PT), embora há quem fale em Paulo Bernardo (PT), o ex-governador Roberto Requião (PMDB) e o deputado federal Ratinho Junior (PSC). O nome de Ratinho, derrotado na eleição de Curitiba, foi cogitado nesta quarta-feira na reunião da direção estadual do PSC.
O partido elegeu 12 prefeitos, 25 vice-prefeitos e 184 vereadores. Para os aliados de Ratinho, qualquer candidato a governador terá grande interesse em compor na disputa de 2014. Governistas intensificam as conversas com o deputado.
No último domingo no Jogo do Poder o deputado federal Eduardo Sciarra revelou que o partido poderá apresentar candidato próprio à sucessão de Beto Richa.