DATAFOLHA: DILMA SEGUE NA FRENTE E AINDA PODE VENCER NO PRIMEIRO TURNO

Com 36% das intenções de voto na simulação de primeiro turno, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, mantém a liderança da disputa pelo Palácio do Planalto.

Em relação à pesquisa anterior, feita no começo do mês, o quadro do primeiro turno apresenta pouca diferença. Em 15 dias, Dilma oscilou de 38% para 36%, dentro da margem de erro. Aécio manteve os 20%. Campos oscilou de 9% para 8%, também dentro da margem de erro.

O levantamento aponta para a estabilidade do quadro eleitoral nesse início de campanha e que a propaganda junto com os debates na televisão poderão tornar-se o diferencial, pois atualmente Dilma precisa de muito pouco para vencer no primeiro turno e os adversários, do mesmo modo, precisam também de muito pouco para levar a eleição para o segundo turno.

Tal como está o quadro, com Aécio estacionado e sem conseguir avançar, mas mantendo mais que o dobro do terceiro colocado, Eduardo Campos, o risco é ocorrer um plebiscito já no primeiro turno com uma disputa acirrada entre Dilma e Aécio, com o consequente enfraquecimento dos demais concorrentes, conjuntura que interessa ao Palácio do Planalto na medida em que pode resolver a eleição já no primeiro turno.

E que, juntos, todos os rivais de Dilma também somam 36%. Assim, considerando a margem de erro, portanto, não é possível dizer se haveria ou não segundo turno se a disputa fosse hoje.

A oscilação negativa de Dilma no primeiro turno e a aproximação de seus rivais em simulações de segundo turno são coerentes com o aumento do percentual de eleitores que julgam o atual governo como ruim ou péssimo, circunstância que deverá merecer especial atenção da campanha de Dilma.

Conforme a pesquisa, 29% desaprovam a gestão Dilma. Este é, numericamente, o maior percentual de ruim e péssimo para a petista desde o início de sua gestão, em 2011.

Já o total de eleitores que classificam a administração como boa ou ótima são 32% agora, praticamente a mesma taxa apurada no fim de junho de 2013, imediatamente após a grande onda de protestos pelo país. Naquela ocasião, a taxa de aprovação à gestão petista despencou de 57% para 30%.

Em relação à pesquisa anterior, a taxa de rejeição a Dilma subiu de 32% para 35%. O segundo mais rejeitado é o candidato Pastor Everaldo (PSC), que tem 3% das intenções de voto, mas 18% de rejeição. Os que rejeitam Aécio oscilaram de 16% para 17%. Campos mantém os 12% da pesquisa anterior.

O Datafolha ouviu 5.377 eleitores em 223 municípios na terça (15) e nesta quarta-feira (16). O levantamento foi encomendado pela Folha em parceria com a TV Globo.